
Capítulo 63
Transformando Minha Habilidade de Lixo em uma Habilidade Apelona de Rank SSS+
"TOSSE TOSSE"
Vritra tocou o peito, com uma expressão de dor no rosto enquanto tossia, e uma leve gota de sangue escorria no canto da boca. Parecia que ele estava bem machucado desde antes.
{Ponto de Pecado Ganhado: Confuso +1}
"A- Ah, desculpe, não quis fazer isso!! Você está bem?"
Fiona ficava cada vez mais nervosa. Ela só não queria que Max interpretasse mal, então o afastou sem usar força demais.
Vritra se levantou lentamente. Ele limpou o sangue e falou de forma fraca: "Eu- Está tudo bem, sei que foi só um acidente…"
Max finalmente chegou bem na sua frente, com o rosto inflamado de raiva.
Como poderia permitir que outro homem tocasse na sua mulher?
Todos sabiam que os dois estavam apaixonados, mesmo que ainda não tivessem oficializado o relacionamento. Nem mesmo Jack tentaria se aproximar demais dela.
Humilhação anterior, a culpa de antes e a cena agora — tudo veio à tona de uma só vez.
Ao ver Vritra tão fraco, Max ficou ainda mais dominador. Ele deu um tapa no ombro de Vritra e o empurrou um passo para trás, falando com um tom perigoso:
"Você realmente quer morrer? Quer que eu termine aquilo que não consegui antes? Como ousa tocar nela—" Na raiva, até revelou seu crime.
Max levantou a mão para dar outro soco, mas Fiona avançou rapidamente, impedindo que ele desferisse um golpe tão perigoso.
"Max, isso é um- mal-entendido. Ele estava só tentando—" Fiona tentou resolver a situação de forma pacífica, mas sua proteção a Vritra só deixou Max mais bravo.
"Mal-entendido? Ele não estava te segurando agora há pouco? Ou foi você quem quis isso também?" Max gritou, com os olhos vermelhos de raiva. Ele não suportava que qualquer outro homem tocasse em Fiona.
"N- Não, não é isso—" Fiona percebeu que tudo só estava piorando.
"O que está acontecendo aqui?" Uma voz feminina melodiosa soou, enquanto uma linda mulher com curvas perfeitas e rosto angelical apareceu de repente na frente de Vritra.
Depois de ver aquela cena de longe, Vanessa correu para eles.
Mesmo sabendo que eles não poderiam machucar Vritra, como ela poderia permitir que alguém tratasse seu filho daquela forma? Ela já tinha uma ideia geral do que acontecia.
"…" Max ficou em silêncio. Ao ver aquela mulher de beleza mortal, por um instante ficou deslumbrado pela visão deslumbrante. Mas, lembrando quem ela era, não conseguiu dizer mais nada.
Na verdade, ele tinha até medo de Vanessa. Era um medo enraizado desde a Terra.
Ela é uma mulher forte e mandona, e desde que tentou mexer com Vritra lá atrás, quase destruiu a vida da própria família por causa dela.
"Não é nada. Estou indo embora." Max lançou um olhar cheio de ódio para Vritra e começou a se afastar, dando uma olhada de relance para Fiona.
Justamente quando a ruiva estava prestes a seguir, Vanessa falou com ela: "E você, por que bateu nele se ele só estava tentando te ajudar?"
"Senhora, foi um acidente…" Fiona inclinou a cabeça para baixo, envergonhada, enquanto respondia.
"M- Mãe, tudo bem. Não foi culpa dela." Vritra disse, dando um sinal com os olhos de que aquilo era só uma encenação.
Vanessa entendeu tudo, mas ainda assim não gostou de Fiona ter batido em Vritra. Como ela podia simplesmente deixar aquela garota sair assim? A mãe poderosa primeiro ajudou Vritra e começou a se afastar.
Depois, ela olhou para trás por um instante, com os olhos brilhando em rosa. A mudança nem mesmo foi percebida por Vritra.
Mas Fiona foi afetada. Uma tonalidade rosa apareceu em seus olhos enquanto ela lentamente começava a sentir calor.
Esse tipo de ataque não faz efeito imediatamente, mas, ao longo de algumas horas, ela começaria a ficar completamente excitada.
Balangando a cabeça, Fiona se perguntava o que tinha acontecido há pouco. Respirou fundo e foi até Max.
'Parece que Vritra é um cara bem legal.' Fiona não conseguiu deixar de pensar.
"Realmente não há nada entre vocês dois?" Max tentou controlar a raiva ao perguntar diretamente.
"Juro, ele só me ajudou e eu nem percebi que era ele. Não há absolutamente nada entre a gente."
Fiona falou com toda sinceridade. Não queria que o relacionamento deles acabasse por um mal-entendido tão pequeno.
"Tudo bem, eu confio em você. Mas, no futuro, fique longe dele." Max falou com possessividade.
"Sim, eu vou." Fiona assentiu. Ela também sentia uma certa alegria ao ver Max ficar tão ciumento só por causa disso. Estava completamente certa de que ele também estava apaixonado por ela.
"Hoo… vou passar aí mais tarde. Tenho algo importante para te contar." Max falou, respirando fundo para se acalmar.
Ele sentia que precisava realmente aprofundar o relacionamento com ela.
"Tá bom, então, eu espero você." Fiona concordou, sorrindo de forma bonita. Ela tinha certeza de que hoje era o dia em que ele acabaria de vez por confessar.
…
No longe, os lábios de Vritra também se curvaram ao ouvir aquilo. Como poderia deixar Max aproveitar tão bem o tempo restante de sua vida?
Infelizmente, essa confissão já estava destinada a fracassar antes mesmo de começar.
"Você está mesmo bem?" Vanessa perguntou, olhando para o filho. Antes, ele tinha pedido que ela ficasse no templo, no quarto da Diana, por isso ela não ficou nem um pouco machucada.
"Claro, Mãe. Como poderia me machucar com esses? Vamos, estou com um pouco de fome." Os dois seguiram em direção ao templo, conversando tranquilamente, como se a destruição ao redor não os incomodasse nem um pouco.
******
Todos os adolescentes que perderam suas casas de repente foram acomodados no templo, onde os quartos eram tão luxuosos, senão mais, do que antes.
Depositaram-se nos mesmos quartos de sempre, e nada parecia ter mudado muito. A maioria só precisou sair para comprar roupas novas.
O dia passou rápido. Embora a recuperação já estivesse em andamento, em toda a capital e até no reino de Dunshire, as pessoas só comentavam aquele ataque.
Foi um tema tão quente que esses cinco demônios e aquela pessoa de roupa preta ficaram famosos em poucas horas.
O castelo estava sendo reconstruído, e tudo sendo consertado.
A notícia de Arthur, o Cavaleiro de Ouro, se espalhou e chocou ainda mais as pessoas.
Essa notícia também causou pânico. Se o maior guerreiro do reino foi assassinado em apenas cinco ou seis segundos, como todos poderiam ficar seguros?
Nem mesmo o templo estava totalmente tranquilo. Muitas pessoas estavam indo lá para se curar, receber bênçãos ou poções, ou simplesmente orar por um futuro promissor e vidas longas.
À medida que a escuridão tomava conta do céu, a maioria das pessoas voltava para seus quartos cedo.
Todos estavam cansados dos acontecimentos de uma reunião bastante simples. O templo permanecia silencioso e escuro, exceto pelos pacientes ocasionais que iam lá para se curar.
Nessa escuridão, um garoto segurando uma rosa vermelha, vestindo roupas novas, limpas e bonitas, saiu furtivamente de seu quarto e silenciosamente se dirigiu para outro quarto, um pouco mais distante.
O garoto estava numa ótima disposição; hoje era o dia em que ele conseguiria sua primeira namorada — e era alguém desejada por quase todos os meninos, mas que agora, ele acreditava, só pertencia a ele.