
Capítulo 191
O Retorno do Assassino de Nível Divino BL
BAI YE fez bico quando viu todo mundo rindo do que ele disse. Ele lançou um olhar para Yan Yan, ela era a única que não ria. Ele sabia. Ela era a melhor. Mas por que havia uma expressão tensa no rosto dela? Ela não queria ser sua noiva?
Havia uma garota na turma dele que disse que queria ser sua noiva. Ele não entendia o que significava a palavra "noiva". Mas, como achava a garota chata, rejeitou na hora. A garota chorou bem alto, o que foi ainda mais irritante. Ele não entendia por que ela chorava daquele jeito.
Então, quando voltou para casa, perguntou à mãe o que significava "noiva". Sua mãe apenas deu uma risadinha e explicou que era a pessoa com quem ele iria morar para o resto da vida quando virasse adulto. Como ela era para o pai dele. Ao ouvir isso, ele ficou feliz por ter rejeitado a garota. Como poderia morar com ela pra sempre? Seria uma irritação sem fim.
Mas ao ver Yan Yan, Bai Ye sentiu que também poderia fazer isso com ela. Afinal, ela era tão bonita. Poder vê-la todos os dias seria um presente. Mas e se ela não sentisse o mesmo? Será que era porque ela era maior que ele? Mas logo ele cresceria e ficaria maior que ela.
Bai Ye fez mais bico ao pensar assim.
Luo Jin deu um beliscão na bochecha de Bai Ye. "Ei, garoto. Você não pode casar, Yan. Ele é seu primo e vocês são meninos, então isso não dá."
"Ele provavelmente ainda acha que a Xiao Yan é menina", Bai Ze brincou com tom de provocação.
Sun Xiulan olhou para o filho mais novo com diversão. "Ora, Xiao Ye, mesmo que seu irmão Yan seja menina, você não pode casar com ele porque vocês são primos."
Bai Ye segurou a bochecha que tinha sido beliscada, com a testa franzida, parecendo que ia chorar.
Luo Yan acariciou a cabeça de Bai Ye. "Não chore. Tenho certeza que você vai encontrar uma noiva mais bonita no futuro."
"Não! Como poderia existir uma garota mais bonita que a Yan Yan?"
De repente, Luo Yan sentiu uma dor de cabeça. Será que ele deveria ficar pelado aqui para essa criança ver o 'irmãozinho' dele lá embaixo? Assim, ele finalmente acreditaria que é um menino. Não podia ser responsável por quebrar as ideias desse garotinho tão novo. E, além disso, ele era primo dele.
"Tudo bem, Xiao Ye, não faça drama", Bai Chen repreendeu suavemente.
Bai Ye parecia que ia chorar ainda mais.
Sun Xiulan então se abaixou, segurando Bai Ye no colo. Ela virou-se para o marido. "Ei, Bai Chen, não intimide o meu filhote."
Bai Chen só levantou as mãos, como se estivesse se rendendo. "Sim, sim."
Sun Xiulan sorriu para o mais novo. "Agora, vamos te deixar arrumar antes do almoço. Você não quer que o irmão Yan ache que você está fedendo, né?"
Bai Ye olhou discretamente para Luo Yan antes de abraçar o pescoço da mãe. "Ok."
Sun Xiulan virou-se para os convidados. "O almoço já daqui a pouco, espero que esperem só um pouquinho."
Depois que Sun Xiulan e Bai Ye saíram, Luo Wei Tian virou-se para Bai Chen.
"Cadê o sogro? Acho que eu e as crianças devíamos ir até ele primeiro", disse.
"Papai está no jardim com a ama dele."
Luo Yan ouviu a palavra "ama" e ficou atento. Então, ele já está num estágio em que precisa ser monitorado constantemente.
"Ele está bem?"
"Melhor que na maioria dos dias", respondeu Bai Chen, sorrindo, mas com uma tristeza visível que se espalhava nele.
"Que bom", só conseguiu dizer Luo Wei Tian.
"Antes de irmos até lá", Bai Chen virou-se para Luo Yan. "Xiao Yan, qualquer reação que seu vovô tenha, espero que você não se assuste."
"Não vou, tio", Luo Yan respondeu sem hesitar. "Como eu vou me assustar com o vovô?"
Bai Chen sorriu e deu um tapinha suave na cabeça dele. "Isso aí."
Depois, Bai Chen os levou até o jardim.
Fica nos fundos da vila. O lugar tinha diferentes tipos de flores. Havia também um lago de carpas relativamente grande. Perto do lago, havia um quiosque. Dentro dele, um homem idoso estava sentado numa cadeira de rodas. Um rapaz vestindo branco estava de pé, não muito perto, mas também não tão longe, dando o espaço adequado para o idoso.
Luo Yan observou o velhinho na cadeira de rodas. Estava magro, o rosto cheio de rugas, cabelo grisalho e até um pouco ralo. Mas o que mais chamava atenção eram os olhos, quase vazios, como se toda a luz tivesse se apagado ali dentro.
Ninguém acreditaria que aquele velho já foi um patriarca poderoso da família Bai — Bai Zhen.
De alguma forma, ao vê-lo assim, Luo Yan sentiu um aperto no coração.
"Papai", chamou Bai Chen ao se aproximar do quiosque, "Olha quem está aqui."
Parece que Bai Zhen ainda reconheceu a voz do filho, pois reagiu e virou a cabeça na direção deles.
"Sogro", cumprimentou Luo Wei Tian com respeito.
"Vovô", Luo Ren e Luo Jin também seguiram a mesma formalidade.
Bai Zhen quase não demonstrou reação a eles. Mas quando Luo Yan deu um passo à frente, sorriu e o cumprimentou, seu corpo todo começou a tremer. Lentamente, ele levantou a mão, como se tentasse alcançá-lo.
"H-Hua-ér…", chamou com voz fraca.
Luo Yan, sem pensar, estendeu a mão em direção a Bai Zhen — não, ao seu avô — segurando firme na mão dele. Sentiu os ossos, que estavam visivelmente finos. E, por alguma razão, a sensação daquela mão quase óssea trouxe uma tristeza inédita ao Luo Yan.
Ele sabia que, neste momento, seu avô já o confundia com sua mãe. Mas, se isso trouxesse uma paz temporária, por que não brincar o papel?
Então, ele sorriu e disse: "Sim".
De repente, os olhos de Bai Zhen pareciam ganhar vida, enormes lágrimas começaram a escorrer lentamente como gotas de chuva. "Hua-ér… Hua-ér… você finalmente voltou pra casa. Estava esperando... esperando há tanto tempo…"
Ao dizer essas palavras, ele apertou a mão de Luo Yan com força, como se quisesse confirmar sua existência.
O único gesto que Luo Yan conseguiu fazer foi envolvê-lo em seus braços, abraçando aqueles ombros finos e trêmulos.