Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Capítulo 110

Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Com o passar dos dias, as pessoas rapidamente descobriram o quão útil era um automóvel, não apenas para transportar grandes quantidades de materiais por terrenos distantes, mas também para viagens pessoais.

A empresa Reborn começou a demonstrar o poder de sua frota de veículos ao transportar diversos tipos de produtos pelos diferentes territórios da região dos Reis.

Por exemplo, a cúrcuma, que era muito rara e escassa em territórios muito distantes do Vale da Grama, agora podia ser comprada em qualquer loja da Reborn em todos os territórios. E o melhor: era muito mais barato do que os preços normais, porque o esforço para transportá-la era bem menor com os automóveis.

O concreto virou um grande negócio para a empresa desde que as pessoas perceberam o que Castelle quis dizer ao afirmar que poderiam "entregar em qualquer lugar na região dos Reis".

Áreas rurais e vilarejos com casas de madeira e cabanas agora podiam construir prédios semelhantes a grandes cidades, pois era muito mais fácil transportar concreto do que pedra ou aço.

Soberanos que possuíam seu pedaço de terra passaram a procurar a Reborn para expandir seus territórios, permitindo que construíssem muros e edificações em um curto espaço de tempo.

Claro que, assim que as pessoas perceberam o verdadeiro poder dos automóveis, começaram a perguntar como poderiam adquirir seus próprios veículos. Empresários, membros da realeza e até pessoas comuns queriam comprar seus automóveis. Sempre paravam para admirar qualquer Reborn automóvel que passasse pelas ruas de Kingsbridge, sonhando em um dia poder pilotar um também.

Michael estipulou o preço de um carro sedã comum em cerca de 10.000 moedas de ouro, e 40.000 por um caminhão grande.

Algumas pessoas inteligentes e com visão de negócios imediatamente compraram seus próprios sedãs, transformando-os em uma fonte de renda. Utilizavam como se fosse coche, oferecendo passeios por um preço acessível.

Michael poderia ter monopólio do uso de automóveis apenas para sua empresa. Afinal, a velocidade e eficiência desses veículos lhes davam vantagem competitiva, permitindo fornecer produtos raros por preços mais baixos do que os concorrentes.

Porém, Michael sabia que isso era uma visão de curto prazo. Pensava muito além, imaginando um mundo onde todos usariam automóveis.

Depois de tudo, esses carros não poderiam ficar ligados para sempre. Precisariam de combustível, algo que eles tinham de sobra no Reino do Renascimento.[1]

Então, assim que as pessoas começaram a comprar seus automóveis, Michael ordenou que Castelle começasse a construir muitas estações de abastecimento por todo território para fornecer o combustível necessário.

E, com o aumento da compra de automóveis, muitos territórios passaram a precisar adquirir concreto deles para construir estradas maiores, capazes de suportar o tráfego das novas máquinas.

Além disso, deram início à construção de estradas que conectariam cidades e vilarejos na região dos Reis, permitindo que os automóveis mostrassem todo seu potencial.

O comércio na região dos Reis cresceu significativamente com a chegada do concreto e dos automóveis, com ouro circulando mais rapidamente do que o normal.

Mas, é claro, a maior parte desse dinheiro ficou nas mãos da Reborn, que Michael usou para manter suas fábricas abastecidas e continuar produzindo bens.

Seberus Augindore era o Mestre da Torre da Cidade de Kingsbridge. Ele tinha a responsabilidade de liderar as questões relacionadas à magia e tudo que fosse misterioso.

Porém, até mesmo ele ficou perplexo ao inspecionar, junto com vários outros magos, um automóvel da Reborn com os próprios olhos.

O sedã tinha o capô levantado, exibindo toda a mecânica interna que fazia o veículo funcionar.

Um mago de 6 estrelas usou o feitiço [Magia Onisciente], que lhe permitia sentir toda a mana elementar ao seu redor. No entanto, ao olhar através do olho mágico flutuando acima de sua cabeça, ele não conseguiu detectar nenhuma magia sendo usada para fazer o veículo funcionar.

"Não usa magia nenhuma", afirmou, com a voz carregada de incredulidade. "Não há nada de misterioso neste automóvel; ele funciona apenas com o mundo físico."

Os demais magos e feiticeiros ficaram boquiabertos com a descoberta. Era difícil acreditar que um objeto que desafiava a realidade não usasse magia alguma.

"Mestre da Torre, isso realmente não é magia? Como isso é possível?"

Todos se voltaram ao homem mais sábio da sala.

Seberus passou a mão na longa barba e olhou novamente para o carro.

"Hmm... preciso refletir mais a respeito. Seria mais sensato que me deixassem meditar sozinho sobre este automóvel", disse a todos.

Logo, os magos saíram da sala, restando apenas Seberus e o automóvel diante dele.

Na calmaria, Seberus perguntou: "Michael, você está me ouvindo?"

De repente, a sombra atrás de seus pés se alongou, permitindo que o corpo de Michael surgisse na sala.

"E aí! Você me chamou?" disse Michael, saudando casualmente o velho.

"Seu novo produto é impressionante", disse Seberus. "Ainda me surpreendo que você consiga criar algo tão engenhoso apenas usando as leis naturais do mundo, sem recorrer à magia para contornar a realidade. Me diga, como você fez isso?"

Michael sorriu para o velho antes de estalar os dedos, movimentando telepaticamente o tabuleiro de xadrez e as peças até se organizarem na mesa.

"Que tal jogarmos uma partida primeiro?"

Seberus riu baixinho e se acomodou do outro lado da mesa. "Devo avisar: melhorei bastante desde que você saiu."

Michael sentou-se do lado oposto, escarnecendo. "Você também, velhote!"

Eles jogaram como antes, trocando peças de forma equilibrada.

Por mais que Seberus achasse que tinha evoluído, Michael parecia sempre levar vantagem no fim.

"Tá difícil? Que tal uma água para relaxar?" brincou Michael.

Seberus lançou um olhar para Michael antes de beber um pouco de água, tentando refrescar a mente e planejar seu próximo movimento.

Vendo uma boa oportunidade, Michael finalmente falou.

"Ah, criei algo especial. Você sabe o que é isto?" disse, revelando uma peça de Mithril para Seberus.

E, como esperado, Seberus acabou cuspindo toda a água de sua taça, completamente chocado.

Michael rolou pelo chão, rindo descontroladamente com a revelação tão bem timing.

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