Transformando Minha Habilidade de Lixo em uma Habilidade Apelona de Rank SSS+

Capítulo 108

Transformando Minha Habilidade de Lixo em uma Habilidade Apelona de Rank SSS+

— Será o efeito da maldição também? — Vritra pensou, com os olhos arregalados de choque. Então é bem assustador. Demorou mais de uma dúzia de horas para fazer efeito e ninguém parecia ter percebido nada.

— Querido, você... por que também está sangrando? — a voz desconcertada e preocupada de Yasmine soou na cabeça de Vritra, fazendo-o sair de seus pensamentos.

— ... — Vritra tocou o lábio superior e, de fato, havia sangue, embora não tanto quanto nos outros. Apenas alguns pingos começaram a escorrer do nariz dele, enquanto nos demais, parecia que uma torneira de sangue tinha sido aberta, e o sangue começava a jorrar mais rápido.

— Huh? Por que estou sangrando? O que está acontecendo? — Logo, as pessoas começaram a perceber as mudanças assustadoras. Não sentiam dor, mas estavam aterrorizadas, segurando o nariz, enquanto o sangue continuava saindo entre os dedos.

— S- Senhor, foi punição por nós—? — todos os olhares se voltaram primeiro para Vritra. Penseavam se ele tinha castigado todos por não cumprirem a missão, mas notaram que também escorria algumas gotas de sangue pelo rosto dele.

— O que está acontecendo? Ughhh s- muita sangue está escorrendo!!! Vou morrer, todos nós vamos morrer. Nunca deveríamos ter entrado neste lugar amaldiçoado. O que vamos fazer? — o pânico tomou conta de todos. Gritavam e rezavam. Bem e mal se misturaram nesse momento; o medo da morte era o mesmo para ambos.

— Calma, pessoal. Sei o que está acontecendo, e tenho um plano para tirar todos nós daqui — a voz forte de Vritra preencheu o espaço, e todos os olhares esperançosos se voltaram para ele, enquanto mais pontos de pecado eram concedidos.

{Ponto de Pecado Ganhado: Reverenciado +11.002}

{Ponto de Pecado Ganhado: Elogiado +11.002}

{Ponto de Pecado Ganhado: Gostado +11.000}

Vritra observava as mensagens passando rapidamente, e conforme os pontos de pecado diminuíam, ele falou:

— Desculpem, menti para todos. Não tenho plano algum, não sei porra nenhuma sobre este lugar. Vocês realmente vão morrer — uma morte muito dolorosa e brutal, como a morte de um cão raivoso.

— … — o silêncio tomou conta por alguns segundos, e só permanecia o som da água do sangue pingando no chão como uma chuva constante. Todos olhavam para o homem mascarado, o número 0, e não conseguiam impedir de querer amaldiçoar.

Embora estivessem todos com medo demais dele para proferir alguma maldição em voz alta.

{Ponto de Pecado Ganhado: Maldito +11.002}

{Ponto de Pecado Ganhado: Odió +11.002}

{Ponto de Pecado Ganhado: Perplexo +11.002}

Yasmine rolou os olhos de exasperação e falou, chocada: "Não acredito que você ainda esteja tentando ganhar pontos de pecado quando sua vida está literalmente em risco. Vamos primeiro descobrir a causa de tudo isso."

Vritra parou de brincar com os dois grupos. Focou ao redor e tentou encontrar uma possível causa por trás de tudo.

Certamente não era por causa da maldição, já que ele não era afetado por ela. Era algum tipo de aura que lentamente começava a mostrar seus efeitos ou algum veneno que enchia o ar.

Ele estava menos afetado que os outros, o que significava que seu corpo de alguma forma conseguia lutar contra essa causa estranha — embora não completamente. E havia apenas algumas resistências que seu corpo atualmente possuía.

Enquanto pensava nisso, rapidamente chegou à conclusão de que a chance de o veneno ser a causa era grande, e que poderia estar espalhado pelo ar.

— Acho que pode haver veneno no ar — disse Vritra, com uma carranca no rosto. A quantidade de sangue saindo do nariz dele começou a aumentar gradualmente.

Enquanto isso, os outros estavam em condições bem piores, tendo começado a sangrar também pelos ouvidos.

— Não, não é o ar, é o espaço em si que está tendo esse efeito corrosivo — compartilhou Yasmine, enquanto os dois chegavam a uma compreensão.

Espaço. Há uma grande possibilidade de que isso também esteja relacionado aos dois BOBs.

Vritra ignorou os dois grupos enquanto seu corpo se tornou difuso, e ele correu em direção ao local onde havia matado as duas criaturas de uma Veriade.

Em menos de um minuto, chegou lá. Parou e olhou ao redor cuidadosamente, ativando até o terceiro olho para não perder nenhum detalhe.

[Olho do Além ativado.]

Mas conseguiu perceber as mudanças com facilidade. Nos locais exatos onde as duas criaturas haviam caído, duas pequenas flores estavam crescendo do chão. Com certeza elas não estavam ali antes.

Devem ter surgido após Vritra ter saído. Ao se aproximar das flores, observou-as com atenção e perguntou:

— Vocês sabem o que é isso? —

Yasmine respondeu quase imediatamente: "Sim, é a Lâmpada da Dor Vermelha — uma flor que só floresce após a morte da pessoa que engoliu sua semente. Ela libera constantemente flutuações espaciais corrosivas, cujos efeitos ficam mais assustadores do que qualquer veneno do mundo.

É extremamente rara. Nem eu encontrei mais de uma na minha vida, e aquele momento… nunca consegui esquecer. Uma vila inteira de milhares de povo serpente foi dizimada por uma única flor, em menos de um mês, em outro continente. Todos morreram de forma muito dolorosa.

Seus corpos apodreceram, sangue vazou da pele, seus órgãos e ossos derreteram. Sigh — Foi uma lembrança brutal e cruel—muito desumano. Não sei como pode haver duas aqui, e elas estão crescendo muito mais rápido também."

Ela falou com tom sério e cheio de preocupação, diferente de seu jeito brincalhão de sempre.

{Ponto de Pecado Ganhado: Perplexidade +1}

— Oh!! — Vritra ficou chocado e deu um passo para trás. A flor parecia completamente inofensiva e bonita. Calmando a mente e limpando o sangue, perguntou:

— Então, devo apenas arrancá-la? Queimar? Me diga como destruí-la.

— Não, não arranque, isso só vai aumentar o efeito corrosivo várias vezes. A única forma é quebrar a rocha ao redor dela e, depois, você deve guardá-la inteiramente na sua mochila — disse Yasmine rapidamente, preocupada que ele pudesse arrancá-la de pânico.

— Ah, beleza… Droga. Primeiro, me fazem lutar contra essas duas criaturas malucas e ainda me dão uma missão para matá-las. E agora que consegui o impossível, o caminho ainda leva à morte? Que lugar maldito é esse? — amaldiçoou Vritra, enquanto olhava ao redor.

A pedra com a qual o chão e as paredes da caverna foram feitas era bastante incomum. Mesmo quando as duas BOBs acertaram o chão com força várias vezes, nenhuma cratera se formou.

No máximo, apareceram rachaduras. Havia pouca chance de, com sua força, Vritra conseguir fazer algo naquele momento.

— Bob, Bobby, mãos à obra. E, não importa o que aconteça, vocês não podem machucar essas duas flores. Nosso objetivo é tirar toda a pedra ao redor delas. Vão!! — Sob seu comando, as duas bolas saíram de sua sombra.

O tamanho delas aumentou, ficando como antes. Podiam crescer ainda mais, mas isso dificultaria os movimentos dentro da caverna. Os espinhos ao redor de seus corpos cresceram e então…

BOOOOOOOOM!!

BOOOOOOOOOOOOOOOOOM!!

______________

Obrigado por ler…

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