Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Capítulo 169

Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Os antepassados do Chefe acreditavam que suas terras sagradas eram sagradas por um motivo. Era um lugar que somente a Deusa podia tocar. E eles, como seus guardiões, eram os únicos autorizados a ter acesso a esse local.

O fato de nunca terem visto um único animal dentro das terras sagradas ao longo de toda a história da Tribo Orcaína era uma prova disso. Nenhuma ave fazia ninho nas árvores de cacau, e as tartarugas não cavavam túneis nelas. Os únicos seres vivos nesta floresta eram aqueles que faziam parte do ciclo de vida das próprias árvores de cacau.

Não deveria haver cobras nesta área. A Deusa não permitiria isso.

Portanto, o Chefe só podia concluir que aquilo não era uma cobra comum. Seus olhos vermelhos inteligentes mostravam uma consciência diferente de um animal selvagem.

O fato de essa cobra ter aparecido exatamente na hora em que ele se preparava para perguntar à Deusa por orientações e conselhos fez com que ele pensasse que aquilo era obra de intervenção divina!

Tudo fazia sentido para o Chefe. Ele começou a imaginar que a empresa Reborn era uma enviada da própria Deusa da Terra, tratando a carne e os recursos que forneciam como algo enviado literalmente do céu.

Assim, a única conclusão possível era de que essa cobra era uma agente do próprio céu!

"Eu me curvo na presença do divino!" disse o Chefe, ajoelhando-se diante da cobra verde.

Enquanto isso, Fudge aproveitava o fato de sua 'ilusão' ter funcionado tão bem que nem precisou esforço para convencer o Orcaína de qualquer coisa.

"Eh...é...Sim! Faça reverência, hehe!" disse Fudge com orgulho, com a língua de cobra assobiando de felicidade.

"A Deusa deve ter percebido minha preocupação e te enviou para aliviar minhas dúvidas, estou certo?" perguntou o Chefe, ansioso.

"Humu! Isso mesmo. Conte a esse bom ninja—quer dizer, cobra—sobre seus problemas."

O Chefe Orcaína respirou fundo e começou a expor seus pensamentos sobre a futura reunião com o proprietário humano da empresa Reborn. Afinal, era mais do que provável que o Chefe da tribo dos Porcos-espinhos também estivesse presente na reunião, já que a Reborn tinha um acordo com eles.

"Sou apenas preocupado que minha rixa com meu antigo rival prevaleça contra meu bom senso. Quero manter boas relações com os humanos, mas tenho medo de que eu... queira relembrar antigas inimizades... ao encontrar com meu inimigo cara a cara."

A rivalidade entre os dois Chefes era pessoal e tinha raízes profundas na história deles.

"Humu…humu…", murmurou Fudge, balançando a cabeça de cobra. "Acredito que competição e rivalidade são saudáveis e necessárias!"

O Chefe olhou para a cobra. "É mesmo?"

"Sim! Com certeza! Você precisa competir contra a Tribo dos Porcos-espinhos para ver qual de vocês é o melhor em demonstrar seu amor pela Reborn!"

"Transformar minha raiva do meu inimigo em presentes?" murmurou o Chefe, os olhos piscando enquanto pensava em várias possibilidades.

"Na sua reunião com o líder incrível da Reborn e o bom ninja ao lado dele, tente ao máximo fazer amizade com eles! Assim, você pode garantir que sua tribo será abençoada, e não seus rivais!"

Os olhos do Chefe se arregalaram como se tivesse acabado de perceber algo. "Você tem razão! Se a Deusa da Terra planejou que nossa tribo e a Reborn se encontrassem, então deve significar que quem ganhar o apoio deles também será abençoado pela Deusa!"

Mas ele se lembrou de que sua tribo não tinha nada para oferecer.

"Não temos presentes além do nosso serviço", afirmou o Chefe.

Os olhos de Fudge brilharam. "Bom, vocês têm algo sim. Issosssss..."

A cobra deslizou até uma das árvores e enroscou sua cauda em um dos frutos de cacau maduros pendurados nos galhos.

"Vocês podem dar a eles sementes de cacau!"

"Chocolate?"

"Ah, quero dizer, sementes de cacau!" correu para corrigir Fudge rapidamente.

Uma expressão de desconfiança passou pelo rosto do Chefe. "Não acho que os humanos apreciariam sementes de cacau. Para eles, não servem para nada além de amargor."

"Não se preocupe com isso," assegurou Fudge. "Apenas certifique-se de estocar bastante sementes de cacau e apresenta-las como presente."

Embora estivesse um pouco cético, o Chefe Orcaína topou tentar. Afinal, eles tinham uma quantidade enorme de sementes de cacau que só iam estragar em seus armazéns se não fossem usadas.

"Muito bem! Vamos provar para a Deusa que apenas nós merecemos suas bênçãos! Agradeço por me dar essa vantagem!" disse o Chefe, determinado a 'vencer' a tribo dos Porcos-espinhos usando a estratégia do presente.

"Claro, claro!"

Sem que o Chefe Orcaína soubesse, seu próprio rival também estava sendo visitado por um estranho que se apresentou como enviado da cobra, representante da Deusa da Terra.

"Sementes de cacau, diz? Então, farei como você orientou. Se isso puder me ajudar a superar meu rival, darei à empresa Reborn tantas sementes de cacau quanto pudermos fornecer!" disse o Chefe dos Porcos-espinhos, erguendo as penas com entusiasmo.

Ambos os Chefes instruíram seus assessores a colherem o máximo de sementes possível de suas terras sagradas, em preparação. Sorriram, acreditando que eram os únicos a receberem o conhecimento oriundo do enviado da Deusa.

Mal sabiam que estavam sendo manipulados por uma traquina lama, que já se imaginava devorando centenas de barras de chocolate, enquanto os Dragonborns olhavam com inveja.

Fudge apareceu bem na frente da sombra de Michael e agiu como se nada tivesse acontecido.

"Para onde você foi?" perguntou Michael. Fazia alguns dias que a lama tagarela tinha desaparecido.

"Hehe…Mestre, quero cem barras de chocolate, tá bom?" disse Fudge, rindo, sem conseguir esconder sua empolgação.

"Do que você está falando?"

Justamente então, Michael ouviu uma batida na porta.

Sheina entrou na sala e se curvou na direção de Michael.

"Os Orcs chegaram, senhor. E parecem estar trazendo algo com eles."

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