
Capítulo 330
Renascido como o Gênio da Família Mais Rica
O jantar cedo dos comerciantes, uma sopa de mingau, foi interrompido pelo estrondo alto que vinha de longe. Parecia que uma montanha havia acabado de explodir e feito toda a terra se deslocar para o lado.
"O que foi isso?"
"Guardas, por favor, verifiquem o que aconteceu."
A caravana de comerciantes empregava aventureiros para protegê-los durante a jornada. Portanto, quando o forte rugido gutural surgiu, eles foram os encarregados de verificar se o grupo inteiro estava seguro.
Os quatro aventureiros, um tanque, um espadachim, um mago e um herbalista, ergueram suas armas para o ar enquanto encaravam a origem do som.
"GROOAAHH!"
Outro rugido surpreendeu todos eles. Parecia mais próximo — muito mais próximo do que gostariam. Era como se a criatura estivesse bem na sua frente.
Os aventureiros olharam para o escuro da floresta, quando, de repente, o chão sob seus pés explodiu para fora, lançando-os para trás, em direção ao acampamento dos comerciantes.
Terra e rochas choviam sobre todo o acampamento.
Todos se levantaram e recuaram lentamente enquanto observavam a criatura gigante que emergia do chão.
Sua estrutura era feita de minerais semelhantes a terra, que normalmente só são encontrados no fundo do solo. Seus pés, como troncos, estavam firmemente no chão, sustentando o resto de seu corpo enorme.
Seu tronco superior imitou a forma de um homem robusto, com grandes pedras atuando como músculos peitorais e abdominais.
Os braços ao seu lado lembravam galhos de uma árvore grossa, com raízes crescendo por eles.
Acima do corpo, duas fontes de luz vermelha brilhavam, funcionando como os olhos da criatura. A boca rochosa, sob um nariz grande, se abriu amplamente, exibindo uma gengiva com material semelhante a cristal.
"GROOAHH!"
Seu rugido foi como duas continentes colidindo. Era profundo e penetrante na alma.
Os aventureiros olharam assustados para a criatura de pedra, com horror nos rostos.
"Um… Golem de Pedra…", sussurrou o tanque, com a voz trêmula.
"Monstro de 6 estrelas…", completou.
Seu medo não era infundado. Afinal, o grupo de aventureiros só tinha avaliado monstros de até 4 estrelas. Derrotar uma criatura duas estrelas acima disso era praticamente impossível.
"Corra—corram!", gritou o espadachim aos comerciantes.
Foi só então que a caravana se moveu rapidamente. Eles começaram a correr na direção oposta ao Golias de Pedra.
Porém, naquele momento, o chão explodiu novamente, lançando os comerciantes em fuga de volta para os pés da criatura.
Todos desesperaram ao ver três Golias de Pedra surgirem do chão, cada um tão enorme e poderoso quanto o primeiro.
"Não pode ser…"
"Estamos ferrados!"
Rodeados por essas quatro criaturas monstruosas, os comerciantes acreditaram que estavam perto do fim. Não tinha nada que pudessem fazer para escapar.
Os quatro Goles de Pedra ergueram seus braços, semelhantes a galhos, prontos para esmagar esses humanos em pedaços. Nem mesmo o escudo do tanque seria capaz de protegê-los do ataque desses quatro monstros.
Enquanto os humanos estavam nesse estado de terror, cinco Fadas batiam asas, observando a cena emotiva lá de cima.
Esses Goles de Pedra eram uma criação delas, e elas frequentemente usavam essa ilusão para criar uma situação de alta tensão para os humanos experimentarem.
Afinal, sua habilidade inata como Fada [Consumir Emoção] permitia que elas alcançassem a dimensão metafísica da emoção humana, usando todos os sentimentos complexos e apaixonados em busca de sustento.
A fada de cabelos cor-de-rosa, um pouco maior que as outras quatro, liderava o ritual para a experiência da refeição de hoje.
Ela dançava no céu noturno, deixando pequenas partículas douradas, semelhantes a areia, caírem no chão.
O pó de fada não apenas permitia que uma pessoa ou objeto flutuasse, mas também intensificava as emoções daqueles que entravam em contato com ele.
Assim, os comerciantes e aventureiros sentiam ainda mais o medo de suas vidas ao encarar os quatro Goles de Pedra.
Vivi olhou para os humanos e viu no homem de meia-idade, com rosto rechonchudo, a candidata perfeita. Era quem demonstrava mais emoções.
Ela mergulhou sobre sua cabeça, enquanto uma pequena runa mágica aparecia em suas mãos.
'Venham, meus lindos,' sussurrou Vivi para suas amigas Fadas lá em cima.
As cinco Fadas também desceram e escolheram seus alvos. Os círculos mágicos que conjuraram permitiam que extraíssem a emoção e a transformassem em energia utilizável.
'Hihi!' Vivi riu. 'Vamos comer! Golems, façam agora!'
Por fim, os Goles de Pedra baixaram seus braços, fazendo os humanos se agarrar com medo, como se suas próprias carnes fossem escapar de suas peles.
Nesse instante, parecia que o tempo havia desacelerado para as Fadas. A situação de crise trouxe uma vulnerabilidade nos humanos, permitindo que elas vissem através de suas memórias e emoções.
Vivi lambia os lábios enquanto analisava as diferentes emoções presentes na cabeça de seu objetivo.
Ela imediatamente procurou pelas luzes violetas em suas memórias. Essa era a emoção do medo, especificamente: o medo da morte. Era a mais forte de todas as emoções e fornecia a maior quantidade de sustento para as Fadas. Por isso, toleravam aqueles Bárbaros Bandidos brutais. Eram eles os responsáveis por colocar o medo da morte nas pessoas.
'Bom apetite!', disse Vivi.
Mas, justo na hora de consumir a luz violeta, uma nova luz chamou sua atenção repentinamente.
Ela apareceu apenas vislumbrando abaixo da emoção do medo.
Curiosa, Vivi afastou a luz violeta e viu uma cor única e nova, que ela nunca tinha visto antes.
Era azul, geralmente associada à tristeza ou arrependimento.
Porém, essa tonalidade de azul era diferente. Era mais clara. Muito mais clara, como se a emoção na lembrança fosse algo positivo, não repleta de arrependimentos.
O mais interessante era que essa cor azul celeste era quase do mesmo tamanho da violeta, indicando que essa emoção quase superava o medo da morte!
Vivi decidiu consumir primeiro essa emoção azul, curiosa para ver que tipo de sentimento ou memória ela ativaria na sua mente.
Ela fechou os olhos e inspirou pelo nariz, de modo a absorver o fluxo de emoções.
A luz azul celeste na mente do seu alvo começou a ser sugada para seus lábios como fumaça, permitindo que ela consumisse a emoção e entrasse brevemente em contato com a memória associada a ela.
Agora, a memória que ela via dentro dessa emoção não era exata, mas conseguia vislumbrar imagens de diferentes perspectivas.
Ao consumir a luz azul, Vivi começou a enxergar justamente isso.
Apareceu uma imagem de uma cidade grandiosa, de outro mundo. Ela olhava para os prédios altos, desafiando as leis da gravidade, quase como aquelas torres que magos construíam como base. Mas esses edifícios não eram feitos de mana. Na verdade, não usavam mana para se manterem erguidos!
A imagem logo se desvaneceu, dando lugar a mais visões de vida nessa cidade.
Ela não conseguia compreender grande parte do significado dessas imagens, exceto por uma, que mostrava um homem batendo numa bola com um taco, enquanto pessoas ao seu redor vibravam de excitação.
Porém, uma emoção ficou clara e que ela conseguiu entender: anseio. Uma vontade de voltar para essa cidade.
E enquanto sugava toda a emoção do seu alvo, um nome lhe veio à cabeça:
Reencarnado.