Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Capítulo 359

Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Kong e os demais engenheiros removeram o véu de seu produto, mostrando uma grande coluna com uma espécie de donut no topo.

Michael já tinha visto aquilo antes.

Era uma bobina de Tesla, pensou consigo mesmo.

"Com esse objeto, podemos invocar raios e eletricidade sem usar mana!"

Kong pressionou a alavanca, e a bobina tilintou enquanto começava a gerar energia. Logo, a primeira descarga elétrica atravessou o ar, chegando quase ao teto!

Não demorou muito para que arcos de eletricidade saíssem das bobinas, demonstrando seus poderes elétricos assustadores.

"O que acha, senhor? Ficou bom, né?!"

Michael sorriu. "Está perfeito", disse ele. "Conto com todos vocês para montar o experimento na floresta."

"Muito bem, chefe. Estamos prontos", disse Kong, com os outros engenheiros assentindo com a cabeça.

Com um simples estalar de dedos, a sombra sob os pés de Michael começou a se expandir e envolver os engenheiros.

Uma escuridão tomou conta do entorno deles, durando apenas um segundo, antes de recuar e voltar para a sombra de Michael.

Os engenheiros rebornianos tropeçaram pra frente, quase caindo, ao aterrissar na terra irregular do solo da floresta.

"É aqui que nossos cobaias vão chegar. Quero que vocês construam uma ferrovia simples daqui até aquele penhasco ali…"

Michael deu todas as instruções sobre onde montar a pista experimental. Também liderou os trabalhadores da Golden Road, fazendo com que levantassem toda a carga pesada para garantir que a construção ficasse pronta antes que os bandidos chegassem.

Enquanto isso, ele voltou ao forte e se reuniu com seus companheiros.

"Broder Mike… não dá para a gente sair logo? E se as meninas já prenderam alguns bandidos até agora?" disse Zion, balançando o punho para demonstrar entusiasmo.

"Quero descansar, mas concordo com o Zion. Preciso daquele mês de sono, então temos que agir agora", disse Jaku, de forma incomum, em pé, sem bolsas sob os olhos.

"Haha... não sabia que a gente podia ganhar um prêmio! E aí… hm… no que estávamos entrando mesmo?"

"Mestre, vamos virar ninja!" disse Fudge, criando sua nova frase de efeito.

"Isso não funciona", respondeu ele a Fudge, que ignorou.

"Mas eu concordo com vocês. É hora de jogar. Aqui está o plano: Fudge, você vai atrair eles pra cá enquanto Zion…"

Logo, uma tropa inteira de Bandidos DogFolk partiu de seu acampamento rumo ao forte de Reborn.

Todos eles se orgulhavam de seus sentidos extraordinários, alguns naturais e outros aprimorados por habilidades inatas. Isso lhes dava vantagem contra inimigos, permitindo que soubessem a localização exata das presas antes mesmo que elas percebessem a presença deles.

O grupo era composto por todas as espécies de cães: os labrador-man, os beagle-man, até chihuahua-man. Contudo, eram liderados pelo ápice de todos os DogFolk, o Homem-Lobo.

Esse homem-lobo era parente próximo dos ferozes lobisomens, motivo pelo qual os homens-lobo eram temidos por sua força física e velocidade superiores a todos os outros DogFolk.

Esse homem-lobo tinha o nome de Jacob, e possuía um cultivo assustador de 6 estrelas, que lhe conferia alta autoridade dentro do grupo Bastard Bandit.

"Jacob, estou sentindo eles. Humanos…", relatou um dos Bloodhound-man.

Todos os demais bandoleiros DogFolk levantaram as cabeças e cheiraram o ar, identificando um grupo de humanos ao longe.

Conseguiam seguir o menor indício de fragrância como se tivessem uma linha visível que conduzisse até a fonte.

"Vamos atacar!" gritou Jacob para os outros homens.

Toda a tropa, formada por cerca de vinte bandidos, correu pelo bosque de quatro patas, seguindo a fragrância única de humanos no ar.

Não demorou para que vissem os sinais de calor de alguns humanos reunidos em grupo.

O fato de não haver calor intenso nos corpos indicava sua fraqueza. Eram humanos comuns, sem nenhuma habilidade de luta. E, pelo fato de estarem construindo algo com as mãos, era seguro concluir que tinham encontrado alguns engenheiros rebornianos indefesos!

"Haha, carne fresca", disse Jacob, lambendo os lábios. "Vamos caçar esses humanos! Precisamos vingar o sumiço dos nossos irmãos!"

"AURO! AURO! AURO!"

Em poucos segundos, a alcateia de DogFolk cercou o grupo de humanos sem dificuldades. Nem parecem que lutaram de verdade.

"AWOO!" berrou Jacob. "Vocês são rebornianos, não é?"

Os engenheiros balançaram a cabeça, levantando as mãos para provar sua inocência. "Primeiramente, quero pedir desculpas. E agradecer pelo sacrifício de vocês."

Jacob inclinou a cabeça, incapaz de compreender as palavras humanas. Eles deveriam estar sentindo medo neste momento, mas não havia suor excessivo em seus corpos.

"Kukuku… acha que alguém vai vir te salvar?" zombou Jacob. "Não tem ninguém aqui!"

Seu grito ecoou na floresta. A ausência de resposta reforçou seu raciocínio.

Mas, ao invés de se encolherem sob seu uivo, os engenheiros humanos apenas pegaram suas canetas e começaram a escrever furiosamente em seus cadernos.

"Com licença, mas quantos de vocês são agora?" perguntou um dos engenheiros.

"Alguém aqui tem alguma alergia?" perguntou outro.

"Algum de vocês é parente de algum outro?"

Todos os bandos de DogFolk olharam uns para os outros, confusos. Nunca tinham visto esse tipo de ignorância antes. Começaram a achar que esses humanos eram estúpidos.

"Chega de perguntas idiotas!" gritou Jacob.

"Mas é importante descobrir todos os parâmetros do experimento", insistiu um dos engenheiros.

"Experimento? Do que vocês estão falando?!"

"Estamos aqui para descobrir os limites do medo de um DogFolk", responderam os engenheiros em uníssono.

Os bandoleiros ficaram em silêncio por um instante, antes de todos soltarem risadas.

"HAHAHA! Medo? Da gente?"

"Lutamos contra exércitos! Não temos medo!"

"Vocês não sabem quem somos?" perguntou Jacob, sorrindo. "Não sabem quem eu sou?"

Os engenheiros balançaram a cabeça. Mas, ao invés de ficarem assustados, pareciam curiosos de verdade.

"Somos a temida Divisão Canina dos Bastard Bandits! Quem tentar fugir na floresta para escapar das nossas taxas de proteção sempre é pego pelo nosso grupo! Acham que vamos ficar assustados com um monte de cabeças duras como vocês?"

Os DogFolk riram entre si. Jacob enxugou uma lágrima de tanta risada.

"Haha… chega disso. Um de vocês. Vá lá e capture eles", ordenou Jacob.

Um dos homens-do-lobo, um pastor alemão, avançou, abrindo bem a mandíbula para intimidar os engenheiros.

"Você vai comigo", disse ele.

Um dos engenheiros levantou a mão, sinalizando para ele parar. "Pare aí mesmo. Não se aproxime mais."

"E por que não?" zombou o DogFolk. "Faço o que eu quiser. Você não pode me impedir!"

O engenheiro suspirou e consultou suas anotações. "Ainda não terminamos de calibrar a máquina, mas, se você insistir, vá em frente."

O pastor alemão deu mais um passo, com os outros bandos de DogFolk logo atrás, rindo para si mesmos.

Mas, ao dar mais um passo adiante, todos ouviram repentinamente um CLICK mecânico.

Todos viram um carrinho acelerar em alta velocidade na direção do pastor alemão.

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