
Capítulo 133
Assassino Atemporal
(Academia Militar Rodova – Câmara de Despertar Genético)
Major Hen conduziu Leo e Su Yang pelo corredor estéril, altamente protegido, com sua habitual postura descontraída, enquanto o corredor cheio de guardas deixava-os passar com silently assentimentos.
*sssh—*
A porta da câmara se abriu após aceitar sua biometria, e o trio entrou na Câmara de Despertar, que ecoava em silêncio, exceto pelo leve zumbido das neuro-capsulas que funcionavam no canto.
Agora, essa rotina já se tornara familiar, e por isso, nem Leo nem Su Yang fizeram perguntas ao chegarem, com expressões calmas e impassíveis, cada um se direcionando às suas respectivas cápsulas sem precisar de instruções, enquanto Hen permanecia logo do lado de fora, de braços cruzados e olhar atento, vigiando-os como uma águia.
As entradas neurais embutidas no interior elegante das cápsulas de injeção reagiam automaticamente à presença deles, com finos tendões metálicos que se estendiam das paredes internas e se fixavam na nuca, com a precisão de quem já tinha prática, sincronizando-se com seus sistemas nervosos em preparação para a aplicação da dose.
Em poucos instantes, as portas da câmara deslizaram, com um sussurro de ar, enquanto dois médicos de grau militar entraram — serenos e eficientes — cada um carregando umaCase negra reluzente que contenha a quarta Dose de Despertar Genético.
Hen lhes cumprimentou com um aceno de cabeça, seu tom cortante, porém firme.
"Certifiquem-se de que a dose seja exata. Se pisarem na bola desta vez, nem seus ancestrais mais remotos conseguirão salvar suas licenças."
Hen advertiu, mas os médicos não se deixaram intimidar.
Essa não era a primeira vez que faziam isso, e eles eram bastante experientes em suas áreas, o que tornava tarefas simples, como administrar uma injeção, algo totalmente rotineiro.
*SUSPIRO—*
Leo exalou lentamente, com calma, enquanto o braço do implante se travava no lugar, e o interior da cápsula se enchia com o gás de estase azul claro, conhecido por protegê-lo durante o processo de adaptação.
Já tinha passado por isso três vezes, e embora a queimação após a injeção nunca fosse agradável — algo que ele já tinha aceitado —, era um efeito que já conhecia bem.
*INJEÇÃO—*
Quando o soro entrou em seu sistema, ele fechou os olhos.
E esperou.
E como sempre, a dor foi a primeira a chegar — percorrendo seu peito e enfiando-se nas extremidades como um fogo devorando a carne, enquanto seu sangue ferveu e seus músculos tremiam. Mas ele não se mexeu. Não podia. A cápsula o segurava firmemente no lugar, enquanto injeções de nutrientes e fluxo interno de oxigênio mantinham seus sinais vitais em estado máximo, e a interface neural garantia que seu corpo entrasse na condição metabólica ideal para que o efeito do soro acontecesse.
Naquele momento, Leo pensou que a terceira ativação tinha produzido quase nada de notável — apenas uma leve melhora na resposta muscular, tornando-o um pouco mais ágil em lutas corpo a corpo.
Enquanto isso, Su Yang tinha desbloqueado uma técnica poderosa que não parava de exibir por semanas.
Então, naturalmente, nesta hora, as expectativas de Leo estavam altas.
E finalmente, ela veio.
Uma invasão — violenta e definitiva — fez sua cabeça se jogar levemente para trás e sua respiração ficar presa na garganta, enquanto sua mente era inundada por uma tsunami de informações.
Initialmente, ele não compreendia tudo. Não tudo.
Mas o nome da técnica surgiu quase imediatamente, e isso já o deixou um pouco confuso?
[1] - Equivale a uma técnica de ataque extremo, com nome sugestivo de destruição, que, apesar do nome chocante, era uma técnica ancestral secreta, considerada extremamente perigosa.
Por um breve instante, pensou que fosse uma piada. Um erro de DNA. Uma espécie de pegadinha absurda deixada por algum ancestral que batizou uma habilidade de punhal assustadora com o nome de [Arrasa Testículos].
Mas não.
À medida que os dados vinham, cada vez mais vívidos e assustadores, Leo percebeu que aquilo não era brincadeira.
Era real.
Era uma técnica de destruição testicular criada por algum ancestral, selada dentro de sua linhagem e agora lançada às suas mãos.
A princípio, sentiu algo próximo à curiosidade.
Depois, horror.
E então…
Vergonha extrema.
Apesar de [Indiferença do Monarca] trabalhar em ritmo intenso para manter sua mente sob controle, Leo sentiu suas bochechas corarem vermelho, enquanto os detalhes da técnica começavam a se encaixar em sua cabeça.
"Que tipo de pervertido criou isso e achou que ‘Sim, essa vai ser minha herança’?" ele pensou, enquanto uma pontada aguda de vergonha alheia o atingia como um caminhão.
Pois, apesar do nome tosco, a técnica era incrivelmente eficaz.
Originalmente desenvolvida como uma arma de tortura em antigas guerras sanguinárias, [Arrasa Testículos] era uma habilidade que atacava as regiões mais sensíveis do corpo humano com crueldade cirúrgica.
No caso dos homens, concentrava-se nos testículos — especificamente, na fina rede de nervos, vasos sanguíneos e canais de mana presentes no escroto.
A técnica envolvia colocar a palma da mão sobre a área alvo e liberar um pulso de mana minuciosamente sintonizado, carregado de ondas de choque vibratórias que estilhaçavam capilares, rompiam nervos e colapsavam a estrutura interna dos tecidos, transformando o órgão em um monte de dor e trauma inutilizáveis.
E a parte mais cruel? Não era apenas dor física —
Pois, ela tornava quase inúteis os feitiços de cura, pois o dano se propagava em um padrão radial, dificultando a regeneração comum.
Mesmo com intervenções médicas avançadas, sempre permanecia algum dano permanente, que deixava Leo com arrepios só de pensar nisso.
Embora fosse uma arma de crueldade máxima para homens, também não era menos cruel com as mulheres, já que atacava o peito feminino — especialmente os tecidos gordurosos e glandulares que formavam os seios.
Com apenas cinco segundos de contato com mana sob compressão, [Arrasa Testículos] fazia os seios desinflarem completamente, reduzindo-os a músculos achatados e deixando uma cicatriz dolorida e sensível, que permanecia por semanas.
'…Que ancestral cria uma coisa dessas e pensa: “Sim, esta é minha herança”?' Leo pensou, enterrando o rosto nas mãos — ou pelo menos, de forma metafórica, já que a cápsula segurava seus braços firmemente no lugar.
E o pior de tudo?
Funcionava.
Era eficaz.
De forma aterradora.
Ignorava armaduras, barrou barreiras de mana. A técnica era tão invasiva e brutal que, mesmo que não matasse o alvo, quase sempre o deixava completamente incapacitado de continuar na luta.
Mas mesmo com todo esse poder… Leo não conseguiu se convencer a usá-la.
"De jeito nenhum. Eu nunca vou usar isso." ele decidiu internamente —
Não porque quisesse guardá-la como arma secreta.
Nem por ainda querer usá-la na hora do desespero.
Mas simplesmente porque tinha vergonha demais de ser visto usando algo assim.
"Não quero ser conhecido no universo como Leo Skyshard, o bizarro que ataca os genitais!"
Além disso, esses fetiches estranhos nunca acabam bem —
Quem semeia, colhe, e se eu acabar estragando os testículos de alguém, tenho certeza de que a pessoa vai ficar obcecada por mim e um dia vai tentar me cortar… o pênis!
Leo pensou, rejeitando a ideia de usar essa técnica em sua vida.
"Pervertido. O ancestral certamente era um pervertido," ele murmurou para si mesmo.
E, pela primeira vez, Leo rezou para que ninguém perguntasse qual habilidade ele tinha desbloqueado nesse despertar, pois se sentia demasiado constrangido para falar sobre isso.
'O que eu vou falar?'
'De que adianta admitir que desbloqueei uma técnica que deixa homens eunucos e mulheres com o peito achatado?' Leo pensou, e prometeu de novo guardar esse segredo bem fundo na memória.