Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Capítulo 953

Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Michael agradeceu a Romeo pela informação. Embora, na verdade, ele devesse ter agradecido à Lady Farren, pois ela era a única que poderia ter feito dele um verdadeiro tagarela.

"Amanhã começa oficialmente as Celebrações Lunares. Tenho certeza de que pelo menos uma das pessoas que mencionei irá assistir à Competição de Tiro com Arco. Se possível, posso apontá-las para você," ofereceu Romeo.

"Isso ajudaria bastante," respondeu Michael.

Então, Lady Farren virou-se para Michael. "Infelizmente, não poderei comparecer pessoalmente devido a uns compromissos. Mas enviarei alguns Elfos para ajudar na competição, como conversamos."

Claro, já que se tratava de uma Competição de Tiro com Arco, quem ele deveria ter convidado, além da raça dos Fera-Sangue, famosa por sua habilidade de manejar o arco?

Ele tinha certeza de que Sheina conseguiria cuidar do Torneio Menor, envolvendo Maugnetics da primeira à quinta fase. Mas os Lobisomens de Sangue Castanho não tinham ninguém para enviar nas Categorias Superiores. E aí é que entravam os Elfos.

"Vou te enviar os detalhes por mensagem," disse Lady Farren, inconscientemente, exibindo seu celular.

"O que é isso?"

Lady Farren travou no lugar, sem saber o que responder.

"Um objeto de metal tão estranho. Um tijolo? Por que tem vidro nele, e por que está brilhando assim?"

Romeo Flameheart pôde sentir seu instinto Draconiano de acumular tesouros começar a despertar. Sempre que ele olhava para algo que fosse único, raro e valioso, logo queria ficar com aquilo para si.

Alguns dizem que esse 'instinto' dos Dracônicos são parâmetros que indicam quando algo realmente vale a pena. E, neste momento, esse 'celular' ativava esse instinto como sangue na água!

"É... como assim?!" Yuna soltou sem pensar. Ela imediatamente reconheceu o design do objeto como um daqueles celulares vintage com teclado/trackpad, de sua vida anterior!

"É um telefone," explicou Lady Farren. "Foi feito pela empresa Reborn e tem várias funções assim."

Ela começou a mostrar os aplicativos para Romeo, que assistia à tela com a respiração presa, enquanto ela piscava e mudava como se fosse mágica. Mas não era! Era mais parecido com um espelho na água, mas com uma nitidez muito maior — sem refletir nada, só uma imagem clara.

"ISTO! Você está me dizendo que esse telefone consegue se comunicar com outros telefones?!"

Michael assentiu. "Exatamente."

"Senhor Keo, o senhor faz parte da empresa Reborn, não é?"

"Er... sou..."

Romeo ajoelhou-se diante dele, surpreendendo Yuna e Lady Farren. Para a maioria, esse gesto parecia apenas uma demonstração de respeito excessivo ou até veneração.

Mas, levando em conta a cultura dos Dracônicos, era uma coisa completamente diferente!

Para os Dracônicos, ajoelhar-se e mostrar submissão a alguém equivalia a alguém se prender voluntariamente a uma parede e tornar-se pet de outra pessoa!

Claro que era uma exagero, mas os Dracônicos tratavam isso com a mesma seriedade.

"Eu, Romeo Flameheart, estou disposto a me tornar um cavalo leal para o senhor Keo e para a empresa Reborn."

Michael, surpreso, ficou sem palavras. Um 'cavalo'? Como assim, um cavalo?

Só quando Yuna explicou para ele, ele finalmente entendeu o que Romeo tentava dizer.

"Ele quer formar uma aliança com você."

"Ah…"

"Os termos de 'cavalo' são usados porque é uma situação desconfortável para um Dracônico. O fato dele estar disposto a dizer isso mostra o quanto ele leva a sério."

"...por quê?" perguntou Romeo a ele.

"Dracônicos têm um senso muito apurado, senhor Keo. E acredito que aliar-me a você e à Reborn será a melhor decisão que já tomei," disse Romeo com ardor.

Michael quis questionar sua lógica, mas percebeu que, na verdade, isso era bem compatível com as tendências românticas de Romeo.

Sem sequer ter conhecido Lady Farren pessoalmente, Romeo já tinha se apaixonado por ela e a perseguia com entusiasmo excessivo.

E agora, parecia ter enxergado algo nesse celular que o fez 'se apaixonar' pela empresa.

Uau… Acho que o instinto dos Dracônicos é meio que igual ao meu Olho de Ouro.

"Quer dizer, não vou recusar uma aliança com um Dracônico," disse Michael, dando de ombros.

"Ótimo! Agora, seria possível eu conseguir um telefone assim?" perguntou Romeo, seus olhos cheios de expectativa, brilhando como os de um cachorro.

Como ele acabara de conseguir mais seis clones de União, Michael tava mais confiante para seguir ordens.

"Claro," disse ele. "Cada telefone custa—"

Mas antes que pudesse dizer algo, Romeo pulou imediatamente em cima de Michael e sacudiu seus ombros.

"Vou levar! Eu pago um milhão de Sand Dollars!"

Os olhos de Michael se arregalaram, querendo falar alguma coisa, mas ele foi mais uma vez interrompido.

"Mas quero que o meu seja completamente diferente. Que siga exatamente meus critérios de romantismo. Acho que um milhão de Sand Dollars é suficiente para isso, não acha?"

Sim, um telefone totalmente personalizado exigia bem mais trabalho, mas ele não tinha certeza se valia 100 vezes mais que um comum.

Afinal, quando lidava com clientes ricos e excêntricos, o que importava era mais o fato de eles poderem pagar do que o preço em si. Um símbolo de status, uma bragging right.

Portanto, se Romeo queria pagar um valor absurdo por um telefone, ele não ia impedir.

"Quero um telefone que mostre minha dedicação total à minha amada, minha doce e maravilhosa Farren…"

Resumindo, Romeo queria um telefone que só pudesse se comunicar com um número: o da Lady Farren. Seu telefone só conversaria com o dela, e o dela só com o dele.

A Lady Farren balançou a cabeça, frustrada. "Se você gastar dinheiro à toa com essas besteiras, tenho medo de que não posso ficar com você..."

No final, chegaram a um compromisso. O telefone de Romeo acabou tendo um papel de parede e uma capinha personalizadas com uma homenagem à Lady Farren.

"Incrível! Até minha irmã vai ficar com inveja de uma joia tão única!"

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