
Capítulo 178
Transformando Minha Habilidade de Lixo em uma Habilidade Apelona de Rank SSS+
— Os Grieves vão causar problema no local da competição agora? Ai, mesmo tentando evitar confusão, espero chegar ao rank de legião antes que algo mais sério aconteça — pensou Vritra enquanto observava o grupo de homens de vestidos brancos.
Porém, um evento importante e que mudaria sua vida se aproximava dele, mais perto do que poderia imaginar.
Senti-se um pouco curioso, usou seus sentidos para observar o movimento dos lábios deles e conseguiu captar algumas falas antes de desconectar os sentidos para não ser notado.
— A Imperatriz vai falhar? E algo sobre o Culto do Sangue Ósseo... ai, não consegui ouvir mais — pensou Vritra. Ele se perguntou como essas pessoas sabiam que ela não conseguiria obter a herança, mas não demorou muito a refletir sobre isso.
Durante o jantar no hotel, eles se prepararam para voltar aos seus quartos. O clima do Reino Azul parecia estar mudando de forma estranha desde manhã. Às vezes, uma forte tempestade se abatia, depois começava a chover, as nuvens sumiam e ficava quente, e em apenas uma hora, o frio começava a incomodar.
Vritra tinha a sensação de que essas mudanças eram causadas pela herança do Casal Escarlate, o que significava que a imperatriz já havia entrado e agora devia estar resolvendo todas as armadilhas e enigmas. Não demoraria muito até ela chegar à última etapa.
— Esposa, quando você acha que vai abrir a herança oculta onde está o halo mítico da Essência Nébula? — perguntou Vritra, deitando na cama e olhando para o teto.
"A abertura da herança do Casal Escarlate é um evento grandioso. Causou uma reação em cadeia por todo o reino, pois muitas coisas que estavam escondidas agora ficaram visíveis de repente.
Tenho certeza de que aquele lugar também deverá abrir muito em breve. Vamos conferir o local apontado pelo mapa," sugeriu Jasmine, e Vritra concordou. Ele precisava pegar o halo mítico — poderia criar ilusões tão realistas que seriam úteis em várias situações.
Sentou-se e olhou para sua mãe. Vanessa tinha acabado de sair do banho, e sua fragrância preenchia cada canto do quarto. Vritra se levantou, envolveu os braços ao redor da cintura dela, pressionando os lábios em seu pescoço e respirando fundo, cheio de seu aroma doce.
— Mmm~ Querida… — Vanessa suspirou suavemente, apertando Vritra com força.
— Mamãe, vou sair um pouco. Preciso verificar uma coisa e... vou levar a Diana comigo, — disse Vritra, com os lábios tocando sua pele fria e aveludada.
Vanessa se sentiu um pouco arrepiada. Ela pigarreou e respondeu: — Tá bom, mas tome cuidado lá fora. Quanto aquela deusa, acho que ela já está na sua mão. É só um empurrãozinho e ela ficará totalmente dedicada a você.
— Heh, é, mãe. Você também fica esperta — disse Vritra, dando um beijo leve em seus lábios rosados e molhados, antes de desaparecer do quarto.
Ele apareceu em frente à porta de Diana. Após bater, esperou, e em poucos segundos a porta se abriu. Diana também tinha acabado de tomar banho, seus longos cabelos brancos ainda estavam um pouco úmidos, e gotas de água reluzente escorriam pela sua pele de leite.
Ela estava realmente linda. Apesar de sua verdadeira origem estar na graça que uma deusa deveria possuir, só sua aparência já a destacava entre inúmeras outras mulheres.
Diana ficou surpresa ao vê-lo lá de repente. Ela se perguntou o que ele queria conversar, enquanto uma parte dela se perguntava se finalmente ele tinha ido até ela por causa da punição que prometeu — cough, punição que disse que daria.
Por mais que ela quisesse negar, parecia que tinha desenvolvido um fetiche estranho. Quanto mais desrespeitoso e severo Vritra fosse com ela, mais isso a excitava. Ela desejava que ele fizesse mais, mas Vritra quase não lhe dava atenção nos últimos dias.
'Aff, o que estou achando? Sou uma deusa, como posso ter esses pensamentos? Não é possível que eu goste de algo assim. Ele deve ter feito alguma coisa comigo.' Diana balançou a cabeça tentando negar seus próprios pensamentos. Ela queria ser humilhada por ele, mas ao mesmo tempo detestava essa ideia.
— Me follow — disse Vritra. Diana olhou para ele por um segundo antes de assentir. Depois, ela voltou ao quarto e saiu usando um véu no rosto e se vestindo de forma adequada.
— Para onde vamos? — perguntou a deusa curiosa. Ela não tinha mais intenção de voltar ao Reino de Dunshire, então seu único caminho era segui-lo — sem contar que ela já se tornou sua escrava.
— Não muito longe. Queria conferir uma coisa — deu uma resposta vaga Vritra. Apesar do céu estar começando a escurecer, o mercado permanecia tão vibrante quanto sempre. Afinal, ainda havia muitos eventos acontecendo no Reino Azul.
Vritra já tinha localizado o local do halo mítico da Essência Nébula. Após pagar algumas moedas de prata ao cocheiro, ambos se acomodaram na carruagem.
As ruas estavam bem mais vazias comparadas ao dia. O destino deles ficava no extremo oposto da cidade, por isso levaram pouco mais de três horas até a carruagem finalmente parar.
Durante esse tempo, Vritra e Diana mal trocaram palavras. A maior parte da atenção dele estava voltada ao redor. A razão de eles não terem simplesmente voado direto era pela presença de várias entidades perigosas ao redor. Melhor chegar atrasado do que morrer na missão.
Enquanto a carruagem se afastava, Vritra observou o ambiente ao redor. Não parecia haver presenças perigosas nesta parte da cidade. Estava relativamente deserta, sem casas visíveis — de um lado, a cidade se conectava a outra, e do outro, levava à floresta.
— Vamos até lá — indicou Vritra, guiando a deusa um pouco mais para dentro da floresta. Finalmente, ele tirou o mapa e avaliou o ambiente. Depois de caminhar quase um quilômetro, Vritra avistou uma montanha.
Era exatamente naquele local que a pequena herança contendo um tesouro tão valioso iria se abrir. Impossível saber que ali estava escondido algo tão divino.
— Tem como esconder isso? — perguntou Vritra. Seria muito mais fácil se só ele pudesse entrar.
— Não, a abertura da herança vai causar um alvoroço enorme, então é impossível esconder — respondeu Jasmine. — Caso contrário, o imperador não precisaria mandar tantos guardas ou seu protetor — ele simplesmente esconderia a Herança Escarlate. Essa herança devria ter aberto nesta manhã, por isso tantas mudanças vêm acontecendo. Vamos torcer para que o tumulto não seja grande demais.
— Acho que teremos que esperar ela abrir — suspirou Vritra. Depois, lançou um olhar curioso para a deusa e começou a voar no ar.
Diana viu Vritra subir alto, então o seguiu, e os dois se elevaram acima das árvores, podendo enxergar bem longe, até a cidade.
Vritra sorriu ao falar com a deusa perplexa: "Agora, você consegue tirar suas roupas?"