
Capítulo 150
Flores São Iscas
Ele ficou irritado com o comportamento dela, bem diferente do que havia sido na primeira vez que estiveram juntos. Ela costumava estremecer toda vez que ele tocava em seu ponto mais sensível.
“Quem é o primeiro amor de Lee-yeon?”
Ele se alongou e apertou o clit dela com o dedo médio, enquanto seus olhos mortos contrastavam com as mãos se movimentando de maneira sensual.
Ela permaneceu imóvel. Kwon Chae-won falou consigo mesmo: “Não entendo por que você insiste tanto, mas você sempre será meu primeiro amor.”
Não houve resposta.
“Não gosto de repetir as coisas,” acrescentou com uma ponta de aviso na voz.
“….”
“Árvore.” Então, Lee-yeon falou de repente, como quem fala no sono.
“Árvore? Esse bastardo se chama Árvore?”
“….”
“Você sabe onde ele mora?”
“….”
“Como ele é? Pode fazer um esboço agora?”
A cabeça de Lee-yeon ficou completamente em branco. Ele não parou um só momento o que estava fazendo. Ela suspirou.
“Chega. A gente devia estar dormindo, sabia… Por que você tem que fazer isso enquanto estou dormindo em paz…!”
Ela empurrou o ombro de Kwon Chae-won, mas ele não se mexeu.
“Não entendo.”
Enquanto murmurava isso, a mão que descansava em sua barriga se alongou até três dedos.
“É tão terrível assim um marido e uma esposa brincarem na cama juntos?”
“Meu Deus…”
“Por que você é sempre tão sensível?” Seus empurrões continuaram, puxando suas paredes internas enquanto scooping o suco de amor e a excitava. Seus dedos tortos escorregavam pra dentro e pra fora.
Apesar de seus esforços, Lee-yeon não conseguiu resistir ao efeito dessas vontades.
O fogo entre as pernas dela queimava cada vez mais forte. Lee-yeon quase começou a suar frio, mordendo a língua, tentando desesperadamente esconder qualquer reação visível.
“Hah…”
O gemido de ansiedade veio de Kwon Chae, não dela. Antes que percebesse, o pênis dele já se mostrava através da calça, pulsando na direção da área pélvica de Lee-yeon. Finalmente, ela abriu os olhos e lançou um olhar ameaçador para ele.
“Se você não tirar a mão agora, eu não transarei mais com Kwon Chae-won.”
O rosto dele, que tinha ficado sério o tempo todo enquanto acariciava explicitamente, se deformou rapidamente.
“Sabe o que você fez de errado?”
“Será que meus dedos eram muito finos?” Ele comentou, zombando ainda mais dela.
“….”
“Ou foi porque meus dedos são duros demais? Eu deveria ter lavado com a boca desde o começo.”
Lee-yeon respirou fundo como quem tenta se concentrar para não se deixar levar por ele.
“Não é isso. Você costumava reagir muito sensivelmente aos meus sentimentos!”
Ela o encarava com uma expressão fria e indecifrável.
“—Mas esses dias…”
“Você não me reconhece mais, Lee-yeon?” Enquanto dizia isso, ele apertou sua parte sensível. A sucção era parecida com a da boca dele, fazendo-a quase gemer alto.
“Bom…”
Porém, assim que começou a se sentir desconfortável, o prazer se transformou numa fraqueza pesada, em vez de uma fonte de puro deleite.
Antes de ela perceber, estava deitada indefesa sob seu domínio. Lee-yeon não queria isso, nem mesmo queria confirmar a grosseria de Kwon Chae-woo dessa forma.
Sua voz começou a aumentar de tom.
“Você não se importa com os meus sentimentos?”
“Não,” respondeu Kwon Chae-won, com um tom monótono, sem hesitar.
“Então por que você não me deixa em paz desde o começo?”
Lee-yeon segurou o peito como se estivesse tendo a garganta fechada.
“Você é o motivo das minhas oscilações de humor, várias vezes por dia,” disse ela.
Kwon Chae-won franzia a testa e mordia sua lip inferior.
“Não fica chorando por coisa tão pequena.”
Seus lábios se abriram, e a língua avançou. Enquanto lambia e sugava, tocava o interior da boca de Lee-yeon.
Ele acariciava tudo, desde as raízes da língua dela, e quanto mais brincava com as reações, mais ela guardava um rancor desconhecido.
“Esse filho da mãe…” ela sussurrou com voz abafada.
Kwon Chae-won separou os lábios e perguntou: “O que foi que você disse?”
“Seu filho da mãe, seu filho da mãe…”
Seus olhos, cheios de desapontamento, se encheram de lágrimas. Kwon Chae-won as lambeu para remover as lágrimas.
“Sabia disso agora?”
Ele jogou propositalmente o dedo na área sensível dela e, por fim, o puxou. Ela tremeu, mas Lee-yeon lutou para não fazer som algum.
Kwon Chae-won olhou fixamente para o líquido transparente no dedo e, de repente, abaixou a calça, espalhando na ponta do pênis vermelho.
“Você não vai transar comigo de novo?” Ele puxou a mão de Lee-yeon para segurá-lo pelo seu membro vascular. Ela tentou resistir ao máximo, mas era inútil. Ele segurou as mãos dela e fez com que elas o apertassem com força.
Lee-yeon ficou desesperada com o objeto estranho que se contorcia na palma da mão, mas logo suas mãos moveram-se rapidamente de cima para baixo.
O calor do atrito fazia suas palmas arderem, mas ao mesmo tempo, algo úmido começava a escorrer.
“Não sei de nada, Lee-yeon—”
Ele fixou seu olhar nas mãos trêmulas dela, como se estivesse cravando garras nos olhos. Mesmo quando sua respiração ofegante escapava de forma intermitente, seus olhos implacáveis não vacilavam.
Suas sobrancelhas se franziram, e as veias ao redor do pescoço ficaram tensas.
“Eles gostam de apanhar.”
Em pouco tempo, as mãos de Kwon Chae-won começaram a se mover tão rápido que ele não conseguiu acompanhar. Seus braços e pulsos doíam, e suas mãos formigavam.
Logo, os lábios dele se abriram e gemidos pesados escaparam.