O Mais Fraco da Academia Virou um Matador de Demônios Limitado

Capítulo 265

O Mais Fraco da Academia Virou um Matador de Demônios Limitado

Capítulo 265: Conselho dos Reis (1)

Eve Ropenheim percebeu que lhe faltava coragem.

Ela talvez pudesse ter conversado de maneira agradável com Isaac se o tivesse encontrado logo após voltar para a Akademie Märchen.


Mas, à medida que o tempo passava e ela recuperava o senso, sua coragem se esvaía, e agora, mesmo com Isaac de volta à Akademie Märchen, ela não conseguia falar com ele facilmente.


Se fosse apenas uma questão de coragem, as coisas poderiam ter sido diferentes. No entanto, Isaac estava sempre cercado por figuras influentes tão imponentes que ela mal ousava lançar um olhar na direção deles.


Luce Eltania, Kaya Astrea, Dorothy Heartnova, Alice Carroll, Princess Snow White...


Não havia como furar esse cerco, e, com o passar do tempo, a coragem de Eve foi diminuindo, deixando apenas uma hesitação cada vez maior.


Isso não pode continuar...!


Ela repreendeu a si mesma assim que acordou na manhã em seu dormitório.


Não podia mais ficar assim. Ela precisava falar com seu irmão, pensou, dando um tapa em seu rosto.


Naquele dia, ela se sentia bem. Estava cheia de uma confiança infundada e achava que conseguiria conversar com Isaac, mesmo que o mundo estivesse desmoronando. Era um daqueles dias raros, perfeitos.

Porém...

"Isaac, onde você está...?"


Por mais que andasse pela Akademie, ela não conseguia encontrar Isaac.


Com uma esperança tênue, Eve foi até o setor administrativo na Casa Bartos e perguntou aos funcionários sobre o paradeiro de Isaac.


"Estudante Isaac está fora no momento."


"O quê...?"


"Ele solicitou licença e passou pelo posto de guarda nesta manhã."


Ela ficou perplexa.


Num dia como hoje, ele saiu de novo...?


Por que tudo voltou a acontecer assim...?


"Hum? Estudante Eve?"


O funcionário, preocupado com a palidez no rosto dela, falou.


***Keridna Whiteclark. Ela era uma estudante do segundo ano do Departamento de Magia na Akademie Märchen, ocupava o quinto lugar na sua turma e tinha sido alocada na Classe A no semestre passado.


Essa pausa tinha um significado especial para ela.


Ela tinha marcado de encontrar seu pretendente pela primeira vez.


Embora seus pais tivessem escolhido ele como sua cara metade, Keridna nem sequer sabia como ele era.


No entanto, como ele era conhecido como um jovem nobre bonito, ela não conseguiu deixar de sentir uma certa expectativa.

"Senhorita Keridna, está nervosa?"


"N-nervosa? Nem pensar!"


Keridna estava Sentada em um belo quiosque montado no jardim em frente à imensa mansão da família Whiteclark. Uma aia permanecia ao seu lado com compostura.


O teto do quiosque era coberto com a neve branca que cai o ano todo na região norte. Projetado pensando na neve, a paisagem era cheia de beleza estética.


Keridna, vestida de forma linda, imaginava seu tipo ideal e, ao segurar a xícara de chá, sua mão tremia.


"Mas sua mão..."


"Não consegue sentir o tremor repentino?"


"Ah, sim... Mas que tal respirar fundo para se acalmar?"


"Não estou nervosa."


Keridna riu de modo leviano.


"Ao contrário, estou cheia de confiança. Por que eu poderia estar nervosa? Quem deveria estar nervoso é o outro. Se ele não conseguir aceitar a essência maligna escondida por trás da minha face inocente, não merece ser meu rapaz...!"


"Ah... sim. Isso mesmo."


Keridna ainda não tinha saído de sua adolescência. Era uma pessoa pura e delicada, mas tinha fascínio pelo personagem de uma vilã e tendia a se ver como uma pessoa má. Isso se devia à sua empatia e sensibilidade, que a faziam se envolver facilmente em peças e romances desde jovem.


Para a aia, era um acontecimento familiar. Ela deixou passar em silêncio.


Naquele momento, a aia percebeu a aproximação de um homem e seus acompanhantes.


"Chegaram."


"Ah...!"


Keridna saltou de pé e ficou rígida.

Seu coração batia descontroladamente. Keridna corou, lembrando-se dos homens bonitos de peças que abraçavam vilãs.


A aia foi a primeira a cumprimentar.

"Obrigada por viajar até aqui de Viyans."


"Hehe...! Não...!"


Os olhos de Keridna, brilhando de expectativa, correram ao redor.


Ela fixou o olhar no nobre que se aproximava.

"...Muito obrigada por vir, senhora da família Whiteclark! Sou Hilize, da casa do Duque de Saint Rio!"


Ssss.


O olhar de Keridna ficou frio, como se fosse mergulhado em água gelada.


O homem que se aproximava dela era um jovem, mais baixo que Keridna, que só tinha roupas chamativas para mostrar sua ostentação. Sua postura arrogante e sua risada inocente de "Kya kya" o faziam parecer leviano.


Ele era realmente bonito, como os rumores diziam, mas parecia quase um bebê. Distava muito do vislumbre de beleza que Keridna esperava.

"Ah, bem-vindo... Lorde Hilize. Com licença, quantos anos você tem?"


"Tenho 13 anos este ano!"


Keridna soltou um som sufocado e cambaleou, segurando uma mesa para não desmoronar.


Foi uma surpresa.

"Senhorita Keridna?"


"Não queria um garotinho..."


"Perdão?"

"O que eu queria era um homem bonito, forte como uma fera, mas que às vezes parecesse inocente como o sabor fresco do chá de Sigur Mountain...!"


Keridna murmurou com voz triste, com a cabeça abaixada. Seus cabelos cor-de-rosa caíram, escondendo seu rosto decepcionado.


A ordem de seus pais para se comprometer parecia uma coerção. Era desanimador perceber que tinha que encarar esse compromisso com o rapaz de forma positiva.

"O que houve, minha cara?"


"Ugh...!"


As palavras do jovem garoto lhe deram arrepios e fizeram Keridna querer cuspir sangue.


"Senhorita Keridna..."


"Isso não é... não é mesmo... Como vou recusar...?"


"Mesmo que me pergunte isso, não tenho certeza...”


Considerando sua família, ela não podia se dar ao luxo de discutir com Hilize.


Em um esforço desesperado, pediu ajuda à aia em voz baixa, mas tudo que recebeu foi uma resposta impotente.


Nesse momento,


[Kaaaah!]


A gritaria de uma besta feroz ecoou nos ouvidos de todos.


Os olhos de Keridna se arregalaram, e ela ergueu a cabeça rapidamente.

Esse rugido...


Ela ouviu aquilo há poucos meses atrás.

Um vento forte soprou. Hilize, o rapaz do clã Saint Rio, gritou: "O-que é isso?!", tremendo de medo, enquanto seus acompanhantes imediatamente o protegiam.


Mana de jade branca se espalhou como neve, e um enorme dragão branco desceu, pousando no jardim da família Whiteclark.

"O que é aquilo...?"


Era o mítico dragão branco, Hilde, o Dragão de Gelo.


Os servos da família Whiteclark ficaram muito surpresos, exclamando: "Dragão branco...?"


Os acompanhantes da família Saint Rio demonstraram uma vigilância intensa.

O menino de 13 anos, Hilize, assustado com a majestade do dragão, gemeu de medo: "Mãezinha..."


O dragão branco baixou a cabeça em direção ao chão, e o homem com cabelo prateado-azulado, que ela reconhecia de algumas ocasiões, desembarcou com calma. Ele caminhou direto até Keridna.


Ele não usava roupas luxuosas de nobre, nem estava especialmente adornado, mas possuía a imagem de homem ideal que Keridna tinha visto em peças.


No entanto, para Keridna, o homem não era uma paixão romântica, mas uma fonte de medo.

"Hmm?"


O homem de cabelo prateado-azulado, Isaac, parou na frente do quiosque.


Os acompanhantes dele ficaram vigilantes.

Os servos ficaram surpresos.

O jovem nobre, aterrorizado, se escondeu atrás de seus acompanhantes.

Keridna também demonstrou sinais de medo.

"Será que cheguei numa má hora?"

"Por que...?"

Keridna quase desmaiou.

***Conselho dos Reis.

Após a「Subjugação de Alice」, o Senhor do Relâmpago Jaul Dragoniac me convidou para esta reunião.

Vim para ver Aichel Whiteclark, da família ducal Whiteclark, por esse motivo.

Assim que cheguei, vi minha colega Keridna Whiteclark e fui vê-la primeiro, mas parecia que tinha chegado na hora errada.

Keridna valorizava contatos, mas não era muito próxima de mim. Tentei lembrar se alguma vez tivemos uma conversa de verdade.


Mas sabemos que somos colegas de classe.


Decidi que o melhor era agir de maneira amigável.

Hilde foi remetida de volta. Eu tinha consultado Aichel Whiteclark por cartas antes de encontrá-la.

O Duque de Whiteclark, no Norte, era tão distante e vasto que eu precisava confirmar que não haveria problemas por parte de Aichel.

Da última vez que fui a Düpfendorf, tive que atravessar fronteiras preservando a dignidade de rei. Não queria invadir o espaço aéreo do império de forma rude, por isso evitei montar Hilde.

De fato, montar um dragão era muito mais eficiente em termos de tempo do que carroça.

"Chá, chá servido..."

"Ah, obrigado... mas por que estão servindo chá?"

"Achei que fosse uma cortesia..."

Sala de recepção.

Estava sentado no sofá, esperando Aichel. Por alguma razão, Keridna trouxe um chá quentinho.

Ela permanecia ali, com as mãos entrelaçadas como uma aia, inquieta, o que me deixou desconfortável.

"Por que está falando de forma tão formal? Somos colegas de classe."

“Isso não é a Akademie…”

Realmente, pertencíamos a países diferentes, então não havia hierarquia entre nós.

Keridna simplesmente tinha medo de mim.

"O que está dizendo? Não é como se você me devesse alguma coisa. A única questão entre nós é que não somos próximos."

"Eu- eu tenho vergonha...! No avaliação de fim de semestre do ano passado, falei umas coisas terríveis..."

Encontrei Keridna pela primeira vez na avaliação de semestre do 1º ano, do semestre 1.

Naquela época, ela me avistou do topo de um prédio alto e gritou alguma coisa.

Eu não consegui ouvir nada, então ignorei, mas Keridna parecia achar que tinha causado uma má impressão em mim.

"Não se preocupe. Eu não ouvi nada."

"Eu estava desconfiada, mas como esperado, você realmente não ouviu...!"

Você só percebeu isso depois de mais de um ano? Tá atrasadíssima pra ficar de coração partido agora.

"Aliás, onde está a senhorita Aichel?"

"Ela deve estar chegando. Ficou fora um tempo. Quando avisei que você tinha chegado, ela disse que viria imediatamente pela sua pessoa de confiança."

"Entendi, hum..."

Usar linguagem formal com uma colega de classe era realmente desconfortável.

"...Sério, pare de falar de forma tão formal. É estranho e ainda me faz sentir culpada à toa."

"Como que alguém como eu ousaria falar de forma informal com um rei..."

“…”

Era realmente desconfortável.

O que devo fazer?

Ah.

"Então, também vou falar de forma formal."

“…!”

Keridna ficou pasma, como se tivesse ouvido algo chocante. Sua pele ficou pálida.

Quietamente, tomei um gole do chá.

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