Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Capítulo 729

Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Michael abriu os olhos e viu-se encarando um teto com pouca iluminação.

Isso... parece familiar, pensou.

"Você está acordado!"

Ele olhou para o lado e viu uma mulher desconhecida sentada bem ao seu lado. Ela usava um colete laranja brilhante e um capacete branco com uma cruz verde pintada na frente.

"Uma... ambulância?" ele murmurou.

"Sim, sou eu," respondeu a mulher. "Acabamos de receber uma denúncia pelo seu relógio de que você teve um infarto muito grave. Vamos levá-lo até a ambulância agora."

Então, ouviu a porta se abrir enquanto dois homens entravam, carregando uma maca grande em direção a ele.

Huh?... o que está acontecendo?

Ele olhou ao redor e viu uma cena que quase lhe causou outro infarto.

Perto dele, estavam suas valiosas coleções de mangás e figuras de anime. Ao lado, seu computador pessoal, ainda ligado, com a tela congelada em uma tela de derrota de um de seus jogos favoritos de tiro em primeira pessoa.

Que diabos?

Era o seu quarto do tempo anterior, antes de ser Reencarnado.

"Senhor! Senhor! Está tudo bem? Vamos levá-lo para a ambulância agora," disse um dos paramédicos.

Mas ele imediatamente balançou a cabeça e respondeu: "Não, obrigado. Estou bem."

Ele se levantou, cambaleando por alguns segundos até finalmente encontrar o equilíbrio.

"Tem certeza, senhor? Parece que ainda precisa de alguns primeiros-socorros," insistiu a mulher.

"Estou bem," ele insistiu.

Ele ainda tentava entender o que tinha acontecido. Quando ingeriu o cogumelo, não esperava se ver de volta na sua antiga sala, exatamente onde parou.

Por um breve instante, pensou que tudo que viveu no Continente Real tinha sido apenas um sonho. A sensação de realismo naquela situação o fez acreditar que tinha tido uma experiência lúcida de quase morte.

Reencarnação, Metropolis, sua família... era surreal acreditar que tudo aquilo era só um sonho.

Ir ao hospital certamente não ajudaria agora. Afinal, ninguém acreditaria quando dissesse que passou 13 anos em outro mundo, onde magia e monstros existiam.

Era só uma experiência alucinógena causada pelo cogumelo, tentou convencer a si mesmo.

[Não pense que me curei.]

De repente, ouviu a voz do Arauto ecoando na sua mente. Não esperava sentir-se tão aliviado ao ouvi-lo naquele momento.

Você ainda está aqui!

[Claro que estou. Achou que tudo tinha sido um sonho?]

Michael ficou envergonhado por admitir que pensou nisso por um breve instante. Mas a presença do Arauto, e consequentemente de Habilidades e magia, significava que tudo que aconteceu no Continente Real era real. Não foi um sonho.

ChatJK5? Você aí?

Porém, a ausência da sua parceira de IA, de confiança, fazia uma falta enorme.

Por que ela desapareceu e você continua aqui? questionou Michael ao Arauto.

[Não sei. Mas, no final das contas, que bom que ela foi embora, né?]

Michael não fazia ideia do motivo de estar ali. Não tinha certeza se aquilo era uma alucinação ou não.

Cegamente, parecia tudo muito real — ele sentiu a pontada de uma agulha enquanto os técnicos de emergência lhe administravam um remédio para melhorar seu estado.

Depois de confirmarem que ele não estava mais em perigo, rapidamente deixaram seu apartamento, deixando-o sozinho.

E agora? Deveria apenas esperar a crise passar?

[Qual a graça nisso? Quero explorar.]

Na verdade, Michael hesitava em sair. Se fosse para sair na rua e ver o mundo real, uma parte dele acharia que não conseguiria retornar ao Continente Real.

Mas as palavras do velho lhe aseguraram que aquilo não aconteceria.

Nada aqui era real.

Ele se aproximou da porta e lentamente saiu de casa.

Ao pisar lá fora, os sons de carros buzinando e de pedestres gritando logo enchiam seus ouvidos.

Acho que algumas coisas não mudaram.

Quando foi reencarnado pela primeira vez, achava que o mundo do Continente Real era rude e simples. Afinal, não tinham avanço tecnológico algum.

Mas, ao ver o mundo real novamente, estava mudando de opinião.

O País do Reencenamento era definitivamente bem mais sofisticado que aquele lugar. Não havia lixo espalhado pelas ruas, ratos rondando as galerias de esgoto, e com certeza nenhum bêbado dormindo no chão.

Então, de repente, sentiu uma vibração no bolso.

BZZT BZZT!

Pegou o celular e viu uma montanha de mensagens não lidas ali dentro.

{Você não vai trabalhar hoje?}

{Estamos lotados aqui. Pode vir?}

{O gerente perguntou se você pode fazer um turno extra.}

Tão longa que já tinha esquecido completamente do seu trabalho.

Claro que ignorou as mensagens. Não ia passar o dia inteiro ali numa cabine apertada.

De repente, ouviu gritos do outro lado da rua. Não eram de medo — eram de entusiasmo!

Viu as pessoas correndo pelas ruas, segurando seus celulares e uma folha de papel onde alguém escrevia uma assinatura.

Ficou na ponta dos pés, espiando através da multidão para ver qual celebridade era que fazia sucesso na rua.

Infelizmente, havia muita gente, e ele não conseguiu enxergar direito.

Se aproximou mais, até ficar na borda do grupo.

E, finalmente, avistou quem era.

Cabelos negros como a noite, pele tão perfeita quanto pérola, olhos brilhando como uma estrela, e lábios tão tentadores quanto uma cereja.

Era Yuna Kim!

Ela estava assinando álbuns de vinil e tirando selfies com os fãs. Apesar de estar cercada por literalmente mil pessoas gritando na sua direção, querendo sua atenção, ela mantinha a compostura e sorria para todos.

Yuna...

Se fosse antes da sua reencarnação, ele ficaria contente apenas de observar de longe, à distância.

Mas agora, queria chegar perto, cumprimentá-la como se fosse uma velha amiga! Ficou tanto tempo sem vê-la desde os dias no Continente Real.

Infelizmente, havia centenas de outras pessoas com o mesmo desejo. Todos querendo chamar a atenção dela, e ele não conseguiria passar por entre elas.

De qualquer forma, não fazia diferença. Ela não era mais a Yuna que conhecera tantos anos.

Começou a se afastar lentamente.

Mas, de repente, percebeu uma mudança no ambiente. Em vez de gritos de excitação, agora havia apenas sussurros e fotos silenciosas capturadas por câmeras, querendo registrar o momento.

Virou-se e viu Yuna parada bem na sua frente.

Era quase impossível enxergá-la por causa dos flashes das câmeras que disparavam ao mesmo tempo. Certamente, seu rosto apareceria nas manchetes e jornais no dia seguinte.

Yuna Kim olhou para ele, com os olhos parecendo confusos. Ela tentava entender onde ou como reconhecia aquele homem.

E, no mesmo instante em que um flash explodiu atrás dela, ela percebeu.

"Michael."

Comentários