
Capítulo 156
Renascido como o Gênio da Família Mais Rica
A empresa Reborn possuía tecnologia extremamente avançada. Eles contavam com semi-humanos comparáveis à raça Draconiana. Tinha o auxílio de um Montgomery. E, acima de tudo, tinham o privilégio de negociar com o Reino dos Anões, algo que nunca antes havia sido feito.
Tudo isso levou Beth a questionar:
Quem estaria por trás dessa empresa? Quem conseguiu criar um negócio tão bem-sucedido em apenas alguns anos?
"Agradecemos à empresa Reborn por nos honrar com sua presença," disse Beth de forma respeitosa. Ela estava na presença de uma companhia de prestígio, como o Consórcio Osborne, o Grupo Goldstone e até mesmo a Vanderbilt Business.
"Para quê podemos agradecê-los?" perguntou ela.
"Antes de tudo, estamos aqui para ver nosso chefe. Ele deve estar por aqui," disse Sheina, escaneando o entorno com os olhos.
Beth ficou alarmada ao ouvir isso. Era nervoso pensar que um dragão gigante estava lá no alto, observando cada um de seus movimentos.
Na sua mente, a única criatura capaz de criar uma empresa tão bem-sucedida era um dragão.
"Ainda não conhecemos seu chefe," disse Beth, fazendo uma reverência aos Dragônicos.
"Ah, ele está aqui! Lorde Michael!" Sheina acenou por trás de Beth ao ver o garoto de cabelos dourados no fundo.
Parecia que Michael ainda estava muito ocupado observando as ruínas da Estrada Dourada. Só quando Sheina acenou para ele que ele finalmente reagiu e lhes devolveu o gesto.
Enquanto isso, Beth olhava para Sheina com expressão constrangida. Levou alguns segundos para perceber que ela não estava acenando para ela, mas por trás dela.
Ela se virou e não viu ninguém, além de alguns garotos e seu mais novo recruta, Michael.
"Espera… Michael?"
Os Dragônicos se aproximaram de Michael e o receberam com alegria, como se ele tivesse ficado longe por muito tempo.
"Chegamos, chefe!"
"Oi…."
"Bro Mike! Posso ter essa habilidade de sombra também? Por favor? Pwease?! Quero teleportar também!"
Michael deu uma risada e consolou o moleque mimado, Zion. "Desculpa, mano. Você precisa de uma Habilidade de Arte Física pra isso. Quando eu conseguir mais magias, vou ajustá-la para encaixar na sua habilidade."
Yuna também se aproximou dele e fez uma careta. "Não tem nenhum Plus Um para esse jutsu de sombra?"
Enquanto isso, Beth e os demais moradores assistiam àquela cena de boca aberta.
Jamais imaginariam que o chefe de quem estavam falando era o mesmo Michael que tinha se juntado a eles recentemente. E, pelo amor de Deus, ninguém imaginaria que um garoto de onze anos estivesse à frente de uma das empresas de crescimento mais rápido de todo o continente!
"Michael… isso é real?" Beth perguntou, com incredulidade evidente no rosto.
"Você tem todos esses carros?!"
"Você tem sua própria nação com comida e água?!"
"Então isso quer dizer que você ganha milhares de moedas de ouro!"
As crianças se aglomeraram ao redor dele como faziam quando lhe davam um pedaço de pão. Só que agora, com olhares de espanto.
"Hehe, sim. Sou o dono da Reborn," admitiu, um pouco envergonhado. "Deveria ter contado antes."
"Mas como isso é possível? Você é só uma criança!" exclamou Beth. A pequena e indefesa criança que ela tinha pena revelou-se uma bilionária.
"Ouço isso direto," ele respondeu, com um sorriso. "Mas, a única resposta que tenho é que sou mais velho do que pareço, hehe."
"Mas por quê…"
Michael a encarou. "Quis visitar este lugar por mim mesmo. Sabe, ver com meus próprios olhos. E o que eu vi me deixou impressionado."
Você não precisava dividir sua comida comigo, mas fez isso, mesmo com tão pouco pra comer. Apesar das condições duras que esse ambiente impôs, você não hesitou em me ajudar.
Agora, quero retribuir com um pouquinho do que vocês me deram, com um presente meu."
Depois, virou-se para Sheina e perguntou: "Nossos pacotes chegaram em boas condições?"
A Dragônica de escamas brancas, ansiosa, confirmou com a cabeça e mostrou a Michael os caminhões que trouxeram.
Com um estalar de dedos, a porta de trás do caminhão começou a se abrir lentamente, para que todos pudessem ver.
E a primeira coisa que Beth percebeu foi o cheiro. Era familiar. Não era apenas um aroma distinto, mas uma mistura de muitos que despertaram suas lembranças.
De imediato, Beth foi transportada de volta à infância, quando caminhava pela Estrada Dourada, vendo montes de frutas, legumes e toda espécie de comida nas barracas ao longo das ruas.
Ela lentamente abriu os olhos e viu a variedade de alimentos empilhados até o teto do caminhão. Os demais jovens e até alguns idosos se aproximaram, tentando ver se aquilo era real.
"É…."
"Eu estou sentindo. Isso cheira bem!"
"Comida! Finalmente comida!"
Um caminhão estava cheio de hortaliças, ainda frescas e úmidas, apesar da longa viagem. Outro carregava caixas de frutas, tanto exóticas quanto comuns, com cores e sabores variados.
E, por último, um dos caminhões parecia repleto de carne, congelada na temperatura máxima dentro do recipiente de gelo do caminhão.
"Carne?!" Beth exclamou. Até ela ficou impressionada ao ver tanta comida em tamanha quantidade. Ela poderia literalmente nadar nos caixas de repolho, espinafre e muitas outras coisas.
"O que é isso?" perguntou a Michael.
Ele sorriu e deu de ombros, num movimento característico.
"O que mais? É meu presente pra todos vocês. Comam até não aguentar mais. Enquanto eu estiver aqui, não vai faltar fome nem sede," declarou.
Mas ninguém se moveu. Era bom demais para ser verdade.
Receavam que, se pisassem, de alguma forma acordariam desse sonho.
Michael já tinha visto o suficiente, subiu no caminhão e começou a jogar maçãs, uvas, laranjas e toda variedade de frutas para os moradores famintos de Orcus Town.
Eles pegaram tudo o que puderam, sem querer desperdiçar nada.
Para as crianças, seria a primeira vez que conseguiriam encher a barriga de verdade.