
Capítulo 274
Renascido como o Gênio da Família Mais Rica
A aparição repentina de produtos exclusivos, encontráveis apenas na região dos Reis, como a famosa Erva Grama e a Pedra Frênica, mudou completamente o cenário de mercado desta cidade.
A empresa Reborn virou o assunto do momento entre seus cidadãos, que compravam seus produtos e se aventuravam pela Estrada Dourada para chegar à Primeira Colônia em poucas horas!
O prefeito da cidade aceitou imediatamente a proposta de Michael de estabelecer uma infraestrutura própria no território, para desânimo dos irmãos gêmeos.
Barcus e Bulren só perceberam, alguns dias depois, que seus negócios nesses territórios quase chegaram a um completo isolamento.
"O QUE?! Como eles estão construindo essas estradas tão rápido assim?!" exclamou Bulren desesperado. "E como estão transferindo esses produtos da região dos Reis tão barato?! Os custos de transporte e envio deveriam superar muito o valor de venda. Não entendo nada disso!"
Bulren ficou tão incomodado com a situação que acabou mandando alguns de seus funcionários se tornarem provocadores contra a Reborn.
"Assuste-os só o suficiente para que fiquem hesitantes em pisar mais fundo na Feixa Enxertada", ordenou aos funcionários. "Ameaçe os comerciantes deles e mostre suas facas! Não precisa machucá-los, só faça com que tenham medo!"
Seria um plano excelente, se não fosse pelas tremendas capacidades defensivas da empresa Reborn.
Primeiro, Bulren nunca soube que havia Orcs Sombras espalhados por sua mansão, até mesmo sob seus próprios pés. Eles ouvíam e observavam cada um de seus movimentos, e Michael e os Rebornians foram rapidamente informados do que estava por acontecer.
E, em segundo lugar, esses comerciantes não eram pessoas comuns. Também eram Rebornians com defesa quase impenetrável.
Assim, quando os provocadores invadiram o acampamento da Reborn próximo à cidade, eles não tinham ideia do que estavam entrando.
Eles invadiram as tendas dos comerciantes Reborn e empunharam uma faca próxima às gargantas deles.
"Saia daqui agora ou voltaremos pra terminar o serviço!"
Porém, assim que as facas estavam prestes a tocar a garganta, um escudo prismático invisível apareceu ao redor dos Rebornians e repeliu as lâminas de suas mãos.
"O quê?!"
Os provocadores gritaram ao verem as facas caírem no chão.
Eles tropeçaram tentando pegá-las, mas ao conseguir, perceberam que estavam de joelhos na frente de um par de pés gigantescos que exalavam uma chama negra.
Os provocadores olharam para cima e viram esses Orcs enormes encarando-os com olhos que brilhavam em vermelho.
E, assim que fizeram contato visual, esses provocadores caíram em ilusões que mostravam seus pesadelos mais profundos e terríveis.
"AÁÁÁH!" gritavam, segurando as cabeças em pânico. "Me tira daqui!"
Os provocadores fugiram correndo, desaparecendo sem deixar rastros. Bulren tentou localizá-los dias depois, mas logo descobriu que eles sumiram sem deixar vestígios.
…
…
…
Enquanto isso, do outro lado da cidade, o irmão gêmeo de Bulren passava por uma crise semelhante ao perceber o poder da empresa Reborn.
"Acho que os rumores sobre aquelas carruagens de metal são verdadeiros", comentou Barcus, nervoso, roendo as unhas. "E eu achava que essa… coisa de concreto… era só um truque de ilusionismo. Mas estava enganado. É a única explicação para como eles estão construindo estradas tão rápido."
Ao contrário do irmão, Barcus optou por uma estratégia mais sutil de contestar a Reborn.
Em vez de se opor de forma agressiva, decidiu estudar os métodos de sucesso da empresa para tentar aplicá-los na própria companhia.
Ele não podia mais tratar aquela 'empresa desconhecida' como uma farsa que só se favorecia do poder econômico. Afinal, os resultados eram evidentes: em cerca de uma semana, a Reborn conseguiu influenciar um quarto da Feixa Enxertada.
As pessoas daquela região têm aversão a sair de casa, mas a Reborn conseguiu tirá-las de sua zona de conforto e convencê-las a viajar pela 'Estrada Dourada' para explorar os outros territórios.
Ele queria entender como eles conseguiam isso.
"Humph... devem estar usando algum feitiço ou ilusão", murmurou Barcus. "Talvez alguma poção do amor?"
…
…
…
Após alguns dias de viagem, Barcus chegou à Primeira Colônia, onde a Reborn estabeleceu seu território.
Ele achava que estava preparado, mas a mudança radical na colônia o deixou estático. As casas de madeira e palha ainda estavam lá, mas ao lado delas estavam construções enormes e imponentes de pedra, ainda em obras.
Ele não foi o primeiro 'turista' a passar por ali. Afinal, os outros ramais da Estrada Dourada levavam até esse local antes de chegar à Cidade de Angora.
Portanto, já havia Rebornians prontos para atender a todas as suas perguntas e necessidades.
"Olá, senhor, bem-vindo à Primeira Colônia, uma nova vila da Nação Reborn", disse uma jovem gata animada.
"Oi", sussurrou Barcus. "Tem algum lugar aqui que todo mundo gosta de visitar?"
"Sim", respondeu a gata. "Nosso novo banho público é imperdível para todos os turistas."
Na cabeça de Barcus, aquele lugar devia ser onde a Reborn fazia lavagem cerebral nos clientes. Deve ter alguma coisa na água para transformar cidadãos comuns em fanáticos pela Reborn.
"Vou fazer uma detecção de magia na água", pensou Barcus, enquanto a gata o levava até o banho público.
"Aproveite!", desejou ela.
Barcus entrou na área com vapor e viu pedras grandes dispostas para parecer uma fonte termal natural na floresta. Concentrou-se na água, fingindo ser um mané olhando para outros homens nus usando apenas uma toalha.
Escolheu uma parte rasa e usou o feitiço de 4 estrelas chamado [Detectar Água] para verificar se ela havia sido adulterada, exatamente como suspeitava. Surpreendentemente, a magia confirmou que era só água pura e limpa.
Confuso, decidiu imitar os outros homens, mergulhando-se completamente na piscina de vapor.
Ao fazer isso, sentiu um calor relaxante que parecia massagear todos os músculos tensos.
"Ahh…"
Toda a sua ideia de investigar as fontes termais foi por água abaixo no instante em que mergulhou no banho terapêutico.
Desconhecia, mas passou uma hora inteira ali dentro. Quando saiu, o sol já tinha se posto no horizonte.
"Que diabos colocam naquela água?!" perguntou a si mesmo.
"Você gostou?" perguntou a gata do começo, que ainda estava por perto.
"Uhh… nem tanto", respondeu Barcus, envergonhado, com as bochechas vermelhas pelo banho.
"Quer participar das nossas sessões de jogos em grupo?"
Barcus ficou visivelmente confuso.
"Nós, dos Rebornians, criamos jogos de tabuleiro divertidos para todos. Jogo de escadas, Scrabble, Uno são os mais populares para iniciantes, mas também temos jogos de cartas que agradam os mais experientes."
Levaram-no para um prédio recém-construído, onde uma área aberta reunia grupos pequenos de turistas, tanto Rebornians quanto moradores locais, jogando diferentes tipos de jogos de tabuleiro.
Embora tenha sido convidado a jogar, achou aquilo muito infantil e recusou.
Porém, logo notou um grupo jogando cartas enquanto bebiam uma espécie de água amarelada e espumosa.
"Hum, o que é isso?" perguntou.
"Venha jogar com a gente, meu amigo. Isso aqui é Cerveja e Pôquer!"