
Capítulo 427
Renascido como o Gênio da Família Mais Rica
Claudia imediatamente abriu passagem pelo meio da multidão e verificou aquela 'caneta esferográfica' de que todos estavam falando.
E quando a recepcionista começou a escrever no papel sem usar tinta, ela não conseguiu acreditar no que estava vendo. Chegou a pegar o papel e tentou limpar as mãos ao longo das palavras escritas. Surpreendentemente, não ficou nenhuma mancha!
"Isso é incrível. De onde você conseguiu isso?"
A recepcionista olhou para a entrada do prédio. "Foi aquele garotinho de cabelo dourado de antes. Ele me entregou."
"É do Michael...," murmurou Claudia surpresa.
Essa caneta esferográfica seria considerada um tesouro aqui em Metrópolis. E o fato de Michael tê-la entregue voluntariamente a uma recepcionista como um presente bacana significava que ele tinha muitas dessas em estoque.
Observando o emblema de 'Reborn' na caneta, Claudia percebeu que provavelmente aquilo era algum produto que a empresa de Michael vendia!
"Então é isso que fez a empresa dele alcançar a 450ª posição no ranking mundial," ela percebeu.
Com esse tipo de inovação em impressão e escrita, ela finalmente entendeu como uma empresa da região mais baixa do Queens conseguiu tanto em tão pouco tempo. Com essas canetas, ela sabia que Michael tinha chances de conseguir aquela licença.
…
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Enquanto isso, Michael teleportou de volta para a sede para reunir sua equipe.
Como esperado, Castelle e Sheina resolveram tudo rapidamente, sem dificuldades. Ambas prepararam uma coleção de itens que podiam vender nos estandes. Esses itens ajudavam as pessoas no dia a dia, melhorando sua qualidade de vida. Coisas como óculos, relógios, fósforos e outros pequenos objetos eram seus maiores sucessos de venda.
"Para facilitar, chefe, pedimos que as Sombras transportassem esses itens direto para Metrópolis. Mesmo de carro, levariam semanas para chegar," disse Sheina.
Michael não se importou, e se fosse preciso, ele mesmo teria feito o transporte.
Depois, saiu da sede e entrou no armazém ao lado, onde Kong e os engenheiros criavam os protótipos dos projetos que ele tinha mandado fazer.
E agora, parecia que já tinham concluído o caminhão de feira móvel que usariam em Metrópolis.
"Uau… vocês capricharam," elogiou-os.
Normalmente, os estandes deste mundo eram feitos com materiais básicos, como madeira e outros materiais leves. Como seriam móveis, não usaram metais na construção.
O que Kong e os engenheiros fizeram foi algo bem parecido com aqueles caminhões de comida de eventos — equipado com gerador, luzes e até uma cozinha completa.
Além disso, eles reaproveitaram um Caminhão Automobilístico de sucata, para que pudesse ser dirigido a qualquer lugar, mesmo sendo pesado.
"Chef! O que achou?" perguntou Kong, com o rosto cheio de expectativa.
Michael assentiu, aprovando o trabalho deles. "Boa trabalho," disse. "Felizmente, as regras não disseram nada sobre o tamanho do estande. Desde que possa ser desmontado e guardado todo dia, está valendo."
Provavelmente, estabeleceram essa regra porque nunca imaginaram que Michael iria trazer um caminhão inteiro como estande.
Depois, inspecionou o interior, que tinha um espaço que parecia uma sala de estar. Uma geladeira enorme, utensílios de cozinha e, claro, várias mesas e bancadas para expor os produtos.
"Perfeito," afirmou.
Ele não pretendia vender só coisas comuns. Planejava vender alimentos também.
Como a licença dependia do número de vendas em uma semana, Michael percebeu que um fast food barato e viciante era a fórmula do sucesso. Diferente de óculos ou relógios, as pessoas podiam comprar comida todo dia!
Mesmo assim, ele ia aproveitar o amplo espaço do estande. Iria vender de A a Z.
O melhor de tudo era que, como ficaria responsável por esse estande durante todo o período, poderia simplesmente teleportar os itens que precisasse vender.
Ele planejava montar uma grande vitrine com tudo o que vendia. Um de cada, para exibir tudo.
E, quando algum cliente quisesse comprar algum item, ele usaria discretamente suas sombras para retirá-lo dos armazéns em Angora ou na Nação de Reborn!
As regras não estipulavam limite sobre o que poderia ou não vender. Mas, certamente, eles nunca imaginaram que um tal de Michael iria vender centenas de itens num único estande!
Quanto ao próprio estande, ele usaria para a parte de alimentos das mercadorias. A razão de os fast foods do mundo antigo serem tão populares é que as pessoas podiam ver exatamente como eram feitos. Então, usaria isso a seu favor para atrair clientes.
"Obrigado pelo esforço de vocês, pessoal. Ficou sensacional," falou aos engenheiros.
"De nada, chefe!"
…
…
Com as preparações do estande finalizadas, sobrava uma última coisa para resolver.
Ele fechou os olhos e buscou uma pessoa específica em toda a sede. Assim que a localizou, rapidamente se teletransportou até lá.
Surgiu das sombras, com a pessoa à sua frente sem perceber sua chegada.
"Hum… você tem alguma coisa para me dizer?" perguntou a Yuna.
Yuna virou de costas e imediatamente colocou uma expressão 'inocente'. "O… o que? O que você quer dizer haha?"
Michael suspirou. "Por que você não me contou que sua tia era responsável pela associação? Ela é difícil de lidar. Me bombardou de perguntas e mais perguntas."
"Ah…haha…ha…"
Yuna tentou disfarçar o constrangimento com uma risada, mas, no final, acabou cedendo.
"Desculpe. Mas, se você soubesse que ela era minha tia, teria me convidado pra ficar com vocês. E, como você disse, ela é bem difícil de lidar."
Michael cruzou os braços. "Resumindo, você me entregou para o lobo?"
"É por um bom motivo," insistiu ela. "Se eu tivesse ido com você, ela teria sido bem mais difícil de lidar. Pode confiar. Ela não pararia de falar sobre neutralidade e essas coisas."
"Ela já falou comigo sobre isso," disse Michael.
"Ah… hee hee!"
Yuna inclinou a cabeça, apertou os olhos e tocou o dedo na bochecha, numa pose típica dela do passado. Era aquele tipo de pose que poderia fazer uma arena inteira aplaudir de pé.
Michael, por mais que tentasse, não conseguiu deixar de ser influenciado por esse feitiço 'psíquico'.
Ele rapidamente se virou, escondendo seu rubor.
"De boa, de boa. Na próxima, fala com ela pra ela não fazer mais aquelas perguntas," ameaçou.
Yuna concordou prontamente. "Pode deixar! Prometo que sim."
Ela saiu pulando do cômodo, feliz, com as mãos atrás das costas.
Enquanto isso, Michael ficou lá, enxugando a testa e pensando: 'quase que deu ruim.'