O Mais Fraco da Academia Virou um Matador de Demônios Limitado

Capítulo 259

O Mais Fraco da Academia Virou um Matador de Demônios Limitado

Capítulo 259: Cerimônia de Coroação (1)

Alguns dias depois, durante o dia.

Chamei Gerald e o levei até um canto do Jardim das Borboletas. Como Gerald decidiu ficar na academia por um tempo, era fácil encontrá-lo na hospedaria de hóspedes.


Gerald e eu segurávamos espadas de madeira. Eu não era nem de longe um espadachim de respeito, muito menos um oponente para um Santo da Espada, mas isso não importava. Não se tratava de um duelo de esgrima, afinal.


Estendi as pernas e pressionei firmemente os joelhos para soltar o corpo.


"Você está cheio de entusiasmo."


Gerald disse, olhando para mim com olhos como de águia.


Sorri gentilmente.


"Preciso acertar meu sogro uma vez."


Os lábios de Gerald se contorceram. Parecia achar graça.


Gerald pressionou os lábios para fingir que não estava rindo.

"Não me chame de sogro."


Gerald falou firmemente, assumindo uma postura de combate com sua espada de madeira.


Será que ele tem uma compulsão para fazer isso?


"Vamos lá."


Retirei os óculos e os coloquei na roupa.


Respirei fundo, abaixei a parte superior do corpo e dobrei ligeiramente os joelhos.


Incorporei mana aos músculos e articulações, prestando atenção nos movimentos de Gerald.


Silêncio.

Alguns segundos se passaram.


Whoosh!


Gerald desapareceu da vista.


Eu não confiei na visão. Meus olhos de qualquer forma não conseguiam acompanhar os movimentos dele.


Mas, por mais rápido que fosse, o que importava era o movimento dos pés.

O vento que passava silenciosamente. A grama balançando.

Eu afiei meus sentidos e, instintivamente, captei o som dos passos de Gerald na grama.

O processo de julgamento era lento, então pulei essa parte. Eu tinha que mover os pés antes que qualquer pensamento passasse pela cabeça.

Precisava deixar de mover o corpo de forma natural. Era preciso abandonar os sentidos familiares.

Concentrei-me no fluxo de mana e compreendi completamente a estrutura de todo o meu corpo.

Ali está.

Acreditei com uma sensação renovada.

Whoosh!

"…!"

Em um instante, Gerald entrou na minha visão. Eu o alcancei.


Consegui balançar minha espada de madeira de uma só vez. Gerald tinha prometido não atacar, então recuou e conseguiu evitar facilmente meu golpe.


Enquanto Gerald me observava, uma luz única cintilou em suas pupilas.


Gerald chutou o chão novamente.


Eu o persegui.

Whoosh!

Whoosh!


Persegui e consegui acompanhar seus movimentos repetidamente, atravessando o campo gramado. Uma vez, poderia até ser coincidência, mas se acontecia várias vezes, não era nada disso.


Minha velocidade era mais lenta que a de Gerald. Bem, era claro que ele estava me dando uma folga. Estava mais lento até do que no duelo.


Porém, o importante era que naquela ocasião eu estava conseguindo aplicar a técnica.


"…!"


Em determinado momento, perdi a noção dos movimentos de Gerald.


Por um breve instante, só uma sombra deixou seu rastro na minha visão. Foi porque Gerald mostrou sua velocidade real.


Thud!


De trás, Gerald atingiu o topo da minha cabeça com sua espada de madeira.


"Ugh!"


Deve ter doído pra caramba, porque eu não tinha [Magia de Proteção Básica] ativada.


Parei de me mover e gemi, esfregando o topo da cabeça.


"…Hehehe."


Logo depois, uma risada irrompeu.


Eu consegui.


Não poderia comemorar na frente do meu sogro, mas por dentro, estava vibrando de alegria.


Olhei para Gerald. Como tinha conseguido, isso significava que ele deveria me ensinar a técnica corretamente rapidamente.


Gerald me observava em silêncio.


"Isaac."


"Sim."


"Levante a bainha da sua calça."


"…?"


Não foi de repente. Pelo jeito, ele percebeu de imediato, pela experiência.


Virei a bainha da minha calça. Abaixo dos joelhos, estavam marcas horríveis se espalhando como raízes de árvore.


Toda vez que eu falhava na técnica, a mana explodia e deixava rastros semelhantes a estrias no corpo.

As marcas deixadas pela mana em explosão não podiam ser resolvidas por feitiços de cura comuns. Mesmo que meu corpo se recuperasse, as marcas permaneciam visíveis. Ouvi dizer que elas desapareciam aos poucos com o tempo, então tinha que deixá-las lá mesmo.


Gerald suspirou suavemente, como se esperasse por isso, sem mostrar sinais de agitação.

"Demorei um ano para aprender essa técnica. Levou mais de 20 anos para dominá-la. Eu não tinha talento mágico. Você conseguiu em apenas uma semana."

Gerald olhou nos meus olhos.

"Isso é talento, Isaac. É como ferro. Só você consegue moldar esse ferro em qualquer espada através de um período de resistência."

"…"

"Mas tudo em excesso queima."

Gerald enfiou a espada de madeira na grama.

"Não sou expert em magia, então não posso afirmar muito, mas se você se esforçar demais, seu corpo vai se quebrar rapidamente."

"Vou ter isso em mente, sogro."

"Não me chame de sogro."

Logo, Gerald encolheu os ombros.

"… Você passou."

Eu esperava por essas palavras.

Expirei fechando os punhos e os olhos. Inspirei fundo, saboreando o brilho posterior da conquista.

Deus, doía pacas toda vez que eu errava. Depois, consegui controlar a dor e até adormecê-la, mas ela ainda doía.

Então, Gerald treinou por mais de um ano para aprender essa técnica…

Ele é realmente persistente.

"Vou te ensinar o 'Passo Sombrio'. Você passou a barreira inicial, então não será difícil agora. Um dia de treino basta. Dominar depende de você."

Passo Sombrio. Esse era o nome da técnica de movimentação que Gerald tinha mencionado.

Sorri.

"Seria ótimo se fosse só um dia."

"Você tem algum compromisso?"

"Vou a algum lugar."

Tenho um compromisso.

A cerimônia de coroação em Düpfendorf.

Morcan tinha dito que tudo estava pronto, e que eu só precisava fazer a viagem. Era melhor partir o quanto antes.

"Entendo... Então, melhor resolver tudo logo."

"Resolver? O que quer dizer?"

"Para proteger o Ducado de Astrea. Posso retribuir? Você não ficará desapontado."

"Ah."

Agora que penso nisso, ele tinha mencionado antes do nosso duelo que me devia um favor.

Assenti.

"Se for assim, ficarei feliz em aceitar."

Não havia motivo para recusar algo bom vindo do meu sogro.

*** Eve Ropenheim estava a caminho da Academia Märchen de carruagem.

Ela foi liberada após uma longa investigação sobre o incidente do Barão Ropenheim. Não foi difícil psicologicamente, pois imaginar a rotina que passaria com Isaac a encheu de felicidade.

Ela transmitiu seus sentimentos sinceros a Isaac, que veio resgatá-la, e havia espaço para conversa. Só de pensar em conversar normalmente com Isaac, Eve já ficava feliz.

"Tenho que dizer, meu irmão é incrível. Ele é o arcanobranquilo mais jovem, tem muitos seguidores e ainda sai com os Reis Elementais. Qualquer pessoa forte neste Império estaria acabada com um movimento só dele."


"Bom... Não tenho muito conhecimento do mundo dos magos, mas isso parece exagero, Estudante."


"Por que você não acredita em mim? É verdade!"


Eve não parava de se gabar de Isaac para o cocheiro.


Com o confinamento do barão de Ropenheim levantado e seu familiar desaparecido, Eve não precisava mais esconder seu carinho.


Eve enchia o peito de orgulho ao falar do irmão para todo mundo que encontrava, mas ninguém acreditava completamente em suas histórias.

O cocheiro só conseguia dar uma risada forçada. As histórias de Eve pareciam demais, difíceis de crer.

"Ele já está mais alto que eu, e ficou tão bonito... Era tão fofo quando criança, eu o abraçava o tempo todo. Foram bons tempos... Ele cresceu tão bem."

"Você tem um amor tão profundo pelo seu irmão."

O cocheiro sorriu pensativo. Ao ouvir os elogios de Eve ao irmão, podia deduzir que o passado deles tinha sido difícil.

Quando o carrinho chegou à Academia Märchen, o império de tanto orgulho de Eve pelo irmão finalmente chegou ao fim.

Eve recolheu suas coisas, saiu da carruagem e pagou o cochero.

"Cuide bem do seu irmão, Estudante!"

"Tchau!"

O cocheiro foi embora.

Eve, cantarolando uma música com um sorriso no rosto, entrou pelos portões da Academia Märchen.

Se sua conversa com Isaac fosse boa, ela pretendia valorizar e amar ainda mais ele pelo tempo que perderam de convivência.

Porém…

"Isaac está ausente neste momento."

"O quê…?"

"Ele pediu licença e passou pelo portão dois dias atrás."

No escritório administrativo do Salão Bartos.

Naquele local onde ela parou para dar a notícia de seu retorno, Eve ficou atônita.

Ela… sentia falta do Isaac?

"Hm? Senhorita Eve?"

O funcionário acenou com a mão na frente do rosto de Eve para verificar se ela estava plenamente consciente.


***Estava viajando pelo território do Império de carruagem.

Ser mais rápido voando teria sido melhor, mas não queria violar o espaço aéreo do Império, a menos que fosse uma emergência.

No interior da carruagem, Hilde, em sua forma humana, sentada ao meu lado, observava a paisagem pela janela. Parecia que era a primeira vez que ela apreciava a vista com calma de uma carruagem.

Usei sua forma humana para evitar chamar atenção desnecessária ou problemas que poderiam acontecer se estivesse na forma de dragão branco, sua forma usual. Mantê-la convocada era uma estratégia para fortalecer sua Sincronia.

Estava segurando uma ferramenta mágica de alta intensidade, treinando nos momentos livres.

Bom, de qualquer modo...

"Dorothy, você está desconfortável?"

"Por quê? Estou bem agora."

Na minha frente, Dorothy e Alice estavam sentadas lado a lado.

Dorothy ficava grudada na parede o máximo que podia. Parecia muito desconfortável e evitava Alice abertamente.

Por outro lado, Alice permanecia calma. Sempre que seus olhares se cruzavam, ela me dava um sorriso relaxado e amigável.

"Então…"

Se ela diz que está confortável, não há o que eu possa dizer.

Na rota para Düpfendorf.

Estava perplexo com a companhia inesperada de Dorothy e Alice.

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