
Capítulo 772
Renascido como o Gênio da Família Mais Rica
Ela é cega? Michael perguntou a si mesmo. Usando seu Talento Supremo, percebeu que os olhos e ouvidos dela estavam completamente sem Mana de Luz. Isso significava que ela não estava 'viva' como o restante do corpo dela, que possui uma densidade de mana de Luz equivalente até à de um jovem em seu auge.
O fato de ela estar sendo escoltada por essas mulheres totalmente armadas, segurando suas mãos, reforçava sua hipótese.
No entanto, com a postura dela — sua aura natural como pessoa — Michael não tinha a impressão de que ela fosse alguém incapaz. Seus passos eram confiantes, sua postura relaxada, mas orgulhosa. E, mais importante, seu olhar parecia o de alguém que podia ver exatamente o que tentava enxergar.
Por exemplo, a velha virou a cabeça e fez 'contato visual' com ele. Ela pausou por um segundo, encarando-o, antes de lhe dar um breve sorriso e seguir seu caminho passando ao lado dele.
Ela era, para dizer o mínimo, interessante. Com certeza, havia mais nela do que aparentava à primeira vista.
Por pura curiosidade, decidiu discretamente ativar seu Drone e observar a velha usando sua [Visão de Drone].
Assim que a interface para a câmera apareceu em sua mente, mostrando uma visão completa de 360 graus, Michael foi cegado.
A Poder da Aubilidade estava se manifestando intensamente nos olhos da velha, brilhando como se fosse o próprio sol. Ele podia ver fios, raios de sol, saindo de seus olhos como lasers, varrendo os arredores como sonar ou lidar.
Provavelmente, essa era a maneira de ela se mover pelo mundo cega.
Depois, pilotou o Drone para se aproximar um pouco mais dela, a fim de observar melhor.
E, ao fazer isso, notou algo em seus olhos.
Não era alimentada por fios que saíam de suas peças de GodForge. Os fios de Poder da Aubilidade vinham do próprio corpo dela, atuando como veias que vão do coração até os olhos.
Ela… ela está além do reino da Formação Corporal!
Isso era extremamente semelhante às suas técnicas 'Quânticas'. Elas vinham do corpo dele, mas também iam para dentro dele.
Quão forte ela é? ele se perguntou. O fato de usar uma técnica tão poderosa e que consome tanta energia de forma tão casual, sem sequer manifestar sua Diva, indicava que ela provavelmente já passou das fases iniciais do reino Espírito Nascente. Talvez até completamente além dele.
"Keo, vamos! O tempo está passando!" o professor disse com urgência. Ele estava tão concentrado na demi-humana e no Antique que não percebeu as novas chegada até que Michael apontou para elas.
O professor fechou os olhos em um sorriso cansado. "O que aquela velha louca está fazendo aqui?" ele perguntou.
"Velha louca?"
"Velha louca, vadia obcecada por espadas, Cavaleira Celestial, como quiser chamar," resmungou o professor.
Michael finalmente entendeu por que ela parecia tão forte. Não era de surpreender. Não teria imaginado que ela fosse uma mestra do Caminho da Arma, devido à evidente ausência de qualquer arma nela.
O que ela usa, hein?
Ele já tinha conhecido a Cavaleira Celestial do Caminho do Machado, o Orc Kruger. E, pelo que sabia, eram apenas cerca de dez no total.
"Você parece familiar com ela, professor. Muito… amigável, acho que."
"Tenho história com ela, sim," respondeu o professor. "Mas não gosto de lidar com ela. Tudo que ela fala é sobre suas espadas. Ela é louca! Fala com aquelas peças de metal como se fossem vivas de verdade. Não suporto isso. Vamos, Antique! Espere por mim!" o professor disse, acenando para o osso que estava cravado no chão ao lado de Zovirru.
"É… ela é doida," Michael murmurou sarcasticamente.
O professor Lichtenstein não parecia muito interessado em contar sua história com a mulher cega, o que era uma pena. Pelo menos agora, ele sabia que ela era uma espadista.
E, por mais que desejasse descobrir mais sobre essa Cavaleira Celestial cega e surda, parecia que ela não veio ali por causa dele. Ela veio conversar com os três Beastfolks reunidos.
"Chefe Klaus, Chefe Lupan," a velha cumprimentou. Então, fez uma breve reverência ao Draconiano. "Zovirru."
O Draconiano de cabelo vermelho e sobrancelhas selvagens de repente manifestou uma onda de choque poderosa vindo do corpo dele. "Veio terminar nossa pequena luta?" perguntou a Espadrista Eldea.
"Por favor, não estou mais tão entediada," ela respondeu.
Então, os dois lobos gigantes olharam para a velha, emitindo uivos de respeito.
"Espadrista Eldea," disse o Chefe Lupan. "Eu não imaginei que você viria aqui."
"Sim, bem, soube do seu pequeno torneio e tinha um tempinho sobrando," ela respondeu. "Foi um espetáculo."
"Estava quase voltando para verificar os resultados do torneio," disse o Chefe Lupan. "Aparentemente, eu estava enganado. Mauricio não saiu na frente."
"Hah. Assim que dá," o chefe Klaus riu.
O irmão dele o ignorou.
Enquanto isso, as damas armadas de Eldea só podiam demonstrar seu choque através do olhar.
Mauricio perdeu? Parecia altamente improvável, considerando o nível baixo da competição. Mas Eldea, ela própria, não parecia tão surpresa com a notícia.
"Espadrista, você viu quem venceu?" perguntou o Chefe Lupan.
Eldea deu uma risadinha. "Não, mas posso imaginar quem ganhou."
Os dois Chefes Lobos e até Zovirru levantaram as sobrancelhas ao ouvirem tais palavras dela. Parecia que quemquer que fosse, deixou uma impressão muito boa na Cavaleira Celestial.
Especialmente, o Chefe Lupan ficou surpreso, porque achava que já tinha avaliado adequadamente os concorrentes ao vê-los. Nenhum se destacou, exceto Mauricio.
Mas parecia que a espadista era uma Cavaleira Celestial por um motivo. Embora cega, ela conseguia ver mais do que a maioria quando se tratava de espadas.
"Eu ia verificar os resultados do torneio… mas parece que você tem algo para me dizer," suspeitou o Chefe Lupan.
"Não só você. Mas todos vocês," respondeu Eldea. "Tem a ver com aquele osso e com o terremoto que sinalizou algo antigo."
…
…
…
Enquanto isso, Michael e o professor seguraram firmes na pelagem do lobisomem enquanto ele zumbia a uma velocidade extremamente rápida. O professor parecia ter se segurado melhor desta vez, mas o medo e a ansiedade ainda eram evidentes.
Não demorou muito para chegarem à Tribo Brownblood, vendo o final de uma celebração.
O torneio acabara de terminar, e os lobisomens e participantes estavam em clima festivo.
O professor desceu imediatamente do lobo gigante e passou pelos homens e mulheres alegres, além de outros lobisomens, em busca do demi-humano que supostamente tinha derrotado Mauricio.
Enquanto caminhava até lá, não conseguiu deixar de fazer várias suposições diferentes para Michael.
"Como eles fizeram isso? Trapacearam? Não, lobisomens são bons em perceber coisas sob a luz da lua… será que foi um mestre de espada que finge ser iniciante? Não, Eldea teria percebido na hora… COMO ELES CONSEGUIRAM?!"
"Acho que você não estava tão interessado nisso, professor," Michael riu.
"Cala a boca, o que acha?"
Michael deu um sorriso imperceptível. "E se eles despertaram uma Aubilidade?"
Imediatamente, o professor explodiu em risadas.