
Capítulo 138
Transformando Minha Habilidade de Lixo em uma Habilidade Apelona de Rank SSS+
"F- Fiona, isso não é o que parece, eu- eu estava só..." Max não sabia o que dizer, por mais que tentasse imaginar, tudo parecia suspeito.
O rosto de Fiona se contorceu enquanto ela murmurava: "Repulsivo..." e puxou o braço de Vritra, pedindo para que ele fosse embora. Ela não queria olhar para aquele lixo por mais um instante.
Parecia que o que Jace e Tyler tinham dito antes era mesmo verdade. Mesmo ela tendo se apaixonado por Vritra, ela não odiava Max antes, mas agora, só de olhar para ele, sentia desgosto.
"Vamos embora." Vritra assentiu, segurando a mão dela, e os dois começaram a se afastar.
Max ficou horrorizado. Seu amor estava simplesmente indo embora, tudo por causa de um mal-entendido. Como podia permitir que ela estivesse com aquele Vritra odioso e malvado? Ele a amava demais e não queria se separar dela.
BUM BUM
Max finalmente recobrou a consciência ao dar um soco forte na cara de Jace e Tyler, derrubando-os ao chão. Em seguida, tentou correr até ela para explicar tudo, mas no próximo instante caiu, pois sua calça e cueca estavam ao redor dos tornozelos.
Ele gemeu de dor enquanto as pedras e a madeira ali caídas atingiam lugares muito doloridos.
Mesmo assim, suportou a dor enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto. Corrigiu a calça e começou a correr na direção de Fiona.
"P- Por favor, me escute, me dê uma chance. Não é o que você pensa, esses dois de repente—" Max tentou explicar, mas Fiona o interrompeu.
"Fique com suas desculpas. Eu nem quero ver sua cara. Ah, e...”—sob o olhar aterrorizado de Max, Fiona ficou na ponta dos pés, colocou os braços sobre os ombros de Vritra e o beijou.
"I- Isso—NÃO, Fiona!! O que você está fazendo? Eu te amo tanto, m- como você pode fazer isso comigo?" Max caiu de joelhos e chorou alto. Era a única pessoa de quem ele não queria se separar.
"Hmph. Vá embora, eu te odeio." Fiona murmurou. Então, pegou amorosamente na mão de Vritra, os dedos entrelaçados, enquanto os dois se afastavam, deixando Max chorando desesperadamente.
Ele se sentia destruído, uma dor inimaginável atravessava seu coração. Queria implorar, explicar, fazer qualquer coisa, mas agora nada tinha valor para a garota dos seus sonhos.
A vingança de Vritra estava consumada… no nível emocional. E após isso, Max estaria completamente destruído, antes de morrer lentamente.
Depois daquele incidente, Fiona tentou esquecer o assunto. Ela não queria dedicar nem um pequeno espaço da mente àquela pessoa nojenta e repulsiva. Em vez disso, olhava para o rosto bonito de Vritra e se sentia tão feliz por, graças a ele, ter conseguido evitar uma vida de vergonha e miséria com Max.
Vritra e Fiona apenas passearam pela floresta e não enfrentaram nenhum demônio. Após várias horas, quando chegou a hora de terminar o treinamento, os dois voltaram ao ponto de encontro.
Todos já estavam reunidos lá. Max não podia ser visto; parecia que ele já estava sentado em uma das carruagens.
"Que pena, não conseguimos coletar nenhuma insígnia." Fiona balançou a cabeça e suspirou, achando estranho que, após o primeiro demônio, nenhum outro tenha vindo atacá-los.
"Hã? Como assim? A gente coletou várias insígnias." Vritra sorriu enquanto caminhava até a mesa e despejava mais de trinta insígnias, dizendo:
"Esses demônios foram caçados pela Fiona."
"Quando foi que você matou eles? E por que está dando o meu nome? Você deveria ficar com a recompensa." Fiona disse surpresa.
"Não se preocupe, tenho algo planejado." Vritra respondeu com um sorriso. Na verdade, ele não precisava mesmo dessas recompensas. Já tinha esvaziado a maior Tesouraria do rei — afinal, coletar insígnias tinha uma razão diferente.
"…" Fiona sorriu, sem rejeitar. Por que ela iria recusar um presente do seu homem? Sentia-se cuidada enquanto ele segurava sua mão, e os dois caminharam até uma carruagem vazia.
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Com mais de trinta insígnias, Fiona conquistou facilmente o desafio. Ao voltarem, todos estavam reunidos na frente do castelo, onde o rei Aldric veio encontrá-los e apoiá-los.
Depois, entregou a Fiona um tesouro — um par de brincos com efeitos especiais.
Enquanto isso, o olhar de Vritra estava fixo nos dedos do rei. Ele usava oito anéis, um em cada dedo, e todos pareciam verdadeiras joias.
O rei estava de bom humor, por alguma razão, como se tivesse acabado de fechar o maior negócio da vida dele — mas Vritra não dava muita atenção a isso.
Vritra não perdeu tempo e tentou usar sua habilidade de avaliação, mas…
[Avaliação falhou.]
Ele tentou novamente, mas apareceu a mesma mensagem. Parecia que algum objeto no corpo do rei estava bloqueando sua habilidade. Ele chouou de frustração, pois seu plano de verificar se o boato era verdadeiro tinha fracassado.
'Parece que só posso roubar—ou emprestar—aquele anel de uso único do rei para conferir se é real ou não.' pensou Vritra, começando a planejar o roubo—uma espécie de empréstimo — sem que o outro lado percebesse.
"Hehe, estou bem assim com eles?" Fiona perguntou enquanto puxava o cabelo atrás da orelha e mostrava os novos brincos.
"Qualquer coisa ficaria bem em você." Vritra respondeu sorrindo enquanto acariciava sua bochecha. Todo o plano de conquistar Fiona talvez fosse astuto, mas agora que ela era sua mulher, ele cuidaria dela com o melhor carinho e a protegeria para sempre.
"Hehe, obrigado…" Fiona sentiu seu coração derreter de felicidade. Ela só queria passar cada segundo com ele. Acabaram de entrar num relacionamento há poucas horas, e já se sentia tão conectada a ele.
"Tsk tsk, paquerando na frente da sua esposa? Sigh, pra onde esse mundo tá indo? Não há mais virtude nem confiança. Hehe." Yasmine riu, sempre presente com sua provocação brincalhona.
Vritra: "…"
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[Quarta Dimensão Ativada.]
À medida que a noite caía e o céu ficava escuro, o grande ladrão Sir Vritra desapareceu do mundo. Vanessa já tinha dormido, enquanto ele saía voando de seu quarto.
Grande parte do castelo já tinha sido reparada após ser destruído na ocasião do ataque de Vritra. Os guardas trabalhavam arduamente — afinal, havia caos no Reino de Dunshire — por isso, mais que o dobro do número normal de guardas tinha sido colocado lá para proteger o rei.
Nenhum deles conseguiu detectar Vritra enquanto ele se dirigia direto ao quarto do rei. Durante o voo, ele pensou:
"Agora que penso nisso, não vi nenhum familiar do rei. Nenhuma esposa, concubina ou filhos. Será que tem algum motivo para isso?" Ele murmurou, mas na quarta dimensão, ninguém podia escutá-lo.
"Podemos nos preocupar com isso depois, primeiro vamos concluir essa missão." Yasmine lembrou, com um pressentimento de que algo grande — e muito grande — aconteceria logo.
Logo Vritra chegou perto do quarto de Aldric. Planejava escanear o cômodo de fora primeiro, antes de entrar, para garantir que não houvesse armadilhas ou pessoas fortes protegendo-o.
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Obrigado por ler...