Transformando Minha Habilidade de Lixo em uma Habilidade Apelona de Rank SSS+

Capítulo 149

Transformando Minha Habilidade de Lixo em uma Habilidade Apelona de Rank SSS+

— Ouvi dizer que algo aconteceu enquanto você concluía sua missão. Alguém dos Pacts ou daqueles generais demônios viu você? — um dos nove homens perguntou, observando o homem mascarado de demônio cujo nome era 'Blunder'.

Blunder tinha a missão de liderar essa pequena equipe de dez pessoas e causar problemas nos planos de todos os grupos que atuavam naquele reino, criando conflitos entre eles. Assim, poderiam colher os frutos no final e conseguir muitas novas vítimas.

— Não, não foi ninguém desses grupos. Todos estão ocupados demais com seus próprios afazeres. Keke, foi uma face nova. Chegou na hora em que eu estava prestes a partir — respondeu Blunder. Ele girou um dos dedos no ar, e algo reluzente pôde ser visto sobre ele.

— Ele te viu? Você o matou? — outro integrante do Culto do Sangue Ósseo perguntou, com as sobrancelhas levantadas.

— Nem um nem outro. Mas ele deve ter me percebido. Enfim, todos os jogadores já entraram na área de batalha. É hora de começarmos a controlar tudo às escondidas — disse Blunder, fixando o olhar na ponta do dedo dele.

— Vamos seguir com nossos planos originais? — um dos nove perguntou. Todos eram loucos, mas Blunder era um completo psicopata. Ele ia a qualquer distância para provocar alguém de todas as formas possíveis, uma vez que fixava o olhar nele. Todos estremeceram ao ver os lábios do líder se transformarem em um sorriso distorcido.

— Não, planejo fazer algo ainda mais interessante — declarou.

Depois de uma pausa, ele perguntou: — Pacts... quanto tempo até chegarem perto desta capital? E quem, entre as maiores potências, viria investigar o assassinato de Aldric?

— A equipe dos Pacts chegará em cerca de um dia, ou talvez menos. Quanto à investigação, provavelmente será a Lua Dourada, mas eles só estarão aqui após alguns dias — respondeu um dos homens.

— Que pena. Acho que os únicos participantes desta guerra serão os Pacts, os Generais Demônios, o nosso culto e ele — Blunder falou, exibindo a ponta do dedo para todos.

— Hã? Quem é esse? — um deles perguntou.

— Apenas uma pessoa muito interessante — respondeu Blunder, enquanto olhava para fora e assistia às três carruagens partirem. Seu sorriso tornou-se ainda mais distorcido, como se suas bochechas fossem rasgadas a qualquer momento.

Uma gota de suor de Vritra brilhava na ponta do seu dedo — a única coisa que lhe traria bastante problema e também o tornaria bastante popular no final.

De volta na carruagem, os quatro conversavam tranquilamente, apreciando a viagem maravilhosa.

Diana permanecia calma porque acreditava que Vritra estava brincando quando disse que tantos inimigos os perseguiam. Vendo Vritra tão calmo, ela também se acalmou.

Fiona estava tranquila porque era quem menos sabia da situação. Embora Vritra tivesse informado sobre a morte de Alfred e que inimigos poderosos viriam atrás deles, ao ver as duas pessoas mais fortes do grupo — Vritra e Diana — tão calmas, ela obviamente se sentia segura e completamente relaxada. Até Vanessa, que geralmente estaria mais nervosa, parecia tranquila, então por que ela deveria estar nervosa ou ansiosa?

Vanessa também estava tranquila. Embora soubesse que o perigo era alto, duvidava que, se fosse algo insolúvel, seu filho e a deusa não estariam tão calmos. Assim, agiam como se tudo estivesse normal.

Por outro lado, Vritra ficou surpreso ao notar que, apesar de saber dos perigos de sua situação, as três mulheres ainda permaneciam tão calmas. Como homem, como poderia ele demonstrar medo? Independentemente do que acontecesse, enfrentariam — e assim Vritra fingia estar calmo para elevar o moral de todos.

Somente Yasmine parecia enlouquecida com a situação. O nível de perigo desta vez era muito maior. Estavam literalmente enfrentando algumas das organizações mais perigosas e até um culto insano, enquanto a jornada mal tinha começado. Ela se perguntava por que ninguém no grupo parecia nervoso.

A viagem feliz, tranquila e repleta de calmaria continuava, acumulando pontos de pecado e despertando inveja por onde passavam.

Logo, as três mulheres foram dormir. Vanessa e Diana perceberam como Fiona olhava para Vritra. Sabiam que ela estava experimentando a alegria do seu primeiro amor e já tinha se afundado demais por ele.

Diana não tinha problema com isso — ela era apenas a empregada de Vritra, então quem ele quisesse estar, poderia.

Enquanto Vanessa apoiava seu filho incondicionalmente, independentemente do que ele fizesse — seja criar uma deusa como escrava ou fazer essa linda ruiva sua parceira — ela até incentivaria os dois a ficarem mais próximos. Claro, isso não significava que o relacionamento deles mudaria novamente. Eles já haviam formado um laço para toda a vida e eram marido e mulher.

Vritra observou as três mulheres irem dormir. Ele já havia fechado a janela ao deitar na cama também, olhando para o teto da carruagem.

'Será que acontece esta noite, ou amanhã, ou quem sabe depois...' — Vritra se perguntou. Uma coisa ele sabia com certeza: eles não conseguiriam sair daquele lugar tão facilmente.

— Se não me engano, a noite deve estar segura, mas em breve vai rolar uma confusão enorme neste reino, e podemos acabar no centro dela — Yasmine riu diante da absurda situação. Claro, após ver o talento dele, qualquer um ficaria interessado em Vritra — para não falar dos loucos cultistas que sempre estão de olho em algo mais insano e interessante.

'Ah, seria melhor se eles chegassem depois que a Flecha do Pecado Divino fosse fundida. Está demorando demais. Espero que essa coisa seja satisfatória, ou vou enfiar outra flecha no traseiro dela.' Vritra olhou para a mensagem de aumento de nível antes de fechar os olhos.

A noite passou de forma bastante pacífica. A carruagem só parou por algumas breves pausas e seguiu até o Reino Azul.

Vritra mal abriu a janela para olhar lá fora e ganhar seus pontos de pecado diários enquanto passavam pelos trechos mais lotados. Quando atravessaram as áreas de floresta, ele fechou a janela.

Os guardas na primeira carruagem estavam bastante entediados. Era uma viagem longa, e eles não fizeram muitas pausas. Mas estar entediado era muito melhor do que ver seu sangue sendo bombeado antes de serem mortos.

Os vinte guardas estavam sentados dentro da carruagem, olhando para fora. Agora, passavam por uma região de floresta, sem nenhuma pessoa por várias milhas.

— Hã? Por que a terceira carruagem está se separando de nós? — um dos guardas falou, chamando atenção dos demais ao apontar para fora.

A terceira carruagem, que estava vazia, mudou de rota e entrou na floresta por algum motivo. Os guardas ficaram confusos, mas guardaram suas perguntas e permaneceram passivos até que fosse necessário agir.

— Quem será que eles estão planejando? — outro guarda olhou para trás, para a carruagem que vinha logo atrás, que havia fechado suas janelas por várias horas, ao contrário do habitual.

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