Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Capítulo 808

Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Silêncio tomou conta da floresta após ver o aventureiro sendo facilmente dominado por um garoto de treze anos.

— Uau... quem é esse garoto?

— Como ele conseguiu derrotar aquele cara? Você sabe que ele é um aventureiro renomado?!

Aqueles que estavam prestes a reclamar não tiveram escolha senão engolir suas palavras. Não queriam levar um soco na cabeça também.

Enquanto isso, Katarina ficou ainda mais surpresa do que qualquer um ao redor.

Ele sabe lutar?

Aqueles movimentos eram rápidos, precisos e ágeis, como se fossem feitos por alguém experiente em batalhas.

Ela sempre pensou que ele fosse um nerd, igual ao pai dela. Historiadores como eles não tinham tempo na vida para aperfeiçoar suas habilidades marciais.

Película do que ela viu, o uso dele de um feitiço de Ar para tornar-se extremamente rápido foi até melhor do que o de magos da Guilda de Arcana, o que foi muito surpreendente. Houve até uma formação quase inexistente de um círculo mágico antes dele se deslocar quase na velocidade do som!

'Será que é por isso que meu pai o recrutou?'

Talvez tenha sido pela combinação do talento dele para magia de Ar com seus conhecimentos históricos que o professor o considerou digno de ser seu protegido.

Após presenciar tamanha atitude desrespeitosa por parte dos aventureiros, o Elfo enviou ele e o restante de seu grupo embora do bosque, para nunca mais serem vistos.

— Desculpe por isso, — ela disse, fazendo uma reverência de 90 graus. — Agora, por favor, me acompanhe de volta ao nosso território.

Com o Elfo guiando-os, Michael e Katarina tornaram-se um dos poucos privilegiados convidados a entrar em suas casas.

Enquanto caminhavam, Katarina fez uma pergunta.

— De onde você conseguiu Madeira Negra?

Até mesmo a organização deles teria dificuldades em procurar Madeira Negra tão rapidamente. Pelo menos duas semanas seriam necessárias, e mesmo assim, seria por pura sorte. Ninguém consegue saber se um túmulo guarda Madeira Negra.

— Eu a encontrei por acaso, — respondeu ele, sem mais explicações.

Depois de caminhar por mais alguns minutos, eles finalmente chegaram ao território Élfico.

Michael olhava para cima, admirando as casas empoleiradas em árvores extremamente altas, altas demais para os humanos comuns alcançarem, já que não tinham escadas que levassem até elas.

Cada uma delas era conectada por pontes de madeira suspensas, que estranhamente não balançavam com o vento.

Era uma rede de casas na árvore interligadas!

Ele viu Elfos pendurando roupas molhadas por uma corda presa entre os galhos, viu Elfos praticando arco e flecha, acertando um alvo vermelho pintado com frutos silvestres. Até viu alguns Elfos brincando de balançar nas vinhas, como um certo herói aracnídeo de sua vida anterior!

— Por aqui, — disse o Elfo, distraindo Michael do povoado acima.

— Não vamos subir? — perguntou ele.

O Elfo balançou a cabeça. — Infelizmente, nossa área residencial ainda é proibida para estrangeiros, — disse ela. — Por ora, só posso levá-los ao nosso prédio central, onde fazemos negócios com forasteiros.

Então, ela conduziu Michael e Katarina até a árvore mais grossa da floresta, onde um edifício foi esculpido por dentro.

Tudo parecia feito de uma única madeira: os corrimãos, a porta e as janelas. Michael ficou impressionado com o nível de artesanato dos Elfos, até mesmo além do que as pessoas do mundo moderno conseguiam criar!

— Espere aqui um instante, — disse ela, levantando seu arco e tirando uma flecha especial de seu aljava.

Essa flecha tinha uma corda grossa amarrada na ponta.

Em seguida, ela apontou para cima e disparou imediatamente, atingindo um galho que sustentava uma casa lá em cima.

Com um puxão forte, a Elfa impulsionou-se para cima, pousando com perfeição na varanda da casa.

Então é assim que eles sobem…

Após alguns segundos, a Elfa saiu acompanhada de outro Elfo, vindo por cima da corda fincada em um galho.

Quando aterrissaram, o novo Elfo fez uma reverência para Michael.

— Agradeço profundamente sua contribuição ao Reino Élfico, — disse ele. — Tenho aqui um pequeno presente em troca da Madeira Negra que nos forneceu.

Ele puxou de seu bolso uma bolsa enorme, cheia até a boca com alguma coisa abundante.

Os olhos de Michael se arregalaram ao ouvir o estalo das moedas dentro da bolsa, enquanto elas se agitando faziam aquele barulho característico.

Era Sand Dollars!

Nunca tinha visto uma bolsa tão cheia dessas moedas, que quase transbordavam!

Ele nem teve tempo de estimar quanto tinha ali dentro antes do Elfo masculino se aproximar e entregar-lhe a bolsa.

Sentiu o peso das Sand Dollars na mão e soube que era a maior quantidade que já tinha tido na vida.

— O Reino Élfico está disposto a pagar 200 mil Sand Dollars por qualquer Madeira Negra que você trouxer para a gente, — disse o Elfo com um sorriso largo.

Michael olhou fixamente para a bolsa.

200 mil…

Sabia que poderia vender Madeira Negra por um bom preço, dada a necessidade dos Elfos pelo material. Mas nunca tinha imaginado que pudesse ganhar tanto com isso.

Isto equivale a 20 gotas de Soo, ou 20 quilos de peças do GodForge!

Se tudo correr bem na sua fazenda, ele poderia lucrar facilmente 200 mil Sand Dollars por mês com Madeira Negra!

E isso sem contar a possibilidade de expandir a fazenda para produzir ainda mais mudas de Madeira Negra a cada colheita.

Se houvesse uma opção para melhorar a [Sala Isolada] para algo maior — e provavelmente havia —, ele gastaria o máximo de Sand Dollars possível para plantar mais Madeira Negra.

Seria um investimento que valeria a pena, já que poderia ganhar 200 mil Sand Dollars por item.

O potencial era infinito!

— Agradeço bastante, — disse ele a eles.

— É um prazer, — respondeu o Elfo masculino. — Essa é uma incentivo para que outros se interessem em trazer Madeira Negra para nós. A Lady Farren não costuma economizar na grana para isso.

Michael deu um sorriso. — Pois bem, se eu tiver mais, já sei a quem entregar. —

Os Elfos riram, achando que Michael estava brincando.

Ele não era o primeiro a vender Madeira Negra para eles. Muitos tinham como missão de vida caçá-la, na esperança de lucrar bastante, mas raramente tinham sucesso. No máximo, conseguiam uma sorte de vez em quando, e era só isso.

Quando Michael falou aquilo, eles consideraram apenas uma esperança vã.

— Avisaremos Lady Farren da sua presença, — disse a Elfa. — Volte aqui em alguns dias e podemos agendar um encontro com ela.

Michael agradeceu de novo e virou-se para partir, com a mente ainda focada na bolsa de Sand Dollars no bolso e na ideia de como aumentá-la ainda mais.

— Certo, voltarei em breve, — disse, acenando adeus e caminhando de volta pelo mesmo caminho.

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