Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Capítulo 502

Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Essa não era a primeira vez que Claudia ouvia esse tipo de termo em um duelo. Afinal, Metropolis era um território bem regulado. Nem todo mundo pode vender um produto que ainda não foi testado ou certificado por seus padrões.

A duquesa e sua família garantiam a segurança dos cidadãos através dessa rigorosa regulamentação.

Agora, devido à pressão do Desfile e também do leilão, muitas pessoas estavam ansiosas para encontrar produtos melhores para vender ao público em geral, além dos turistas que logo os visitariam.

Muitos sabem que turistas de outro continente vivem vidas completamente diferentes. Assim, os produtos que aqui na Terra Real podem ser essenciais para algumas pessoas, talvez não sejam desejados pelos turistas que os visitam. É bem possível que um produto considerado raro em um continente seja comum no outro, e vice-versa.

Por isso, muitas empresas começaram a desenvolver novos produtos que poderiam atrair esses turistas a comprar de suas lojas.

Agora, surge um problema para muitas dessas empresas. O volume de solicitações de inspeções da família real já passa de dezenas de milhares! São muitos mesmo.

E, como as inspeções levam cerca de um dia, no mínimo, e até uma semana, no máximo, muitas empresas tiveram que aceitar que provavelmente teriam que esperar um ou dois anos para que seus produtos fossem certificados pelas autoridades competentes. Isso seria tarde demais.

Claro que muitos poderiam optar por não submeter seus produtos à verificação. Porém, turistas tendem a preferir comprar de empresas com o selo oficial da Duquesa. Então, ainda assim, a maior parte das pessoas estava bastante desesperada para conseguir a aprovação.

Por isso, muitas companhias entravam em disputa com outras para conseguir uma vaga melhor.

"Desculpe, mas vocês terão que aguardar pelo seu período de análise," disse Claudia, pedindo desculpas ao homem jacaré e ao homem crocodilo.

Os dois proprietários franziram os lábios e cumprimentaram-se amigavelmente.

De repente, Claudia sentiu outro toque no ombro.

"O que foi?" perguntou, um pouco impaciente.

Era um de seus funcionários, que ela presumiu estar prestes a informar sobre mais duas empresas querendo disputar um duelo.

"Senhora Claudia! Está havendo um tumulto na entrada! Alguns dizem que podemos estar sendo invadidos!"

Ela realmente não esperava por aquela notícia. Claudia rapidamente montou em seu cavalo e correu até a entrada da muralha sul, onde já havia uma grande aglomeração nas ruas.

Usando sua autoridade, ela atravessou a multidão e chegou ao ponto mais à frente, onde uma fila de soldados mantinha todos à distância.

"O que está acontecendo?" perguntou a eles.

Um dos soldados saudou e explicou:

"São esses objetos metálicos, senhora!" ele apontou para o horizonte, onde dez objetos metálicos monstruosos corriam em direção a Metropolis em alta velocidade, levantando uma nuvem de poeira atrás deles.

Parecia que estavam sendo invadidos por uma horda de monstros.

"Meu Deus! Onde estão os Magos e os Cavaleiros?"

"Devemos evacuar?"

"De jeito nenhum. Nossos soldados nos protegerão de qualquer ameaça."

À medida que os objetos metálicos se aproximavam, mais pessoas se juntavam ali. Muitos perguntavam por que os soldados permitiam que chegassem tão perto sem fazer nada.

Todos prenderam a respiração enquanto aquela 'legião' de objetos metálicos parava bem na frente do portão.

O que se ouvia eram bocas respirando lentamente e o ronronar dos motores dos veículos.

De repente, a porta se abriu e uma pessoa humana saiu em direção aos guardas.

"O quê?! Não são monstros?"

"Será que são algum tipo de monstro domesticado…"

"Quem são essas pessoas, afinal?"

Muitas perguntas surgiram na multidão. Contudo, os soldados se recusaram a responder qualquer uma delas e continuaram a interagir com o homem que saíra do caminhão.

Após algum tempo, parecia que um acordo tinha sido feito — os soldados cumprimentaram o motorista e começaram a orientar a multidão a se dispersar.

"Por favor, saiam das ruas!" ordenaram. "Os caminhões estão prestes a passar pelos portões!"

Essa única frase do soldado foi suficiente para provocar suspiros e olhares de espanto na multidão, incluindo Claudia. Ela percebeu mais rápido do que os outros, constatando que os objetos metálicos provavelmente tinham a aprovação da família real.

"Com licença! Sem querer ser indelicado, mas por que eles podem entrar em Metropolis? Nunca vi esse tipo de monstro antes," perguntou alguém na multidão.

"Não é um monstro," reforçou o soldado. "Este é um veículo autorizado a entrar nas instalações de Metropolis."

Mais uma vez, todos ficaram chocados. Um veículo?! Era grande demais e parecia pesado demais para ser movido por meios convencionais.

"Quer dizer que esse veículo foi aprovado pela família real?"

O soldado confirmou com a cabeça. "Exatamente."

"Huh? Não vi esse veículo na lista de aprovação. Nunca tinha visto algo assim antes, então não poderia ter sido aprovado tão rápido. Pelo menos um mês de testes nas ruas seriam necessários antes de autorizar."

A pessoa que perguntou era um proprietário de uma empresa — também com um produto aguardando inspeção — e sabia do que dizia.

Essa conversa toda atrasou ainda mais a entrada do caminhão, que ficou parado por um tempo.

O soldado fincou a ponta da lança no chão e exigiu atenção de todos.

"Por favor, não atrasem os caminhões! Foram aprovados pela própria Duquesa!"

Isso gerou ondas de espanto e incredulidade ainda maiores. Não é à toa que não precisou ser testado na rua por um mês. A própria Duquesa deu seu selo ao veículo!

Por causa disso, o caminhão passou a ser algo mais do que uma estranha e misteriosa máquina — virou um objeto de curiosidade intensa por parte do público em geral.

O que poderia haver de tão especial nesse grande veículo que até a aprovação da Duquesa garantiu?

Por fim, os soldados conseguiram guiar a multidão para fora das ruas, levando as pessoas às calçadas.

Assim, os caminhões puderam finalmente entrar nos portões de Metropolis e começar a rodada pelo centro urbano.

Os veículos eram tão altos que intimidavam as carroças e assustavam os cavalos, que relinchavam nervosos.

O peso e o tamanho dos caminhões causavam pequenos tremores ao passar, movendo o solo.

Quando a fila de caminhões passou, todos puderam ver suas cargas por completo.

A estrutura na traseira do caminhão era feita de fios finos cruzados de forma horizontal e vertical, permitindo que as pessoas vissem através dos buracos e vissem o interior.

E ali, tiveram uma primeira visão do que o caminhão poderia fazer.

"Olha! Deve ter umas mil quilos de barras de aço naquele negócio!" disse um rapaz, observando o primeiro caminhão. Ele transportava só barras de aço, nada mais.

"Não acredito! Isso consegue carregar tudo isso?! Como é que está se movimentando?!"

"Levantar isso tudo com carroças levaria pelo menos vinte, mas esse veículo faz tudo sozinho?!"

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