
Capítulo 893
Renascido como o Gênio da Família Mais Rica
"O que aconteceu aqui?" perguntou Lady Farren.
A sala estava em perfeito estado, como se não tivesse sido destruída pelo incêndio. Mas esse não era o motivo da pergunta dela. Ela podia sentir uma tensão palpável, quase hostil, entre Michael e Katarina fervilhando sob a superfície.
Michael suspirou e se virou de costas para Katarina. "Não é nada," disse, bastante irritado.
Com Katarina permanecendo em silêncio, Lady Farren soube que não era lugar dela dizer mais alguma coisa.
"Só queria ter certeza de que vocês dois estão bem. Aqueles malditos vândalos tornaram isso pessoal. Tá me dando nos nervos o fato de ninguém ter visto sequer uma pista deles até agora."
Lady Farren começou a descarregar toda a sua frustração com a situação. Ela estava tomada por um ódio ardente contra eles.
"Por que eles fariam isso tudo? Só para semear o caos?!"
Naquele momento, Katarina levantou a cabeça. "É só uma cortina de fumaça."
Farren se virou para ela. "O quê?"
"O incêndio... tudo foi feito para que eles te distraíssem e aos guardas. A motivação deles deve ser outra, algo altamente protegido."
Não demorou muito para que Michael e Lady Farren trocassem olhares. "Darkwood."
Uma das poucas peças extremamente valiosas na vila dos Elfos era a coleção de Darkwood na Câmara-secreta. Juntas, devem valer bilhões em Dólares de Areia!
"Não precisamos nos preocupar," garantiu Lady Farren. "Nossas defesas ainda estão de pé. Eles não conseguiram invadir a Câmara."
No entanto, Katarina sabia que esses não eram vândalos comuns. Eram extremamente poderosos e meticulosos em seus ataques. Não teriam iniciado o cerco se não tivessem uma forma de acessar a Câmara-secreta.
"É melhor checar. Talvez até os peguemos no ato."
Lady Farren não precisou de convencimento. A coleção de Darkwood era valiosíssima demais para ser deixada sem vigilância, especialmente após o desastre aqui ocorrido.
Logo, os três viajaram até a residência principal de Farren, onde já havia diversos guardas de plantão.
"Tem certeza de que ninguém passou por aqui enquanto estávamos fora?" perguntou Lady Farren.
"Sim, senhora! Não saí do meu posto nem após a explosão. Não vi sinais daqueles vândalos," garantiu o guarda.
Assentindo, Lady Farren entrou rapidamente, indo direto à escadaria espiral que levava ao interior do enorme árvore de acácia.
Os guardas fizeram passagem para que pudessem entrar, e logo eles estavam dentro do museu de relíquias antigas dos Elfos, muitas das quais datam da Era Antiga.
Dirigiram-se ao enorme armário forrado de veludo na parede mais distante, e Lady Farren soltou um suspiro de alívio.
O Darkwood permanecia em sua contenção, seguro e intacto. Tudo estava sob controle, incluindo a peça que Michael lhes entregara.
Parecia que o alvo dos vândalos não era o Darkwood.
Mas, se não era isso, então o que poderia ser?
Os passos de Michael ecoaram pelo Vault enquanto ele lentamente se aproxima de uma vitrine vazia.
A caixa de vidro estava aberta, com o almohadão ainda marcando a impressão pesada do item.
Ela havia desaparecido.
"A besta composta foi roubada."
Imediatamente, Lady Farren virou o olhar para a vitrine vazia.
Seu rosto ficou horrorizado. "Não... não, não," ela murmurou. A besta composta era a arma mais importante de todo o Reino dos Elfos! Não podia ser perdida!
"Isto... isto é impossível. Eles não poderiam ter roubado daqui," ela afirmou com confiança.
Então, caminhou até a vitrine e tocou na caixa de vidro.
Uma neblina etérea girou em volta de seu dedo, provando que o sistema de defesa ainda estava ativo. Nada tinha sido adulterado.
"Mas como eles poderiam tê-la roubado?"
A pergunta de Michael não era exatamente dirigida a Lady Farren, mas sim à Katarina. Como ele tinha aprendido recentemente, parecia que ela sabia muito mais sobre eles do que qualquer um aqui.
"Nem mesmo cultivadores de Espírito Nascente poderiam ter contornado nossa magia dos Elfos sem deixar rastros," afirmou Lady Farren com firmeza. Isso era uma verdade incontestável.
"Nenhum estranho conseguiria tirar a besta composta da vault—"
Lady Farren parou no meio da frase, um momento de compreensão clareando seu rosto.
Suas orelhas pontudas começaram a encolher para baixo, um sinal de angústia profunda entre os Elfos.
"NÃO NÃO NÃO NÃO!" ela gritou, com a face marcada de consternação. Rapidamente, voltou correndo escada acima, batendo os pés com força.
Ela parou na frente do guarda, uma mistura de esperança e desespero em seus olhos.
"Ela veio aqui? Foi… Ela conseguiu a besta?"
O guarda percebeu o sofrimento nos olhos de Farren e engoliu de forma desconfortável. "...Sim, senhora. Antes da explosão, ela pegou a besta da vault. Disseram que queria treinar com ela."
Um forte estrondo ecoou na residência de Farren enquanto ela bateu com punhos cerrados na mesa de jantar. Com as mãos sangrando, Lady Farren se ajoelhou, lágrimas escorrendo pelo rosto.
"Lyra... Droga!"
Michael sentiu seu peito ficar mais quente. "Ainda podemos encontrá-la, certo? Katarina?"
Com seu cultivo de Espírito Nascente, tudo era possível.
Mas, desta vez, uma expressão grave e sombria tomava o rosto de Katarina.
O fato de elas terem desaparecido completamente da vila dos Elfos significava que tinham conseguido recuperar seu objetivo.
Elas tinham a besta composta.
E, pela experiência, ela sabia que deixavam poucos sobreviventes ou testemunhas. O desfecho era mais provável…
"Não, eu preciso encontrá-la. Ela está viva," declarou Lady Farren. "Me diga como podemos encontrá-la."
Katarina assentiu. "Tenho alguns conhecidos que podem rastreá-las… mas elas são espertas. Os planos de fuga são tão meticulosos quanto suas armadilhas."
Para tudo que eles sabem, elas podem estar a meio mundo de distância agora mesmo. Mas ela não comentou isso.
"Não há lugar onde elas possam se esconder sem serem encontradas. Mesmo que demore dias, meses ou anos, nós vamos encontrá-las. Isso, você pode confiar."
Porém, Michael não ficou satisfeito. Já era tarde. Ele não queria desistir da Lyra.
Fechou os olhos e deu comando aos seus Drones para se espalharem. Mesmo que precisasse vasculhar o continente real inteiro para encontrá-la, faria isso.
DING!
Nesse instante, o telefone no bolso dele vibrou.