Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Capítulo 547

Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Foi uma infeliz coincidência que as palavras do pai ecoassem na cabeça dela.

'É a sua chance de conquistar o coração dele, filha! Aproveite'

Reena deu um tapa na própria cabeça para eliminar esses pensamentos bobos. Só porque sua opinião sobre Michael mudou, não significava que ela estivesse pronta para casar com ele, nem que ele estivesse pronto para casar com ela.

"Você está bem? Precisa de oxigênio?" Michael perguntou, se aproximando para verificar.

Ela rapidamente se afastou dele e balançou a cabeça negativamente com as mãos.

"Estou bem! Estou bem! Pode ficar aí mesmo."

Michael só se preocupava porque percebeu que o oxigênio no ambiente estava ficando perigosamente baixo. Isso explicaria o comportamento estranho de Reena.

Ele precisava criar algo que ajudasse ela a respirar.

Então, levantou a mão e criou um círculo mágico nas mãos. Enquanto sua mana fluía pelas veias e enchia o círculo, uma onda invisível de energia se propagou ao redor.

Era um feitiço simples de busca, destinado a encontrar elementos específicos na terra ao redor. As ondas reverteriam na forma de luz visível assim que encontrassem o que ele procurava.

Em pouco tempo, sua visão se encheu de manchas brilhantes de rocha e solo que iluminavam o escuro estômago do verme.

Ele ficou um pouco preocupado por não haver materiais suficientes, mas felizmente, o verme se enterrava profundo, o bastante para conter metais específicos que ele precisava, como cobre e zinco.

Reena finalmente levantou a cabeça e viu Michael usando feitiços complexos para moldar e dobrar os minerais em dois cilindros finos, um de cobre e outro de zinco.

"O que você está fazendo?" ela perguntou.

Michael sorriu. "Estes são chamados de eletrodos."

Depois que esses eletrodos ficaram prontos, ele só precisou de mais dois ingredientes: um deles era água, facilmente obtida com um feitiço simples de [Bola de Água]."

O outro era um líquido ácido, que já havia no estômago do verme.

Com esses ingredientes, Michael conseguiu improvisar uma eletrólise da água, gerando oxigênio que, por enquanto, poderia ser respirado.

Ele fez uma máscara de respiração simples usando madeira, conectada a um tanque de metal por canudos de folha.

O tanque continha o aparelho de eletrólise, que permitia enchê-lo com oxigênio em forma de gás, para ser inalado com a máscara.

"Experimente colocar isso," ele disse, inclinando-se na direção dela.

"O quê?!—"

Reena ficou nervosa e não conseguiu fugir da máscara de Michael.

"Respire…"

Apesar de ele estar dando instruções sobre como usar a máscara, ela não conseguia entender exatamente o que ele dizia, pois sua cabeça estava cheia de argumentos confusos internos.

Ela tentava negar as palavras que o pai lhe dizia o tempo todo.

Finalmente, teve coragem e respirou fundo de imediato.

E assim que sentiu o ar limpo e fresco na máscara, sua cabeça se clareou instantaneamente. Foi como se tivesse recuperado a consciência após um longo tempo.

Agora, ela segurava a máscara sozinha e continuava respirando o ar nela.

"Respire… O que é isso?... respire…"

"Isso é uma máscara de oxigênio. O motivo de você estar tão tonta aqui dentro é porque falta oxigênio. Com esse tanque, você vai conseguir respirar de novo sem problema."

"Às vezes, pedir ajuda é importante. Isso não diminui quem você é agora," ele disse.

Reena não entendia exatamente o que ele queria dizer, mas os resultados eram evidentes. Ela já não tinha mais aquela vontade de desmaiar a qualquer momento.

Ela não pôde deixar de olhar para Michael com admiração. Ele não só era um gênio das Artes Místicas que conseguia controlar quatro elementos ao mesmo tempo, como também era um gênio da invenção e inovação! Conseguiu criar uma máquina que mudaria sua vida com apenas alguns materiais limitados.

"Essa coisa é muito útil para quem vive em altitudes elevadas. Acho que no futuro vou criar um produto especificamente para eles, para evitar a falta de oxigênio," ele comentou, soltando suas ideias.

"Isso é incrível… você é demais," ela susurrou.

"Obrigado. Agora, você pode ficar aqui enquanto eu vou procurar alguma coisa lá fora."

Reena imediatamente agarrou seu braço. "Do que está falando? Eu quero ir com você."

Michael pensou em seguir sozinho, mas achou que não faria mal ter uma companhia para ajudar. "Tem certeza? Aqui é mais seguro, acho."

Mas, independente do que ele dissesse, ela estava decidida.

" Eu achava que você não queria ser minha aliada ou minha amiga. O que mudou? Você acha que fiquei mais legal agora?" ele brincou.

"Que?! N–não!"

Reena começou a inspirar o oxigênio na máscara mais rápido, nervosa.

"Calma, era brincadeira. Vamos lá."

Ele começou a saltar pelos ilhéus flutuantes do estômago do verme. Reena o seguia de perto, segurando sua máscara de madeira bem próxima à boca.

Por fim, chegaram a uma grande pilha de lixo, do tamanho de uma pequena montanha, no interior do verme. Era composta por madeira levemente decomposta, solo e outros ingredientes naturais que o verme engolira ao longo da vida. Também havia alguns pedaços de armaduras, roupas e armas—provavelmente ingeridos há alguns anos.

Apesar do enorme monte, Michael sentiu uma intuição mais forte ao olhar para aquela montanha.

É aqui.

Ele rapidamente correu até lá, começando a remexer entre os resíduos.

"O que você está procurando?" Reena perguntou, e mesmo sem precisar, ela ajudou Michael a procurar aquilo que ele queria.

Está perto.

Ele fechou os olhos e deixou seu corpo sentir onde o objeto estava. Movimentou-se de forma concentrada, guiado pela própria intuição.

Usando magia, deslocou milhares de quilos de madeira decomposta e solo. Mas o tamanho da pilha deixava muitas áreas a explorar.

Por fim, ele encontrou algo.

À distância, viu algo saindo do solo. Sua cor branca distinta facilitava a identificação entre a terra preta e o solo marrom que compunha aquela pequena montanha.

Ele rapidamente o pegou e sacudiu a terra ao redor.

Era uma forma oval com um bocal e várias pequenas aberturas distribuídas uniformemente ao seu redor.

Reconheceu como uma ocarina.

Um instrumento? Era isso que me chamava?

Mas, ao olhar melhor, percebeu que aquilo não era apenas um instrumento comum. Era uma Relíquia de Mithril![1]

Não esperava encontrar um resto tão único do passado.

Quer dizer que o verme tem milhares de anos?

Claro que a ocarina também poderia ter sido deixada por um humano moderno, há poucos anos atrás.

Para que serve?

A curiosidade levou-o a soprar suavemente o bocal.

E, embora soubesse que não era bom em tocar instrumentos musicais, ainda esperava ouvir alguma nota ao soprar.

Em vez disso, não ouvi nada.

Acho que deteriorou…

Mas foi nesse momento que todo o verme começou a tremer.

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