
Capítulo 414
Renascido como o Gênio da Família Mais Rica
Com o passar do tempo, cada vez mais pessoas se converteram à religião da Donzela de Ferro.
Não só isso, mas à medida que a Flarecorp foi pressionada pelos Legados a parar suas ações hediondas de conquista, mais a Flarecorp intensificava seu controle sobre a cidade de Batoque.
Isso significava que mais cidadãos se sentiam irritados com o modo como a Flarecorp os tratava. Isso só os impulsionava ainda mais a buscar refúgio na nova religião da Donzela de Ferro, que prometia um paraíso de metais livre das dificuldades que a Flarecorp tinha causado a eles.
Eventualmente, eles reuniram membros suficientes para uma rebelião. Tudo o que precisavam agora era de um sinal antes de surgirem das sombras e invadirem os portões do castelo. Estavam determinados a expulsar a Flarecorp de sua cidade. Não importava se precisassem lutar contra milhares de soldados para isso.
"Então, o povo acredita que a Donzela de Ferro vai ajudá-los a alcançar o sucesso na rebelião?" perguntou Michael a Fudge, que ele sabia ser o cérebro por trás de tudo isso.
"Sim, mestre."
"E essa será a nossa? Que coincidência..."
"Hahaha…sim, Mestre."
"E o que vocês fariam se não aparecêssemos?"
Fudge se manteve ereto, com orgulho. "Eu teria pedido para vocês ajudarem-os, mestre!"
O slime ninja não estava errada. Michael certamente apoiaria uma rebelião contra a Flarecorp em algum momento de sua expansão na região das Rainhas. Ele só não gostava que Fudge tivesse que usar a religião para isso.
"O que eu te disse, Fudge? Sem ilusões para fazerem acreditar em algo que não é real."
Fudge estendeu suas mãos esponjosas, tentando demonstrar inocência. "Eu não fiz isso, mestre! Eu só — quero dizer, o sacerdote falou que a Donzela de Ferro é real. É verdade, ela apareceu. E quem pode dizer que ela não era uma deusa?"
Michael suspirou. Tecnicamente, Fudge tinha razão. E, desde que ele não tivesse enganado ninguém ou feito algo assim, a religião que acreditassem não era problema dele.
"Tudo bem," ele disse, tentando passar adiante o assunto. "Então, vamos aparecer na cidade de Batoque e dar início à rebelião. Depois, usaremos o caos para caçar a Flarexis."
Fudge assentiu, com entusiasmo crescendo em seu rosto. "Sim, sim, mestre! Plano perfeito!"
"Hehehe! Sim! Outra missão, o que significa mais tempo longe da minha irmã!" disse Jaku, cruzando os braços com os outros em comemoração.
"Espere," ele falou com o grupo. "Devemos envolver todos no plano. Vamos precisar de toda ajuda possível."
"Ahhh!"
"Fudge, volte lá e conte para eles," ordenou Michael.
Justamente nesse momento, ouviram o farfalhar da grama ao lado.
"Já é tarde demais. Já sabemos," disse Yuna, vindo caminhando com as outras garotas atrás dela.
"Querida. Estou muito desapontada por você ter ido para uma luta perigosa sem me avisar," reclamou Lylia, fazendo bico.
"Mãe..."
"Hum...Senhor Michael, é altamente aconselhável que me informem sobre qualquer mudança na sua rotina. Afinal, sou sua secretária," disse Sheina, com um sorriso neutro no rosto. "E vocês, meus irmãos... vamos conversar mais tarde."
Jaku e Zion sentiram seusespinhos arrepiando-se. Pareciam que suas vidas estavam em risco!
"Como vocês souberam que estávamos aqui?" perguntou Michael.
Yuna apontou atrás deles, onde os dois chefes de Tribo Orcs Sombrio estavam de joelhos no chão. "Sua mãe é muito persuasiva," ela disse.
"BU TO TO! Perdoe-me, chefe!"
"RAH TA TA! É uma vergonha, mas não tivemos escolha! Ela... ela é uma monstra!"
Michael nem queria saber o que sua mãe havia feito para transformar aqueles orgulhosos Orcs nessa situação.
Mas já que eles estavam ali, de qualquer jeito, tudo bem.
Não perdeu tempo e explicou a situação.
"Enfim, aqui está o plano," disse a eles.
…
…
…
Eventualmente, todos se encontraram transportados para dentro das próprias muralhas de Batoque, poucos minutos após a reunião inesperada.
E como Fudge já tinha espalhado seus clones por todos os cantos da cidade meses antes, Michael conseguiu usar sua habilidade de transporte de sombras para envolver todos e teletransportá-los para o clone de Fudge em Batoque.
Michael abriu os olhos e, imediatamente, viu que estavam no centro da praça da cidade.
E em todos os lados, via fogo consumindo casas e construções em chamas. fardos de feno pegando fogo, pontes desmoronando, uma enorme nuvem de fumaça se acumulando no ar.
Não só isso, mas a luta acontecia por toda parte. Civis comuns, vestindo apenas armaduras de couro e carregando foices, enfrentavam soldados blindados, todos ostentando a insígnia característica da Flarecorp.
O surpreendente era que os soldados estavam perdendo! Ao redor, via os corpos de soldados da Flarecorp derrotados e quase nenhum civil entre eles.
Parece que a revolta já havia começado, e eles estavam vencendo também.
"O que aconteceu, Fudge? Achei que você fosse esperar até que chegássemos para começar a rebelião," perguntou Michael.
Fudge fechou os olhos por um instante enquanto se conectava com os milhares de clones espalhados pela cidade. Não demorou a descobrir o motivo do início precoce da revolta.
"Mestre, alguém chegou mais cedo do que nós. Já estão na porta do castelo, tentando derrotar a Flarexis e acabar com seu governo tirano em Batoque!"
Michael tinha uma ideia de quem poderiam ser.
Deve ser dos Legados, que estavam em Metrópoles.
As atrocidades que a Flarecorp cometeu em Batoque foram tão graves que os Legados formaram uma coalizão, uma aliança temporária entre todas as suas empresas para tentar cessar os atos de maldade que Flarexis vinha praticando.
Olhar para trás e pensar, Michael devia ter sabido que estava atrasado para a festa. Afinal, um vice-líder como Arsonny não teria sido enviado com apenas 500 soldados se Flarexis já estivesse sendo atacada pela coalizão dos Legados.
Era uma ocasião de celebração, sem engano. Afinal, a população de Batoque finalmente estaria livre do governo opressor da Flarecorp. Além disso, a ameaça à Cidade de Angora finalmente seria destruída, e Michael poderia expandir seus negócios sem problemas.
No entanto, Michael não conseguiu deixar de sentir-se um pouco excluído.
Na verdade, ele queria ser aquele que derrotasse Flarexis. Mas, infelizmente, alguém já tinha levado a dianteira.
"Espera aí, isso quer dizer que a gente não vai lutar?" reclamou Zion.
"Não seja insensível," disse Sheina, dando uma palmada nele.
Enquanto o jovem Dragonborn ficava pensativo por não poder lutar, Lylia aproveitou para fazer uma boa ação misturada com publicidade.
"Tem muita coisa que podemos fazer," ela disse. "Por exemplo, podemos ajudar os feridos!"
Ela se aproximou dos civis no chão e começou a usar magia de cura da terra sobre eles. "Não se preocupem. Meu filho Michael vai consertar tudo isso e construir um lugar melhor!" ela prometeu.
Michael bateu a cabeça, frustrado. Essa não era hora de ficar fazendo isso, mãe!
"Sim, sim! A Donzela de Ferro ajudou a melhorar a sua sorte, queridos cidadãos!" declarou Fudge. "Louvado seja!"
Até Fudge saiu do controle.
Michael queria repreendê-los, mas tinha outras preocupações.
Apesar de todos fazerem o possível para ajudar os feridos, ele não conseguiu deixar de olhar na direção do castelo ao longe. Mesmo daqui, sentia os ecos de uma batalha. E não era uma batalha qualquer, mas uma luta entre Magnéticos!