
Capítulo 150
Renascido como o Gênio da Família Mais Rica
Após algumas preparações, Michael finalmente estava pronto para viajar até a região das Rainhas, usando o sistema rodoviário do Reino dos Anões.
Com ele estavam os irmãos Dragonborn, que se recusaram a deixar Michael partir sem proteção, além de diversos rebornianos que podiam contribuir com diferentes habilidades e talentos sempre que necessário.
Yuna e seus acompanhantes também acompanharam, pois já estavam planejando retornar à região das Rainhas. Por mais que ela e os demais desejassem ficar na Nação de Reborn, seus pais ficariam desesperados se ela não voltasse após alguns meses de viagem.
Seus dotes como diplomata também eram extremamente úteis na região das Rainhas. Ela serviria como uma ajudante indispensável para que Michael pudesse navegar pelo cenário político de uma terra estrangeira.
Antes de partirem, porém, Michael deixou a Nação nas mãos de Lolo, que provou ser capaz de lidar com os rebornianos e mantê-los sob controle.
Depois do festival, o número de turistas permaneceu alto, o que significava que a carga de trabalho de todos aumentou consideravelmente.
Embora ainda não tivessem eletricidade, as pessoas já estavam fazendo pré-encomendas de seus próprios sistemas de ar-condicionado e geladeiras para uso futuro. Talvez simplesmente gostassem de vê-los em suas casas, como lembrança dos bons tempos na Nação de Reborn.
De qualquer forma, a quantidade de ouro arrecadada com tudo isso ajudou a cobrir os custos dos novos projetos que Michael havia iniciado na região dos Reis.
Enquanto ele se dedicava a estabelecer a empresa em uma nova região, os rebornianos planejavam ferrovias e lançavam as bases para as linhas elétricas que “modernizariam” tudo, colocando tudo nos padrões rebornianos.
Felizmente, os magos e feiticeiros da Torre de Magia ofereceram seus serviços para acelerar a construção. Parecia que estavam bastante desesperados por dinheiro, a ponto de comprar seus próprios artefatos de varinha de Mithril personalizados.
…
Levou vários dias até que finalmente chegassem ao Reino dos Anões.
Lá foram recebidos por anões entusiasmados, que mostraram a Michael a nova rodovia de concreto recém-construída.
Ela era dividida em duas, uma para ingressar na região das Rainhas e outra para sair dela.
No meio da rodovia, havia postes altos de iluminação que iluminavam todo o local à noite.
Michael construiu essa estrada pensando em condução em alta velocidade, para tornar as viagens noturnas mais seguras e rápidas.
"Isso é incrível. Obrigado pela ajuda!" disse Michael aos dedicados anões. "Tirem uma semana de folga. Vou oferecer uma viagem com todas as despesas pagas para nossa Nação para vocês e suas famílias. Aproveitem!"
Os anões vibraram com a notícia. Não puderam participar do festival de música por causa desse projeto, então agora estavam felizes por verem que seu trabalho tinha valido a pena.
…
…
…
Enquanto isso, no interior de uma floresta, dois comerciantes tentavam atravessar o terreno irregular da terra.
"Você tem certeza de que não é perigoso aqui?" perguntou o mais jovem deles.
"Não. Não teve terremoto na noite passada, então o chão não vai desabar de repente sob nossos pés," respondeu o mais velho.
"Isso não me dá mais confiança. Por que estamos arriscando nossas vidas aqui de novo? Pensei que esse lugar fosse uma cidade fantasma," questionou o mais jovem.
O comerciante mais velho olhou para trás. "A cidade de Orcus precisa da nossa ajuda. Eles estão morrendo de fome e sede. Comprar nossos produtos é a única maneira deles sobreviverem,"
Mas justo quando estavam prestes a escalar uma das árvores derrubadas, de repente, ouviram um forte som de batida ecoando pela floresta.
Ele ressoou pelos corpos deles, fazendo os ossos tremerem.
"BU! TO! TO!"
"BU! TO! TO!"
"BU! TO! TO!"
"RAH! TAH! TAH!"
"RAH! TAH! TAH!"
"RAH! TAH! TAH!"
Os sons de batida vinham acompanhados de rosnados e gritos guturais, que ficavam cada vez mais altos a cada eco.
Foi nesse momento que perceberam que aquilo não eram apenas ecos. Aqueles eram o som de centenas de criaturas gritando ao máximo de suas forças, cada uma tentando superar a outra.
Os comerciantes sentiram seus corações acelerarem pelo barulho ensurdecedor vindo da floresta.
O comerciante mais velho olhou de volta para sua equipe.
"Vamos voltar," ele decidiu com firmeza.
…
Enquanto isso, bem à frente da floresta, havia uma reunião de Orcs, com seus focinhos semelhantes aos de porcos e figuras quase obesas que os tornavam muito intimidantes até mesmo para seus semelhantes.
No lado esquerdo estavam Orcs com orelhas de lobo no topo da cabeça, além de manchas de pelo cinza espalhadas pelo corpo.
Eles se chamavam a tribo Orcanine.
No lado direito, haviam Orcs com orelhas bem curtas e pele com manchas ásperas que apresentavam espinhos saindo das raízes.
Essa tribo era conhecida como Orcupine.
Apesar da aparência, esses dois grupos de Orcs não tinham o perfil violento. Eles adotavam o princípio de resolver suas disputas através de demonstrações de dominação.
"BU! TO! TO!" gritaram os Orcanine, agachando-se e batendo suas coxas musculosas para produzir um som de pancada forte.
"RAH! TAH! TAH," responderam os Orcupine, raspando os espinhos de seus corpos para imitar o som de uma cobra sacudindo a cauda.
Essas duas tribos 'fizeram pose' para mostrar sua supremacia, mas nenhuma delas mostrava sinais de recuar.
"Sai! Ficamos aqui!"
"Não, vocês saem! Nós ficamos aqui!"
Os líderes trocaram 'elogios' de cortesia.
…
…
…
Enquanto isso, no meio do oceano calmo, uma rajada de vento repentina perturbou as grandes nuvens cumulonimbus que ocupavam o céu azul.
Grandes criaturas aladas atravessaram as nuvens, transformando-as em mero nevoeiro.
Não eram outros senão Dragões Lekvetos — criaturas da orgulhosa raça dracônica. E se alguém ousasse ir além deles, veria uma visão impressionante.
Construído acima do amplo compartimento torácico do dragão, havia uma pequena cidade, com casas de madeira e construções diversas. Não só isso, mas ela era habitada por centenas, se não milhares, de humanos e semi-humanos!
Seu destino? Nada mais, nada menos que o continente ao longe…