
Capítulo 189
O Retorno do Assassino de Nível Divino BL
APÓS pegar suas bagagens, a família Luo foi até o terminal de embarque, onde aguardariam a pessoa que viria buscá-los.
"Seu Tio Chen disse que o motorista que ele enviou já está esperando por nós no terminal," Luo Wei Tian comentou, colocando o celular de volta no bolso da calça que usava.
Quando chegaram ao destino, uma voz familiar os chamou.
"Tio Tian!"
Luo Yan virou-se na direção de onde veio a voz. Ele viu um jovem alto acenando para eles. Seus cabelos pretos estavam meio desarrumados. Seus olhos negros eram brilhantes e cheios de alegria. Todo o seu corpo exalava uma energia indomável, demonstrando que não é do tipo que consegue ficar parado por muitas horas.
E ele se parecia exatamente com a fera-líons do seu time. A diferença notável era a cor do cabelo e dos olhos, a ausência de orelhas e cauda de leão, e um corpo um pouco menos musculoso. Mas, se ignorasse tudo isso, os dois eram quase iguais.
Sem dúvidas, esse jovem era Bai Ze.
"Ah Ze, você cresceu bastante," comentou Luo Wei Tian ao se aproximar dele.
Bai Ze riu e coçou o nariz. "Bem, meu pai certamente me daria uma surra se eu não crescesse." Ele se virou para Luo Ren e o cumprimentou. "Irmão Ren."
Luo Ren acenou para ele. "Ah Ze."
Depois, virou-se para Luo Jin. Quase deu uma risada de novo. Não para esconder sua vergonha, como antes, mas mais por diversão. O Luo Jin na sua frente era alto e já muito masculino para a idade dele. Era completamente diferente do seu avatar no jogo Arcadia. Como polos opostos. Mas ele ainda carregava aquela expressão irritada constante no rosto. No avatar do jogo, parecia fofo. Mas aqui, na realidade, parecia apenas um adolescente nervoso.
"Xiao Jin definitivamente parece mais crescido," disse ele. Essa criança provavelmente tinha ficado ainda mais alta desde a última vez que se viram. Que foi há apenas um ano.
Luo Jin apenas bufou.
Depois disso, Bai Ze virou-se para o último membro da família Luo. E quase ficou sem palavras. O garoto adolescente à sua frente mal alcançava seu ombro. Tinha cabelos negros sedosos. Seus grandes olhos de pêssego estavam fixos nele, cheios de curiosidade. Cada piscar fazia com que seus longos cílios brincassem com as bochechas. Sua pele era tão branca quanto porcelana cristalina. Ele era simplesmente uma beleza.
"Xiao Yan?"
Ele já sabia que Luo Yan era bonito só pelo visual do avatar no jogo. Mas não esperava que fosse muito mais charmoso na vida real.
Luo Yan sorriu. "Irmão Ze."
Bai Ze sentiu como se seu coração fosse atingido por uma flecha de repente. Que fofura! Que adorável! "Xiao Yan!"
Ele estava prestes a correr em direção a ele, mas de repente foi puxado para trás pelo colarinho da camisa. Olhou para trás e viu seu primo mais velho sorrindo gentilmente para ele.
"Ah Ze, o que você está fazendo?" perguntou Luo Ren.
"N-nada," respondeu Bai Ze.
Porque ele sabia que, se dissesse que planejava abraçar Luo Yan, provavelmente esse primo mais velho não o deixaria chegar perto de Luo Yan durante a visita.
Luo Ren parecia satisfeito com a resposta e finalmente soltou o colarinho dele. Ainda colocou uma mão no ombro do menino.
"Por que é o Ah Ze quem vai nos buscar?" perguntou Luo Wei Tian.
"Eu me ofereci," respondeu Bai Ze, sorrindo. "Vamos? Mamãe preparou um almoço delicioso para vocês."
Sua mãe sempre foi muito ocupada nesta época do ano. Principalmente por causa da visita da família Luo. Ela sempre se certificava de que o jantar no Festival da Lua seria ótimo. Por isso, nesta época do ano, os pratos na mesa deles eram os melhores.
Às vezes, Bai Ze até desejava que fosse sempre o Festival da Lua, para que sua mãe pelo menos se esforçasse na cozinha.
"Mal posso esperar para comer a comida da tia Xiulan," comentou Luo Ren.
"Eu também," concordou Luo Yan.
"Então, acho que podemos ir," disse Luo Wei Tian.
Luo Yan observava pela janela do banco traseiro do SUV BMW preto em que estavam. A cidade lá fora parecia a mesma de sete anos atrás. Mas, ao mesmo tempo, parecia completamente diferente. Os arranha-céus, o trânsito irrefreado, o fluxo constante de pessoas — provavelmente eram coisas que não mudaram.
Ele estava de volta à cidade onde passou quatro anos da sua última vida. Mas não sentia nada. Achava que ficaria triste ou até amargurado. Mas não, tudo que sentia era paz. Talvez porque já aceitara completamente sua nova vida.
Ele lançou um olhar para seu pai e seus irmãos mais velhos. E essa aceitação vinha todos esses três — sua nova família.
Na verdade, Luo Yan queria visitar a Universidade T antes de retornarem para a Cidade S. Porque queria conferir o que tinha acontecido depois que morreu. Como não tinha família, a escola era o lugar mais próximo onde poderia procurar informações. Como o acidente com aquela planta encrenqueira aconteceu dentro do campus, certamente eles tinham informações sobre o que aconteceu depois.
Ele só se perguntava se seu pai concordaria com isso. Bem, se não, ele faria o possível para convencê-lo. É bom nisso.
Logo entraram em uma condomínio de vilas particulares. Dá para perceber logo de cara que só quem tem bastante dinheiro consegue morar ali.
Bai Ze reduziu a velocidade do SUV e virou à esquerda para entrar na entrada de uma vila. Luo Yan notou que a residência ocupava uma área considerável. Quando Bai Ze estacionou, todos começaram a sair do carro.
Estavam quase chegando à casa, quando uma voz de criança os chamou de repente, ou melhor, chamou Bai Ze.
"Irmão!"
Luo Yan olhou para a esquerda e viu uma criança de cinco ou seis anos correndo na direção deles. Seus cabelos pretos estavam bagunçados. Havia lama no rosto e nas roupas, sinal de que provavelmente tinha brincado no chão ou algo assim. Seus traços eram suaves e delicados. Seus grandes olhos pretos quase pareciam brilhar.
Provavelmente era o primo mais novo — Bai Ye.
Quando chegou perto deles, de repente tropeçou e caiu. Ele se levantou rapidamente, mas seus grandes olhos pretos logo ficaram marejados, como se fosse chorar a qualquer momento.
Por Luo Yan ser quem estava mais perto da criança, ele se abaixou na frente de Bai Ye. Então estendeu a mão e limpou suavemente a bochecha dele. "Você está bem?"
Bai Ye apenas o encarou. E, de repente, todo o rosto ficou vermelho.