Transformando Minha Habilidade de Lixo em uma Habilidade Apelona de Rank SSS+

Capítulo 24

Transformando Minha Habilidade de Lixo em uma Habilidade Apelona de Rank SSS+

'Isso é normal entre humanos de outro mundo? É assim que eles cuidam do filho ou é aquela coisa… mantendo a linhagem pura?' Yasmine achava graça e ficava intrigada com a ação de Vanessa. Ela tinha certeza de que Vritra não tinha a menor ideia de tudo aquilo.

Por um momento, ela cogitou em informar Vritra, mas acabou decidindo que era melhor não fazer isso.

'Não é como se ela fosse machucá-lo, e é bem divertido de ver. Heh, vamos ver no que dá.' Yasmine antes tava bem entediada, mas agora parecia que sua vida ia ficar cheia de surpresas e diversão.

Quando Vritra terminou toda a comida, Vanessa finalmente se acalmou bastante, embora por dentro ainda estivesse shockeada com o que tinha acabado de fazer. Ela olhou e viu que ele tinha comido tudo.

'Suspiro… Como será que ele reagiria se soubesse que não recebi nenhuma habilidade relacionada à comida, mas o que eu obtive foi…' Ela deu uma leve mordida no lábio e continuou pensativa:

'Adquiri a física e a linhagem de uma Rainha Succubus, e até mesmo as habilidades que tenho são totalmente… eróticas. Mesmo que ambos fiquem mais fortes só com minhas habilidades, os métodos são simplesmente…'

Vanessa não conseguiu terminar seus pensamentos, mas, independente do que fosse, ela preferiria passar por aquela vergonha a ficar fraca e não ajudar seu filho a ficar mais forte, o que certamente os colocaria em risco extremo no futuro.

"Mãe, sobrou comida?" Vritra perguntou, enquanto lambia os lábios. Pontos de experiência à parte, a comida estava divina.

Vanessa assentiu mecanicamente, pegou os utensílios de Vritra, e saiu do cômodo com passos apressados.

"Hmm… ela tá meio estranha. O que será que a mamãe tá pensando?" Ele se perguntou, mas parecia que não tinha problema, então não deu muita bola.

No final, Vritra comeu mais algumas porções. Ainda que não estivesse completamente cheio, decidiu parar—mesmo que a contragosto. Proteu a barriga, fingindo estar satisfeito. Agora só restava um copo de leite.

À sua direita, Vanessa comia seu próprio alimento. É claro, sua comida era perfeitamente normal, já que seu fluido sagrado não tinha efeito sobre ela, e ela nunca iria acrescentar aquele néctar mágico na comida, mesmo que pudesse.

Vritra pegou o copo de leite e deu um pequeno gole. Assim que tocou a língua, uma onda intensa de sabor tomou conta de seus sentidos. Era doce, cremoso e incrivelmente delicioso—tão bom que ele parou só para saborear o gostinho deixado na boca.

A doçura se espalhou na boca dele. Depois de uma breve pausa, engoliu tudo de uma vez e sentiu um calor reconfortante viajar pelo corpo, se instalando na barriga.

"Doce…" Vritra murmurou inconscientemente. Até o leite tinha um sabor inacreditavelmente delicioso, como se tivesse vindo direto do céu.

"GAÇOOO!" Quando Vanessa ouviu aquilo, quase engasgou com a comida e bateu no peito, tentando esconder a face vermelha de vergonha.

'N-Não tem problema. Não é como se ele estivesse bebendo isso pela primeira vez; ele já tomou esse… tipo de leite antes, embora faz tempo.' Vanessa pensou, tentando convencer a si mesma.

"Você está bem?" Vritra passou um copo de água para ela. Vanessa assentiu com a cabeça.

E então, de repente, chegaram as mensagens familiares.

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[+EXP Ganho.]

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"Huh? Mamãe, até esse leite dá experiência? Então, mesmo que eu só esquente alguma coisa, sua habilidade ainda funciona? Isso é incrível! Não é à toa que esse leite tava tão gostoso." Vritra exclamou surpreso.

"É mesmo? Que bom ouvir isso." Vanessa enterrou o rosto na comida e murmurou baixinho, como uma mosquita.

Vritra não deu mais atenção ao comportamento estranho dela e começou a beber o leite lentamente, saboreando ao máximo o gosto cremoso. Estava na temperatura perfeita.

Depois de terminar o copo inteiro, olhou para a mãe com um olhar feliz e perguntou:

"Mãe, tem mais?"

Mais uma vez, Vanessa ficou pasma, mas agora já conseguia esconder um pouco os tremores do corpo. Sem olhar diretamente para ele, ela balançou a cabeça levemente e acrescentou:

"Não, por enquanto é só. Da próxima vez, eu vou… espremê—tosse— trazer mais."

"Ah, ok. Traga pelo menos cinco—não, oito copos." Vritra falou, o gostinho doce ainda brincando na língua, enquanto observava a reação dela secretamente.

"E-Oito?!! TOSSE TOSSE!" Vanessa engasgou com a saliva. Vritra encheu o copo dela com água e olhou com preocupação.

"Tem certeza de que tá bem? Ou foi algum mal-estar por usar sua habilidade ao cozinhar?" ele questionou.

"Não, estou perfeitamente bem. Não se preocupe, essa habilidade não exige esforço algum." Vanessa respondeu, ocupada em seguir comendo.

"Se você diz… vou sair—" Vritra ia se levantar e falar, mas foi interrompido pela mãe.

"Espera, por que você não dorme aqui neste quarto? Assim ficaria bem mais tranquilo. Sabe, depois que você desapareceu, eu fiquei tão assustada, quase—quase chorei…" Vanessa quase engasgou ao enxugar os olhos, parecendo ainda mais fraca e fragilizada.

"Tudo bem, eu ficar." Depois de responder, ele saiu do quarto. Então, entrou no próprio quarto. Já estava escuro, e pelo som ao longe, ele percebia que a maioria dos colegas já tinha retornado ao castelo e parecia estar conversando do lado de fora.

Assim que Vritra entrou, sentou na cama e mergulhou em pensamentos profundos:

'Tem alguma coisa errada com a mamãe. Não importa o quanto ela tente esconder, dá pra perceber que ela tava bem nervosa, e o problema parece ter sido a comida e a habilidade dela… e esse "espremer", o que será que quer dizer?'

Ele pensou por alguns segundos, mas não conseguiu entender. Ainda assim, tinha certeza de que ela não estava em perigo. Ela só tava sendo esperta, fazendo algo sem contar pra ele. Vritra decidiu deixar pra pensar nisso depois, pois tinha assuntos mais importantes agora.

"Vamos comer primeiro. Yasmine, certifique-se de que o cheiro da carne dos demônios não saia deste quarto." Ele falou e então começou a pegar carnes de vários demônios, desde caes de lava até minotauros.

"Claro." Yasmine imediatamente envolveu o cômodo com uma camada de aura, impedindo que cheiro e sons escapassem.

Vritra não perdeu tempo e começou a devorar uma grande quantidade de carne de demônio. Agora, parecia que só aquilo podía satisfazer sua fome, e o sabor já não era tão ruim assim. Em menos de vinte minutos, Vritra já tinha terminado de comer. Soltou uma respiração longa e massageou a barriga.

'Se não estiver enganado, a Diana me chamará amanhã. Ela deve estar desesperada pra tentar pegar meu Helicoide Mítico, que ocupa a 20ª posição. Heh, mal posso esperar pra ver a cara dela amanhã.'

Vritra sabia que a deusa tinha interpretado errado qual Helicoide Mítico ele possuía. Na verdade, com a ajuda de Yasmine, ele tinha feito as chamas invisíveis parecerem um pouco leitosas, além de Nihil-Anima ainda estar muito fraca, então ela caiu no engano.

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Obrigado por ler…

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