Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Capítulo 126

Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Yuna Montgomery cumprimentou Bart e Seberus com uma reverência elegante, demonstrando seus modos respeitosos.

— Olá, Mestre da Torre — ela disse.

— Hohoho, faz tempo, Yuna. Você cresceu bastante! Será que só se passaram cinco anos? — disse Seberus, rindo ao relembrar a Yuna brincalhona que costumava ser na região das Rainhas.

— Sim, Mestre da Torre. Minha avó manda lembranças — ela respondeu.

Seberus levantou-se de sua cadeira e se aproximou de Yuna. — Como você tem estado? Os feitiços que te ensinei deram algum resultado?

Yuna assentiu. — Sim, Mestre da Torre. Melhoraram a eficiência do mana nos meus movimentos.

Há cerca de cinco anos, Seberus foi convidado à residência Montgomery para avaliar o talento de uma jovem brilhante. Geralmente, ele não gostaria de viajar até lá, mas tinha uma dívida considerável com a avó de Yuna, então foi obrigado a ir sozinho.

— O que você está fazendo aqui na região dos Reis? — ele perguntou. — Você acabou de fazer dez anos, certo? Teus talentos despertaram? Conseguiu algo interessante?

Com base no que sabia, ela havia feito aniversário há menos de um mês. Seberus achou que ela teria ficado na região das Rainhas para celebrar ou treinar suas novas habilidades com a avó, por isso não esperava vê-la aqui na região dos Reis.

— Ainda não tive meu despertar de talento, Mestre da Torre. Mas essa é uma parte do motivo de estar aqui. Assim que concluir meus assuntos aqui, visitarei uma igreja e despertarei meu talento — ela respondeu com uma expressão tranquila.

Seberus arranhou a barba. Normalmente, crianças ficariam animadas e ansiosas para despertar seu talento. Algumas ficavam acordadas por dois dias seguidos antes do aniversário, na expectativa.

No entanto, Yuna parecia não estar com pressa nenhuma.

— Acho que esse é o privilégio de ser uma garoto talentosa, hein? Você não precisa de um despertar de talento para mostrar suas habilidades, hahaha — Seberus deu uma risadinha. — Você me lembra alguém que conheço.

Yuna sorriu com humildade e aceitou o elogio.

— Então, se esse não é seu objetivo principal, por que veio até aqui? — perguntou Seberus, curioso.

Yuna pigarreou. — Tenho um grande favor para te pedir, Mestre da Torre. Poderia ensinar alguns feitiços aos meus amigos aqui na Torre de Magia?

Seberus ajeitou a barba enquanto ponderava sobre o pedido de Yuna. — Já retribuí o favor da sua avó — ele disse com uma expressão séria. — Não vejo motivo para ajudar você desta vez.

Seberus sabia que os amigos de Yuna eram demi-humans de diversas espécies. Embora alguns tivessem talento para magia, a maioria não tinha. Levaria bastante tempo e esforço para ensinar nem que fosse um feitiço de uma estrela.

Como Mestre da Torre, ele não podia desperdiçar seus magos ensinando os demi-humans de Yuna. Apesar de gostar dela, isso não era suficiente para atender a esse pedido difícil.

Yuna fez uma expressão de desânimo e não falou mais nada. Com as mãos nas costas, ficou cabisbaixa, fazendo bico.

Vendo isso, Seberus começou a sentir uma pontinha de culpa por dificultar a vida de uma menina de apenas dez anos.

— Então, vou te ensinar uma coisa — ele falou de repente. — Se você me derrotar em uma partida de xadrez, eu ensino alguns feitiços aos seus amigos. Conhece xadrez, né?

Yuna olhou além do Mestre da Torre e viu Bart sentado ao lado de uma mesa cheia de peças de xadrez.

— Já vi alguns feiticeiros jogarem nas horas vagas — ela comentou, com um brilho quase imperceptível nos olhos.

— Para deixar mais justo, dou três chances para você me vencer. Se conseguir Forçar um Empate, também ganha — ele disse amavelmente.

Bart se levantou e deixou Yuna ocupar seu lugar. A menina olhou para o tabuleiro com curiosidade, admirando as peças cuidadosamente esculpidas.

Com um gesto de mão, Seberus magicamente arrumou as peças em seus devidos lugares no tabuleiro.

— Você joga do lado branco, o que quer dizer que vai —

Mas antes que pudesse terminar, Yuna repentinamente o puxou pela mão e sacudiu, consolidando o acordo.

— Demos a mão — ela disse com ar sério. — É oficial. Sem volta — ela afirmou de forma decidida.

Seberus ficou sem palavras enquanto Yuna se inclinava sobre a mesa e fazia seu primeiro movimento com as peças brancas. Ela fez tudo com rapidez e precisão, como se já tivesse jogado muitas vezes.

Uma transpiração gelada começou a escorrer pela testa de Seberus. Aquilo lhe dava um pressentimento ruim.

Alguns minutos depois, Seberus franziu a testa ao olhar para as peças no tabuleiro. Até Bart, que estava atrás dele, não conseguiu se conter e cobriu a boca, começando a perceber que Seberus estava prestes a perder.

— E se você mover sua rainha aqui? — Bart anunciou baixinho, inclinando-se para perto.

— Nã-não, aí ela vai comer minha torre. Que tal mover meu peão aqui? — Seberus sussurrou de volta.

Yuna olhava para eles, sorrindo. — Sem dicas — ela disse com um tom de provocação. Sabia que não importava. Ela ia ganhar.

— Cala a boca, sua pirralha! Você disse que não sabia jogar xadrez! — Seberus exclamou desesperadamente.

— Eu nunca falei isso — ela respondeu inocentemente. — Só disse que via os outros magos jogando. Nunca disse que não jogava com eles.

Nos primeiros movimentos, tudo parecia normal. Seberus esperava que ela fosse menos habilidosa, especialmente na colocação das peças. Mas, não pensou mais a respeito.

Porém, com o andamento do jogo, logo percebeu que Yuna era como uma cobra camuflada, esperando o momento exato para atacar!

E quando ela decidiu agir, Seberus não pôde fazer mais nada, vendo suas peças sendo eliminadas uma a uma com o passar do tempo.

Não importava se Bart e ele tentassem cooperar. A derrota veio assim que subestimaram a pequena Montgomery.

— Xeque-mate — ela disse, derrubando de brincadeira a peça do Rei adversário.

Seberus suspirou e encolheu-se na cadeira.

Se tivesse uma moeda de ouro para cada vez que uma garota de dez anos o derrotou sem misericórdia no xadrez, teria duas moedas — pouco, mas estranho acontecer duas vezes.

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