Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Capítulo 188

Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Michael olhou para a notificação em seus olhos e ficou visivelmente encantado. Isso o fazia acreditar que realmente era melhor para todos que as duas tribos rivais resolvessem suas diferenças e trabalhassem juntas sob uma mesma bandeira.

Se continuassem fazendo seus 'rituais' e gritando um para o outro de forma competitiva, isso só resultaria em um som extremamente irritante, capaz de privar qualquer um de sono em um raio de um quilômetro. Mas se começassem a cooperar e a tratar um ao outro como irmãos, ao invés de rivais, poderiam acabar se tornando muito mais fortes do que imaginavam!

Depois de tudo, aumentar o consumo de mana impactava diretamente a força geral de cada um, bem como a força coletiva.

Atualmente, a ressonância entre os dois Orcs só resultava no aumento da mana de Terra. Michael suspeitava que o motivo fosse o fato de que a espécie deles, como um todo, fosse naturalmente talentosa nesse elemento, provavelmente devido à sua paixão e devoção à 'Deusa' da Terra que eles vinham reverenciando.

Isso já era uma grande dádiva tanto para os Orcs quanto para os Rebornians. Mas, se eles se juntassem a Michael e se tornassem parte da nação, teriam a oportunidade de evoluir suas linhagens e aumentar seu domínio sobre os elementos, tornando-se proficientes em todos eles!

Michael achava que isso faria com que a ressonância dos Orcs elevasse a taxa de cultivo não só da mana de Terra, mas de todos os outros elementos também.

Claro, isso era apenas uma conjectura — uma esperança, digamos assim. Mas ainda assim, era uma motivação suficiente para que Michael se tornasse muito mais agressivo em seus planos de unir as duas tribos.

"Vocês não estão vendo o resultado da sua amizade?" Michael questionou os Orcs.

Os dois reagiram de forma um pouco constrangida ao perceberem isso, mas não chegaram a rejeitar completamente a ideia.

Foi através do interesse mútuo pelo beisebol que perceberam que todas as histórias e rumores sobre seus rivais Orcs eram apenas mentiras contadas por pais, amigos e até pelo Chefe da tribo deles.

As Orcanines não eram apenas cabras burra que só sabiam usar força bruta. Podiam ser bastante inteligentes e introspectivas, como ficou claro pelo Orca Ana, que aprendeu as regras do beisebol simplesmente observando. Ele até conseguiu descobrir os melhores golpes e estratégias para vencer o jogo!

Pelo contrário, as Orcupines não eram os covardes sem cérebro que pintavam. Diziam que eram Orcs de confiança duvidosa, pois abandonariam seus amigos para sobreviver, mas esse Orcupine desmentiu essa ideia.

Quando foram capturados por Sheina, o Orcupine se ofereceu para ser o bode expiatório, deixando seu amigo escapar sem ser detectado. Nenhum covarde faria isso. Só por essa atitude, ficou claro que Orcupines eram tão corajosos quanto as Orcanines.

"Estava enganado sobre a sua tribo", admitiu a Orca Ana.

"Eu também preciso reconhecer meu erro. Eu tinha preconceito contra vocês, contra o seu povo. Mas ficou evidente que temos mais coisas em comum do que imaginávamos."

O Orcupine estendeu a mão para a Orca Ana.

Elas apertaram as mãos, simbolizando a primeira verdadeira trégua entre as duas tribos desde a queda do Caminho Dourado.

"Por que vocês estão brigando, afinal?" questionou Michael.

"Desde que nasci, me ensinaram a odiar os Orcupines. Meu Chefe da tribo é claro em seu desagrado pela outra tribo, e seguimos suas palavras sem questionar."

"Essa também foi minha educação. Meu Chefe disse que o modo de ritual dos Orcanines nos Terrenos Sagrados era um ato de profanação. Ele afirmou que seria melhor se fosse feito por nós."

Michael olhou para o saco de feijões de cacau ao lado do Orca Ana. Segundo eles, era a sua fruta sagrada, colhida em seus Terrenos Sagrados.

Ele tinha aceitado isso como verdade, mas nunca tinha realmente questionado o porquê.

"O que há de tão especial nos feijões de cacau para vocês?"

Essa questão vinha pairando na sua cabeça o tempo todo.

Para responder, cada um dos Orcs pegou um feijão de cacau de seus sacos e colocou contra os dentes. Ao mastigarem com as molares, suas expressões se contorceram de nojo ao sentir a amargura da semente se espalhar por toda a boca.

Mesmo com as sobrancelhas franzidas, os lábios contraídos e os olhos entortando, os Orcs engoliram forçadamente os feijões de cacau de uma só vez.

Michael ficou um pouco surpreso com a reação deles ao comerem os feijões. Pensando que eles tinham tanto respeito e admiração por essa fruta, ele imaginava que, ao longo dos anos, tinham desenvolvido um paladar para sua amargura.

Mas, pelos seus rostos, estava claro que eles ainda detestavam comer os feijões de cacau.

Isso levantava a questão de por que eles continuavam suportando seu sabor amargo e até realizando rituais para agradecer à Deusa por ter lhes dado esse 'presente'.

A resposta surgiu para Michael poucos segundos depois.

Uma aura vermelha visível explodiu de dentro do corpo do Orca Ana, assustando Sheina. Ela rapidamente se posicionou na frente de Michael, segurando firmemente seu arco. Havia determinação em seus olhos de proteger Michael a qualquer custo.

Antes mesmo de um segundo passar, o corpo do Orcupine também se encheu de uma aura azul, elevando seu poder de forma pelo menos duas vezes maior que seu nível básico habitual.

Sheina lançou um olhar penetrante aos Orcs, tratando-os como se estivessem temporariamente hostis. Só quando Michael colocou suavemente a mão em seus ombros ela conseguiu se acalmar.

Michael sabia que aquilo não era um ataque contra ele.

Era apenas uma demonstração dos efeitos que os feijões de cacau tinham sobre seus corpos!

O Orca Ana cresceu alguns centímetros, com os músculos aumentando de volume em questão de segundos. Seu tamanho maior o tornava bem mais assustador, especialmente pela impressão de força aumentada com a sua ampliação.

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