
Capítulo 476
Renascido como o Gênio da Família Mais Rica
Max ficou realmente surpreso ao ouvir aquilo. Sabia o quão difícil era obter uma licença comercial em Metrópole. "Nossa. Ele deve ser extremamente talentoso para conseguir abrir uma subsidiária do pai."
"Eu não faço parte dos negócios da Vanderbilt," corrigiu Michael. "Reborn não tem nenhuma ligação com a empresa Vanderbilt."
Os olhos de Max demonstraram confusão, não esperando ouvir isso de Michael. Afinal, aos seus olhos, a única forma de uma Vanderbilt ter sua própria empresa era se Yze a tivesse presenteado. Foi assim que ele conseguiu a filial Vanderbilt aqui em Metrópole.
"Como isso é possível?" perguntou sinceramente.
"Ele construiu a empresa todo por conta própria," explicou Bart. "Não recebeu ajuda do pai."
Ao ouvir isso, Max não pôde deixar de olhar para Michael com uma nova percepção.
Construir uma empresa do zero era uma coisa. Mas criar uma que conseguisse passar no teste de licença em Metrópole era uma coisa completamente diferente!
Michael tinha apenas a idade do seu próprio filho, e já tinha conquistado algo que adultos nem sonhavam em fazer. Era inacreditável.
"Vou admitir que não sou tão bom em negócios, mas se precisar de ajuda ou tiver alguma dúvida, farei o possível para ajudar você. Tenho bastante conhecimento sobre Metrópole que certamente pode ser útil."
A oferta de Max era sincera. Michael sentia isso. O homem parecia verdadeiramente orgulhoso de uma Vanderbilt tão jovem como Michael ter conseguido tanto.
Isso fez Max se sentir bem, ter alguém da linhagem Vanderbilt que não fosse uma decepção para o legado de Yze.
"Você é da região dos Kings, certo? Aquele lugar não é governado por Duelistas, então, quando for desafiado para um duelo, tome cuidado antes de aceitar. Algumas pessoas têm... talentos... que não podem ser explicados pela física ou magia."
E se precisar de ajuda, pode solicitar assistência no prédio da Associação, que fica ao sul daqui. Pode procurar a Claudia Montgomery. Sei que meu nome já não tem mais peso em Metrópole, mas, quem sabe, o nome Vanderbilt seja suficiente para ela te reparar."
"E então você deveria…"
Max começou a falar sobre todas as regras e recomendações de Metrópole. Dava alertas e dicas a Michael, sabendo que ele tinha conseguido sua licença recentemente.
"Quanto ao seu território, devia procurar um bom local o quanto antes. Perdemos muita terra, mas ainda temos uma pequena faixa nas cercanias da muralha. Se quiser, posso te dar como território inicial."
Michael ficou realmente tocado ao ver que Max estava oferecendo terra para ele. Apesar de estar endividado e aos poucos perdendo seus territórios, Max ainda tinha a gentileza de oferecer uma parte de terra em Metrópole. Agora, essa terra era bem pequena e de pouco valor, mas o que vale é a intenção.
"Está tudo bem, tio Max. Eu cuido disso."
Bart tocou o ombro de Max. "Não se preocupe. Meu filho sabe o que faz."
Max acabou cedendo. Percebeu que tinha ficado empolgado demais em compartilhar seus conhecimentos, porque não queria que Michael repetisse os mesmos erros que levaram à derrota deles no final.
"Tio Max, por que você está aqui?" perguntou Michael.
Max lembrou-se do motivo de sua presença e imediatamente ajustou o terno formal e arrumou o cabelo.
"Estou aqui para uma reunião com Barnaby. Ele é o dono desta casa de leilões," disse Max, sentando-se numa cadeira enquanto, de forma inconsciente, batia o pé no chão para aliviar a ansiedade.
"Você quer participar do leilão?" perguntou Michael.
Max assentiu. "Não como comprador, mas como vendedor. Preciso dinheiro desesperadamente para manter minha casa. Por isso, essa reunião com Barnaby precisa correr bem."
"Por que você está tão nervoso? Não é apenas um leilão?" perguntou Bart.
"O problema é que o leilão do Barnaby é uma organização de prestígio. Eles não deixam qualquer um participar. Seja como vendedor ou comprador, é preciso estar em uma classificação alta o suficiente para entrar."
"Mas somos Vanderbilt," argumentou Bart. "Não deveria ser suficiente?"
"Eu já fui uma das maiores empresas de Metrópole. Mas isso é coisa do passado. Nossa classificação caiu desde que assumi esta filial."
E agora, nem tenho certeza se o Barnaby vai aceitar que eu venda algum item no leilão."
Michael entendeu por que Barnaby exigia um certo ranking para participar dos lances. O que ele não compreendia era por que também colocavam essa limitação para quem vendia itens. O critério deveria ser o próprio item, e não a empresa que o vende.
"Desde que seja valioso o suficiente, por que eles não aceitariam?" perguntou Michael.
"Barnaby é bastante exigente com os itens," explicou Max. "Ele só quer o melhor dos melhores. Não basta apenas ser valioso. Os itens precisam ser únicos, estranhos e algo que não possa ser comprado em qualquer lugar."
Ele exige uma classificação alta para os vendedores porque também comercializa a marca do item. As pessoas pagam mais caro se souberem que aquele item vem de uma empresa de prestígio."
Enquanto Max explicava tudo isso, de repente ouviram o som de passos pesados subindo a escada.
"Ah, lá vem ele," sussurrou Max.
Os passos ficaram mais pesados até que o próprio homem apareceu no segundo andar.
"Senhor Barnaby! É um prazer vê-lo," cumprimentou Max, inclinando-se quase a um ângulo de 90 graus.
Barnaby era um homem grande. Bem acima do peso.
Obeso — simples assim.
Cabelos calvos e um jeito de andar com uma leve pinguela, que o fazia caminhar de forma estranha. Chegava a precisar de um cajado de madeira para ajudá-lo a andar normalmente.
"Max!" cumprimentou Barnaby. "Olha, sei que você marcou uma reunião comigo hoje, mas acho que vou precisar cancelar."
"Adoraria falar sobre aquele item que você quer vender, mas, infelizmente, surgiu algo que demanda toda a minha atenção."
Max levantou uma sobrancelha. Barnaby nunca cancelava compromissos. Sempre puntual ao seu próprio horário. Algo de muito importante certamente aconteceu para ele agir assim.
"Aconteceu alguma coisa?" perguntou Max a Barnaby.
"Na verdade, sim. Acabei de encontrar uma pedra preciosa! Uma verdadeira raridade que ainda não foi vista em Metrópole."
"Você não entende, Max. Quero isso no meu leilão! Vai ser o assunto do momento na cidade. Vai chamar atenção de todo mundo, quem tiver olhos e ouvidos."
Max ficou interessado. "Sério? Então vai ser ótimo para seu leilão."
Barnaby mordeu o lábio. "Vai, sim. Mas isso se eu conseguir encontrar o dono! Max, se ouvir falar de uma carroça de metal estranho, que corre mais rápido que um cavalo, me avise imediatamente e eu te recompensarei generosamente."
"Esse negócio é rápido e, pelo que percebo, não precisa de cavalo para puxá-lo. As possibilidades são infinitas, especialmente na área de entregas!"
Max balançou a cabeça. "Desculpe, não sei de nada disso."
Barnaby bateu os dedos, desapontado. Sabia que era uma esperança remota, mas estava desesperado por uma resposta.