
Capítulo 469
Renascido como o Gênio da Família Mais Rica
Michael tinha autorização para estabelecer sua empresa em Metrópolis. E, após vencer o torneio de classe baixa, agora tinha um espaço para construir sua primeira sede na Rua Principal.
Ele foi até a sede da Associação logo de manhã cedo e visitou Claudia em seu escritório.
"Michael, justo o homem que eu queria ver. Sabe o que anda acontecendo por toda Metrópolis por causa de você?" perguntou Claudia, colocando as mãos na cintura e fitando-o severamente.
"O que foi que eu fiz?" perguntou Michael inocentemente.
"Ah, não sei… talvez seja o fato de que surgiu um gênio único na história de Metrópolis! Todo mundo está falando do garoto que consegue dominar os quatro elementos ao mesmo tempo!"
Eu imaginava que a Torre de Magia já teria interveniente até agora, mas, estranhamente, eles ficaram em silêncio durante toda essa confusão. Você pagou alguma coisa para eles?"
Michael não sabia exatamente do que ela estava falando. Mas, lembrou-se de Seberus dizendo que ele conseguiria fazer a Guilda de Arcana tirar os olhos de cima de Metrópolis. Seja lá o que Seberus fez, funcionou.
"De qualquer forma, agora você é uma das pessoas mais populares de Metrópolis. Para o bem ou para o mal, sua empresa agora está às suas sombras."
Michael não se importava tanto com isso. Afinal, ele já tinha experimentado popularidade em todos os territórios por onde passou, como Kingsbridge e Angora. Mas, nesses casos, sua empresa era o centro de toda a atenção por causa do que inovavam.
"Além disso, ontem, no último dia do festival, muitas vozes insatisfeitas reclamaram que não conseguiam comprar itens na barraca da empresa Reborn."
Precisaram divulgar uma declaração dizendo que sua empresa abriria-logo suas portas para todos os clientes de forma permanente."
"Obrigado. Acho que preciso começar a trabalhar na nossa construção."
Claudia assentiu como uma professora dando aula a um aluno. "Isso mesmo. É melhor agir rápido para colocar sua operação de pé antes da parada."
Não sei exatamente quando será, mas você deve se apressar e estabelecer uma loja em até um mês. Acho que esse prazo é apertado, mas você precisa para acompanhar a parada."
Porém, diferente de Claudia, Michael não se preocupava com o edifício. Afinal, ele tinha concreto ao seu lado. Se quisesse, poderia acelerar a construção em um dia. O que o preocupava mais era o design, e não a rapidez de execução.
"Posso ver o lugar?"
Claudia tirou um pergaminho da sua mesa e o lançou para Michael.
Ele desenrolou o papel e viu um documento oficial referente ao seu novo território em Metrópolis.
"Este é o seu título de propriedade do terreno. Não se preocupe se perder, temos todos os documentos guardados em um cofre seguro", ela disse orgulhosa.
Ele ignorou e guardou o documento em seu inventário de sombras.
"Hum… você tem direito a receber 10% do território da Rua Principal, no distrito de Upperwood. Agora, por causa das regras do torneio, você não pode escolher qual parte da rua vai ficar com você.
Primeiro, o vencedor do torneio de alta classe escolhe, depois o de classe média, e o que sobrar fica com você. Se me seguir, vou te mostrar o seu terreno."
Ela saiu da sede da Associação, com Michael seguindo de perto.
Logo chegaram a uma parte diferente do distrito de Upperwood, bastante distante da Praça do Mercado, onde se concentrava a maior parte das pessoas.
Apenas carruagens e cavalos transitavam por lá, pois não havia calçadas para pedestres.
No entanto, o motivo pelo qual a Rua Principal era tão disputada não era pelos moradores, mas pelos turistas que passariam por ali durante o desfile.
"Este canto da rua agora pertence à companhia Quench. Dicky já mandou fazer a vistoria do local, e o prédio será demolido em breve para atender às necessidades deles."
Toda a rua estava cheia de prédios vazios e abandonados, que antes eram propriedade da Flarecorp.
A maior parte do conteúdo já havia sido removida, mas ainda sobravam algumas placas de madeira, bandeiras rasgadas e uniformes descartados como relíquias deixadas para trás.
"No final da rua fica o seu território."
Caminaram até o fim da Rua Principal, onde viram o que parecia ser um galpão vazio, com as portas abertas. O local estava cheio de caixas e tonéis espalhados pelo chão.
Outro galpão ficava do outro lado da rua, e Michael também era dono daquele.
No geral, Michael ficou bastante satisfeito com o que conseguiu. O espaço parecia pequeno em extensão, mas ele sabia que podia construir para cima se precisasse de mais espaço.
Claro que o lugar ideal seria logo na primeira esquina, que agora era propriedade da Quench. Eles seriam os primeiros a serem vistos pelos estrangeiros durante o desfile.
Mas, além disso, o que tinha mudado de verdade era pouca coisa em relação aos territórios da Rua Principal.
"O que acha? Gostou?" perguntou Claudia, preocupada. "O lugar parece meio sujo, mas, com uma limpeza, serve como uma boa sede. Se quiser, posso te apresentar uma boa empresa de carpintaria que pode reformar esse galpão e deixar do jeito que você quiser."
Ele recusou. "Não precisa. Vou demolir tudo."
Ela o olhou, tentando entender se ele estava brincando.
"Tem certeza? Demoraríamos dois meses para construir do zero. Se quiser acelerar, terá que contratar uma construtora cara que use magia para fazer a obra mais rápido."
"Não se preocupe. Tenho outros planos."
Claudia ficou em silêncio por um instante, antes de ceder. "...Não vou perguntar. Acho que já perdi a capacidade de me surpreender."
Ela percebeu que Michael tinha alguma jogada na manga.
"Enfim, é isso. Se tiver alguma dúvida, não hesite em me procurar."
Justo quando ela ia embora, Michael a segurou pelo braço. "Tenho um favor para te pedir. São quatro empresas que participaram do teste de licença, e quero saber onde elas estão."
…
…
…
Otto, Rhena, Carter e Pedro arrumaram suas coisas e se prepararam para voltar aos seus territórios. Precisavam dar mais uma má notícia à família, assim como no ano anterior.
Mesmo assim, essa experiência não foi tão ruim assim. Apesar de terem perdido no teste, puderam testemunhar algo incrível com Michael e a empresa Reborn.
Sentiram orgulho ao ouvir sobre a conquista de Michael. Ficaram felizes por ele e pelo futuro na cidade.
Enquanto sua carruagem deixava os portões de Metrópolis, eles não puderam deixar de olhar para trás, com saudade daquela metrópole.
E foi nesse momento que viram um garoto de cabelo dourado parado atrás deles.
"Michael! Por que você está aqui?" perguntou Otto, descendo da carruagem para saudá-lo.
"Só vim te fazer uma pergunta."
"Qual é?"
"Estou te oferecendo uma chance de estabelecer suas empresas no meu território. Não é em Metrópolis, mas garanto que você terá uma vida melhor lá."