Flores São Iscas

Capítulo 146

Flores São Iscas

A pergunta pegou Lee-yeon de surpresa, e ela quase se engasgou com a bebida. "Euh..." ela gaguejou.

Ao mencionarem namorado, Lee-yeon inconscientemente olhou para Kwon Chae-woo.

E, como esperado, um olhar feroz estava direcionado à nuca do jovem. Seu rosto, que parecia prestes a chutar o garoto impiedosamente, estava como uma aparição fantasmagórica.

Talvez fosse apenas sua imaginação, mas parecia que seus olhos estavam cheios de sede de sangue, como se ele estivesse prestes a puxá-la para ele ou rasgá-la em pedaços sem pensar duas vezes.

Apesar da distância entre eles, sua mandíbula estava cerrada com força, como a raiz de uma árvore. Logo, seu olhar feroz se voltou para Lee-yeon, e suas pernas começaram a ficar fracas, como se estivessem amarradas com correntes. Ela não conseguia sentir seu sangue fluindo.

Naquele momento, o celular em seu pescoço vibrou. Achei que sabia quem era sem verificar, então Lee Yeon apenas fechou a boca e colocou o celular no ouvido.

-“Diga você mesma que tem um marido.”

A voz aguda atingiu seus nervos tensos.

-“Fale,” ele disse.

Ele olhou para a nuca do jovem e estava lambendo os lábios. O impulso de esmagá-la e destruí-la estava estranhamente refletido em seu rosto.

Quando a raiva inexplicável encheu sua cabeça, não importava de quem eram os sentimentos ou memórias, a distinção se tornou sem sentido.

-“Aqui você nem consegue trancar a porta, o que você vai fazer?” Uma voz que soava amarga e baixa reverberou como se estivesse observando-a.

-“É diferente de ontem. Se você ficar quieta, essa criança vai gritar.”

“….!”

-“Então, abra essa boca.” Mesmo com as têmporas latejando, Lee-yeon conseguiu controlar sua expressão.

-“Eu tenho um marido.” Ela respondeu, sua voz desprovida de emoções. Ela engoliu sua saliva seca e o seguiu com uma expressão vazia, como uma marionete sendo controlada. “…Eu tenho um marido.”

“O quê?”

Com isso, o rosto do jovem mostrou uma enorme decepção. Seus olhos se arregalaram em surpresa, e sua boca ficou aberta. Ele parecia ter sido pego de surpresa pelo anúncio repentino de Lee-yeon.

-“O hobby do meu marido é colecionar ossos.” Kwon-Chae Woo ditou ao telefone.

‘O hobby do meu marido é colecionar— o quê?” Ela se interrompeu no meio da frase.

Seu rosto de repente ficou vermelho de raiva. E se ela realmente proferisse essas palavras? Seu único e exclusivo fã a consideraria uma lunática.

-“Você não sabe falar direito?”

Ela sentiu como se sua mente, que havia sido dominada por um momento, de repente tivesse voltado à vida.

Sua mão tremeu ao encerrar a ligação, mas ela continuou a encarar Kwon Chae-woo com um olhar frio e inabalável. Ele simplesmente deu de ombros em resposta, não afetado por seu olhar penetrante.

Enquanto isso, os olhos do jovem piscaram rapidamente e sua garganta se contraiu.

“Meu tio tinha certeza de que a professora ainda era solteira e descompromissada,” ele falou.

Lee Yeon respirou fundo e enrijeceu o pescoço enquanto tentava se acalmar. “Eu costumava acreditar que era solteira também,” ela disse, sua voz mal acima de um sussurro.

“Há muitos que sabem disso,” o jovem suspirou, seus ombros caindo.

Assim que o silêncio pairou pesado no ar, uma garota trançada com uma expressão inocente entrou na sala, olhando brevemente para o jovem.

“Você se casou com seu tipo ideal, professora?” ela perguntou, com um toque de curiosidade em sua voz.

“…”

A garota deve ter estado ouvindo o tempo todo.

Lee-yeon ficou sem palavras. Era um tópico sobre o qual ela nunca havia pensado em sua vida.

Naquele momento, Kwon Chae-woo olhou para ela com expectativa.

"… Se for o meu tipo ideal, pode virar um grande problema." Lee-yeon brincou.

"Sério?" A garota respondeu.

"Não fantasiem muito sobre o casamento, queridas. Pois, se terminar em divórcio, vocês se verão como estranhos um para o outro."

"Ah, sim…" Docemente, a garota na casa dos 20 anos assentiu em concordância.

"Então, há quanto tempo vocês estão namorando e casados, professora?"

"Uh, nós acabamos de nos conhecer, então nos casamos logo em seguida."

Com as palavras, os olhos da estudante brilharam de admiração.

“Foi assim que vocês se apaixonaram à primeira vista? Foi seu primeiro amor?”

Enquanto ela se afastava, os raios dourados do sol lançavam um brilho quente sobre seus olhos, fazendo-os brilhar. Apesar do riso animado e alegre ecoando no ar, o rosto de Lee-yeon estava rígido e seu sorriso era forçado.

Ela ficou surpresa ao perceber o quanto Kwon Chae-woo havia passado a dominar seus pensamentos.

Mas ela suprimiu o sentimento e colocou um sorriso falso.

“Não, não é nada disso,” ela gritou para os alunos, continuando a guiá-los para o próximo pinheiro.

Sua forma em retirada estava envolta em um toque de tristeza, enquanto ela recuava para a distância.

***

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