Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Capítulo 474

Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Michael não queria fazer essa jogada, mas tinha que fazê-la para tirar os pais de cima dele.

"Mãe… por favor, não me deixe passar vergonha na frente da Claudia."

Bart e Lylia trocaram olhares e, em seguida, deram uma espiada na famosa Claudia Montgomery.

"Ah, certo, sua tia-avó. Entendi, entendi. Então, é melhor você parecer mais maduro e independente," disse sua mãe,

piscando para ele.

"Vamos lá falar com ela e nos apresentar?" perguntou Bart.

"Ótima ideia!" aprovou Lylia.

Michael tinha um pressentimento ruim, então fez uma jogada para distraí-los e evitar a vergonha.

"Mãe, pai. Vocês sabiam que temos parentes aqui?"

Assim que mencionou isso, Bart ficou sério e assentiu. "Sim, Michael. A filial Vanderbilt em Metrópoles foi herdada pelo meu irmão mais velho, Max."

"Vocês eram próximos?"

"Somos mais conhecidos do que amigos. Eu sou o filho mais novo do seu avô, enquanto Max é o quinto filho. Ele nasceu muito antes de mim, e recebeu mais responsabilidades e heranças."

Lembrei de olhar da minha janela, observando ele e meus outros irmãos mais velhos brigando no nosso pátio. Sempre achei eles muito legais. Mas tenho quase certeza que ele não se lembra de mim. Nem sei se ele me conhece."

"Com seu pai tendo cento de irmãos, não é estranho que a maioria deles nem se fale, né?" acrescentou Lylia.

Michael achava triste irmãos não se conhecerem, mas fazia sentido. Se Max fosse o quinto filho de Yze, provavelmente recebeu muitas responsabilidades ainda criança. Talvez nunca tivesse tido tempo para interagir com outras pessoas.

"Vocês encontraram com eles aqui?" perguntou Bart.

"Não, só ouvi falar deles com o Jimmy."

Curioso, Bart perguntou: "Como assim?"

"Disseram que os negócios Vanderbilt aqui estão passando por dificuldades. Estão atolados em dívidas e lentamente perdendo seus bens em Metrópoles."

"Que horrível," suspirou Lylia.

Bart respirou fundo e assentiu. "É o jeito da vida. Às vezes, vencemos, às vezes, perdemos. Agora é uma era diferente, em que a juventude está crescendo aos poucos e derrubando a hierarquia atual. Eu mesmo vivi isso quando fecharam meu negócio."

Bart bateu brincando na cabeça de Michael.

Mas era verdade. Os Vanderbilt na região de Kings foram completamente destruídos quando a empresa Reborn assumiu o comando.

"Pai, quer que eu vá ajudar eles?" perguntou Michael sinceramente. Na verdade, não planejava, mas se o pai pedisse, provavelmente aceitaria.

Porém, Bart recusou. "Não, filhão. Nós Vanderbilts somos orgulhosos. Não aceitamos caridade, mesmo passando por dificuldades. Essa é uma lição que seu avô nos ensinou desde pequenos."

"Então, pelo menos, devíamos visitá-los?"

"Acho uma ótima ideia, querida!" afirmou Lylia, batendo no braço do marido.

Por fim, Bart concedeu. "Acho que devemos."

É um gesto de cortesia encontrar os parentes. Embora, Michael estaria mentindo se dissesse que não tinha um motivo oculto para isso.

Segundo Jimmy, os Vanderbilt estavam tão endividados que precisaram vender suas terras só para pagar as dívidas.

Que desperdício.

Ao invés de vendê-las a outras pessoas, poderiam vendê-las a ele! Já que eram parentes, daria até um preço alto para comprar o restante das terras em Metrópoles. Seria uma situação vantajosa para ambos!

Enquanto todos se ajustavam ao novo esconderijo, Michael e seus pais deixaram sua sede e partiram em direção à suposta propriedade Vanderbilt em Metrópoles.

Jimmy já fez algumas buscas e encontrou a mansão com relativa facilidade. E, felizmente, não ficava muito longe da Main Street. Era preciso cerca de dez minutos de carruagem puxada por cavalos.

Ao chegar lá, Michael olhou pela janela e viu uma mansão relativamente grande.

O projeto parecia antigo e um pouco fora de moda comparado à arquitetura moderna do restante de Metrópoles. Segundo a estimativa de ChatJK4, parecia que a mansão tinha quase cem anos. Isso significava que ela não tinha sido reformada ou redecorada em todos esses anos.

Ela poderia parecer uma relíquia vintage do passado, mas o evidente desgaste a tornava escura e abandonada. A tinta nas paredes estava descascada, as grades de metal enferrujadas, e até pequenos buracos no telhado, que certamente vazariam água na estação chuvosa.

Esse lugar parecia cenário de filme de terror.

"Este lugar… está horrível," sussurrou Bart.

"Querido! Isso é rude. E se ouvirem você?"

Isso parecia improvável, já que Michael não percebeu sinais de movimento dentro ou fora da casa. E, mesmo usando sua Habilidade Suprema, mal detectou assinatura de mana de Luz de dentro. Normalmente, uma mansão assim precisaria de umas cem pessoas trabalhando nela. Mas agora, sobravam menos de dez.

Michael foi até o portão e bateu três vezes. Não obteve resposta.

Ele teve que recorrer à magia. Um círculo mágico apareceu na frente de sua boca enquanto ele lançava um encantamento de amplificação sonora.

"Alô? Tem alguém aí?"

Foi só então que as pessoas no interior se viraram para olhar na direção da entrada. Mas, estranhamente, simplesmente o ignoraram.

Michael viu eles virarem a cabeça fisicamente ao ouvir seu grito, mas optaram por tapar os ouvidos deliberadamente.

Curioso, olhou para sua sombra e pediu que seu fiel slime ninja fizesse uma investigação.

"Fudge, consegue ver o que está acontecendo lá dentro? Por quê eles não estão respondendo?"

O slime violeta saiu da sombra dele e pulou imediatamente nos braços de Lylia.

"Mestre, o mordomo acha que somos agiotas, por isso eles não respondem às suas chamadas," disse Fudge, aconchegando-se confortavelmente no peito de Lylia.

"Foi rápido demais."

Fudge era um ninja bom, mas não tanto assim.

"Ah, eu já espalhei meus clones quando chegamos. Hehe!"

Não esperava menos de Fudge, o fofoqueiro atrevido.

Estava prestes a repreender o slime, quando a porta da frente da mansão se abriu repentinamente, e um homem de terno tradicional caminhou rapidamente na direção do portão.

"Com licença, mas meu patrão ainda não decidiu se vai vender o lugar," pediu o mordomo com respeito. Já tinham recebido algumas propostas pelo imóvel, mas esperavam que a situação melhorasse para não precisar vendê-lo.

"Não estamos aqui por isso," disse Michael.

"Ah, nem… posso saber quem são e por que bateram na nossa porta?"

Bart avançou e tirou algo do bolso da jaqueta.

Era um medalhão dourado com o brasão da família Vanderbilt, algo que todos os Vanderbilts recebiam ao nascer.

O mordomo se aproximou e examinou o medalhão. Inspecionou não só sua autenticidade, mas também o status familiar de quem o portava.

Seus olhos se arregalaram ao perceber que Bart era um descendente direto de Yze!

"Peço desculpas pelo ocorrido! Não sabia que um Vanderbilt iria nos visitar."

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