Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Capítulo 279

Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Sleazy e os bandidos levantaram suas facas, girando-as nas mãos e exibindo sua maestria com a arma. Com vinte deles cercando o motorista solitário de Reborn, sabiam que bastaria uma pequena pressão para assustá-lo, especialmente porque ele era apenas um Mankey Amarelo.

No entanto, não esperavam que o motorista de fato entregasse as chaves do caminhão tão facilmente.

"Aqui," ele disse casualmente, jogando as chaves para Sleazy. "Pegue se tiver coragem."

As sobrancelhas de Sleazy se franziram, desconfiado do motivo pelo qual esse demi-humano parecia tão confiante diante de vinte bandidos.

"Abram o caminhão," disse Sleazy aos seus bandidos, jogando as chaves. Na cabeça dele, devia ter uma bomba escondida em algum lugar dentro do compartimento de metal, que seria acionada ao abrir. Essa deve ter sido a razão do desprezo do motorista.

Quando os bandidos pegaram as chaves, correram rapidamente até o caminhão. Porém, seu entusiasmo logo morreu ao perceberem que não faziam ideia de como usar as chaves ou onde colocá-las.

Os bandidos cutucaram e tentaram girar a chave por toda a estrutura do veículo metálico, mas sem sucesso. Depois de um tempo, Sleazy ficou impaciente e ordenou que o motorista abrisse pessoalmente o compartimento de metal.

"Nada de brincadeiras," advertiu o motorista.

Porém, o motorista não tinha intenção de fazer isso. Ele simplesmente olhou para a própria sombra, sentindo-se seguro e protegido.

Ele usou as chaves e abriu o compartimento de trás do caminhão, mostrando aos bandidos todos os produtos armazenados lá dentro.

Quando Sleazy confirmou que não havia nenhuma bomba prestes a explodir, entrou no caminhão e ficou maravilhado com todo o saque que acabara de conquistar.

Havia caixas e mais caixas de armaduras metálicas brilhantes, sem arranhões ou amassados. Sleazy começou a inspeionar as caixas, verificando a qualidade e o modelo do equipamento para avaliar seu valor.

Seus olhos se arregalaram ao perceber o que tinha nas mãos. Suas mãos, geralmente firmes, começaram a tremer de excitação.

Os outros bandidos, por fim, saltaram no caminhão e viram pelo que Sleazy tinha ficado tão pasmo.

Começaram a pegar peitorais, botas e capacetes.

"Não é possível… isso é… de fabricação anã!"

"E não só isso… tem aço damasco cru aqui!"

Para os olhos dos bandidos, aquilo era até melhor que moedas de ouro. Afinal, moedas podem ser trocadas por qualquer coisa. Mas equipamento de fabricação anã só poderia ser adquirido no mercado negro! E mesmo assim, a quantidade disponível lá era bem limitada.

Uma única caixa nesse caminhão podia ser adquirida apenas uma vez por ano no mercado negro. E neste caminhão havia dezenas dessas caixas!

"Parece que encontramos a mina de ouro, rapazes!" exclamou Sleazy.

Os demais bandidos aplaudiram e gritaram. Começaram a pegar o que gostavam, às vezes brigando entre si por causa das peças. Sleazy deixou-os resolver seus problemas, pois isso era normal para eles.

Porém, então, ele percebeu que todos estavam dentro do caminhão. Ninguém estava lá fora cuidando do motorista de Reborn.

"Seu bando de idiotas!" gritou Sleazy, saindo correndo do caminhão.

Mas, ao olhar ao redor, o Mankey Amarelo não estava mais lá. Nas planícies intermináveis e planas, parecia que o motorista tinha desaparecido no ar, sem deixar rastro.

"Cadê ele?!" gritou, sua voz ecoando sem parar. Havia algo suspeito acontecendo.

Os outros bandidos, seja por tolos ou por ganância, não cogitaram que aquilo fosse um problema. Desde que conseguiam aquelas riquezas, não se importavam com o tal Mankey Amarelo.

"Ah, vá. Carreguem todas essas caixas nas nossas carroças," disse Sleazy aos bandidos. "Droga. Se ao menos soubesse dirigir esse treco, não precisaria passar por tudo isso."

Os bandidos começaram a descarregar entusiasmados as caixas cheias de equipamentos anões e aço damasco.

Mas, assim que a primeira caixa tocou o chão, Sleazy de repente sentiu a pele dos braços arrepiar. Percebeu a presença de pessoas perigosas.

"Vocês cometeram um erro grave. Isso pertence à Reborn Company."

Os bandidos ficaram assustados, largaram as caixas pesadas no chão e sacaram suas facas, empunhando-as no ar e procurando a origem daquela voz.

Perceberam que cerca de dez indivíduos os cercavam, e do caminhão também. Não sabiam de onde tinham vindo. Pareciam ter surgido do nada, o que deixou os bandidos desconcertados.

Sleazy estreitou os olhos ao reconhecer os rostos únicos desses indivíduos.

"Mankeys Vermelhos," ele disse, rindo. Seu semblante mudou rapidamente de cauteloso para relaxado ao perceber de qual espécie eles eram.

Vestiam uniformes estranhos, mas aquele pelo vermelho marcante ele reconheceria em qualquer lugar.

"Entreguem-se agora, e suas penas serão reduzidas," disse o Mankey Vermelho a Sleazy.

"Hahaha, boa piada. Nunca soube que vocês eram comediantes."

"Estou falando sério," respondeu o Mankey Vermelho. "Primeira infração: parar um veículo autorizado da Reborn sem permissão. Pena de um a dois anos de prisão. Segunda infração: tentar roubar produtos da Reborn. Mínimo de cinco anos. E a terceira, a mais grave de todas: ameaçar a vida de um Reborniano. São treze anos de prisão."

Os bandidos olharam para os Mankeys Vermelhos, e um por um começaram a rir e zombar da situação ridícula em que se encontravam.

"HAHAHA! Tenho certeza que vocês não são nada mais que comediantes," Sleazy perguntou, segurando a barriga de tanto rir. "O que vocês vão fazer? Aqui somos vinte, e—um, dois, três… dez de vocês só."

"E isso é mais que suficiente," murmurou o Mankey Vermelho.

Sleazy balançou a cabeça, sinalizando para seus bandidos atacarem.

Um dos bandidos lambeu sua faca antes de correr em direção ao Mankey Vermelho mais próximo. Ele avançou, tentando acertar o pescoço.

Na hora, o soldado Mankey Vermelho desviou a lâmina com sua própria faca, gerando faíscas ao colidirem.

Os olhos do bandido se arregalaram, surpreso por o Mankey conseguir empurrá-lo para trás.

Ele então, empurrou a arma para cima, fazendo o bandido perder a pegada na faca.

Antes que pudesse reagir, o Mankey Vermelho segurou sua mão e a torceu por trás das costas dele, fazendo o bandido gritar de dor.

"GRAHH!"

E num piscar de olhos, o bandido caiu no chão, de mãos cruzadas atrás das costas. Ele ouviu apenas o tilintar do metal até ser algemado pelo próprio Mankey Vermelho.

"Um bandido a menos," relatou.

Mais dois bandidos atacaram por trás, tentando libertar seu companheiro do aperto.

No entanto, o soldado parecia ter olhos na nuca: desviou de seus ataques com agilidade.

Com um chute rápido na perna, os dois perderam o equilíbrio e caíram um sobre o outro.

Antes que se levantassem, sentiram seus braços sendo torcidos até virarem uma nó, e logo depois, algemados pelo mesmo Mankey Vermelho.

O soldado pisou sobre os corpos amontoados e olhou para Sleazy.

"Três derrotados."

Num movimento ágil, os três bandidos foram incapacitados e neutralizados.

Os bandos deixaram de rir e nem testemunharam o que havia acontecido.

Mas para Michael, que observava tudo de um ponto alto sobre uma planície, aquilo era apenas uma luta básica de artes marciais.

Especificamente, era Krav Maga, um estilo de combate que ele ensinou aos soldados Mankey Vermelhos, aprimorando suas habilidades com faca e agarramento de forma extraordinária.

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