Assassino Atemporal

Capítulo 452

Assassino Atemporal

(Arena Lewis Hamilton, Campo de Batalha, Ponto de Vista de Leo)

*BOOM*

Assim que Veyr desapareceu, o coração de Leo pulou uma batida.

O próprio ar ao redor dele se deformou pela pressão da mana comprimida, enquanto um arco prateado e cegante brotou ao longe em sua direção, rasgando o campo de batalha como uma lâmina forjada com a ira do céu.

'É isso… ele está usando—'

[Corte Final]

'Eu consigo lidar com isso, né?'

Leo questionou a si mesmo, enquanto o ataque se aproximava com uma força inacreditável, algo que ele não esperava de um adversário apenas um nível acima dele.

[Véu Celestial]

Os dedos de Leo cerraram-se instintivamente, enquanto sua respiração aguzava.

Uma cintilação invisível acendeu-se ao seu redor, formando uma cúpula de armadura translúcida que brilhava com uma energia poderosa.

*KABOOM*

Logo que o corte de Veyr tocou, o impacto foi ensurdecedor.

Todo o estádio tremeu enquanto Leo era envolvido por uma tempestade prateada, a multidão respirando fundo enquanto poeira e destroços levantavam-se ao redor do epicentro da colisão.

Seu [Véu Celestial] resistiu inicialmente, sua superfície radiante absorvendo o impacto com uma confiança quase arrogante.

Porém, então, começaram a surgir fissuras.

Primeiro pequenas.

Finas, quase como uma linha de cabelo.

Depois, ficaram mais largas.

E mais largas ainda.

E maiores.

Até ficarem extremamente largas.

'Que porra, essa é sem dúvida a ataque mais forte que já enfrentei—' Leo rangeu os dentes, enquanto os joelhos cederam sob a pressão. 'O escudo não vai aguentar...'

*ESTUFA*

O escudo explodiu em uma explosão brilhante de energia, pedaços de mana dispersando-se em todas as direções como vidro quebrado, enquanto a ponta remanescente do [Corte Final] avançava, faminta e implacável.

De longe, os olhos de Veyr brilhavam intensamente.

Ele viu o escudo se partir.

Viu Leo indefeso.

Viu vitória.

Seus lábios contorceram-se com uma expressão de excitação maníaca. "Acabou!"

Acima do estádio, nas cadeiras VIP, o Quarto Ancião também refletia a mesma emoção.

"Acabou… Já vi esse garoto dividir montanhas inteiras com esse movimento, Skyshard vai ser partido ao meio—" Disse o Quarto Ancião, inclinando-se para frente e segurando a grade do estádio com entusiasmo, pronto para pular em campo e celebrar com Veyr assim que a luta terminasse.

Até que ficou pasmo quando a luz prateada não perfurou o peito de Leo.

No mesmo instante, seu sorriso congelou.

De alguma forma, o ataque mais poderoso de Veyr não abriu sua cabeça ou cortou seus membros.

Pelo contrário—

*CLANG*

Um flash de luz branca refletiu-se na clavícula de Leo enquanto seu colar indestrutível reagia, ativando sua função oculta.

O colar criou um escudo de metal indestrutível ao redor de seu torso superior, como uma segunda pele, enquanto, apesar do esforço do ataque, falhava em penetrar o metal divino.

No fim, a onda remanescente do [Corte Final] foi parada completamente, incapaz de causar um arranhão em Leo.

Nem mesmo uma marca em sua armadura.

.

.

.

A poeira lentamente se assentou.

A luz diminuiu.

A multidão ficou congelada, em choque, incapaz de acreditar no que tinha acabado de acontecer.

Veyr piscou duas vezes, a confusão estampada no rosto, enquanto o peso da cena finalmente se consolidava. "Não. Isso não… você não deveria estar…"

Seus punhos cerraram-se.

Sua raiva se inflamou.

"Você deveria estar no chão, engasgando com seu próprio sangue, que diabos foi isso que você usou pra parar aquilo? Qual é esse metal líquido que percorre seu corpo? Árbitro, isso é legal?" perguntou a Max, que apenas assentiu, confirmando que sim, era legal, enquanto Veyr soltava um suspiro frustrado.

*Suspiro*

"Mais truques, primo. Truques asquerosas… Eu não tinha nada contra você entrar nessa luta, mas não consigo gostar do seu jeito de lutar," disse Veyr, enquanto Leo não respondeu imediatamente.

Ele apenas expirou.

Seu corpo estava encharcado de suor. Seus braços doíam. Seus joelhos ainda tremiam por absorver o impacto, mas ele estava vivo e ainda na luta.

'Isso foi por pouco… o ataque poderia ter quebrado minha clavícula facilmente com a força que tinha.'

Graças a Deus, minimizei seu poder usando o [Véu Celestial], senão já era.

Ele estreitou os olhos ao levantar o olhar em direção a Veyr.

"Você parece desapontado," disse Leo, por fim, com a voz calma, embora com um toque de raspado.

"Mas eles parecem gostar." Ele apontou para a multidão, que explodiu em aplausos.

*BARULHO INTENSO*

A onda de barulho atingiu as paredes do estádio, mais alta do que antes, enquanto milhares de espectadores saltavam de alegria, gritando em choque e admiração.

"VAI, SKYSHARD!"

"QUE LUTA! MAIS! MOSTRA MAIS!"

"Como Skyshard bloqueou aquele movimento?"

Até os comentaristas estavam boquiabertos.

"Eu—uh—Senhoras e Senhores, estou tendo dificuldades para processar o que acabou de acontecer," gaguejou Dana, com os olhos arregalados.

"A… aquilo foi [Corte Final], uma das atacas ofensivas mais fortes do inventário do Cult, e Leo de alguma forma saiu ileso."

Pelo amor de Deus, do que esse menino é feito?" disse Joe, baixinho, sem acreditar.

Veyr olhou para Leo com os olhos arregalados e vermelhos, a respiração pesada, o coração batendo como um tambor de guerra.

Aquele ataque deveria ter sido seu movimento supremo, seu golpe final, o resultado de um mês de treinamento incessante, mas agora foi destruído.

Ele tinha investido tudo naquela investida, e ainda assim Leo permanecia de pé.

Ainda vivo.

Ainda lutando.

E, pior de tudo… parecia calmo.

"Olha, tenho que admitir, quando entrei nessa luta, não esperava que você aguentasse tanto assim contra mim.

Mas agora que você conseguiu… não posso deixar de ficar completamente encantado!

Hahaha… É assim que tem que ser."

"Vamos lá, primo, mostra do que mais você é capaz!" disse Veyr, batendo no peito com a mão livre e incentivando Leo a continuar puxando esses movimentos.

Um adversário de vontade mais fraca teria desmoronado mentalmente ao enfrentar alguém tão frustrante quanto Leo.

Porém, Veyr não era um homem fraco.

Por mais arrogante que fosse, não era covarde, nem alguém que evitava uma luta, por isso, quando Leo provou ser um adversário à altura, foi o primeiro a sentir-se orgulhoso.

Comentários