
Capítulo 68
Renascido como o Gênio da Família Mais Rica
Todos na vila rapidamente passaram a usar eletricidade em suas rotinas diárias.
Agora que tinham essa nova fonte de energia, não precisavam mais bombear água manualmente até o reservatório para toda a vila. Tudo era alimentado por uma bomba elétrica que abastecia o sistema hidráulico com água, repondo automaticamente sempre que ela se esgotava.
A água, que antes era tão escassa na vida deles, agora era tão abundante que havia uma grande fonte no centro da praça, que divertia continuamente os HobMankeys.
Lolo observava com um olhar caloroso enquanto as crianças brincavam e se divertiam na fonte, se molhando de água.
Por causa de Michael, as crianças não precisavam mais passar pelas mesmas dificuldades que enfrentaram quando eram pequenas. Agora tinham água de sobra, tanta que podiam lavar seus corpos todos os dias com conforto.
Ele suspirou e olhou para o horizonte das Terras Secas.
A culpa começou a crescer no seu peito. Aqui estava ele, aproveitando a vida sem preocupações, enquanto muitos Mankeys amarelos ainda sofria lá fora, no deserto, sem uma gota de água para beber.
Só podia esperar que logo encontrassem esse paraíso e fossem abençoados com o presente de Michael.
…
…
…
No meio do nada, com o horizonte cheio de nada além de um deserto infinito, um único Mankey amarelo caminhava lentamente pela terra seca.
Seu corpo estava magérrimo, com a pele descascando por causa da secura.
Já fazia dias que ele tinha saído de sua vila em busca da oásis mítica — um lugar cheio de água e vida. Mas logo descobriu que isso era apenas um sonho. Lá fora, só havia ossos de Mankeys que também saíram em busca do mesmo sonho inútil.
Estava quase desistindo e retornando para sua vila.
Mas, naquele momento, ele viu algo ao longe. O calor do sol tornou tudo enevoado para ele, mas ele tinha certeza de que avistou outras criaturas caminhando pelo deserto.
Ele seguiu em direção até encontrar uma espécie estranha, com pelos que pareciam brilhar ao sol.
O Mankey teria pensado que era sua própria espécie, mas a postura ereta e os rostos semelhantes aos humanos lhe disseram que eram diferentes — mais poderosos.
Não só isso, eles pareciam relaxados.
Mesmo usando roupas estranhas que cobriam seus corpos, eles não suavam uma única gota sob o calor intenso do sol.
Adotavam uma atitude casual, como se caminhar pelo árido e quente deserto fosse algo fácil, uma simples caminhada matinal.
Comparados ao Mankey, essas criaturas estavam rindo e se divertindo. Não estavam desesperadas, lutando pela vida.
Então, o Mankey viu uma delas tirar uma garrafa do bolso.
…balançando…
Mesmo de longe, ele reconheceu o som. Era água!
A criatura deu um gole generoso na garrafa e bebeu toda a água que quis.
O Mankey não conseguiu evitar engolir em seco enquanto assistia àquele ser saciar sua sede.
Então, algo inacreditável aconteceu: a criatura começou a se molhar, deixando a água escorrer do rosto e cair no chão, desperdiçando esse recurso que salvava vidas!
O Mankey não acreditava. Se sua garganta ainda estivesse seca, teria gritado com a criatura por desperdiçar água.
Mesmo já tendo se alimentado, o ser poderia ter guardado aquela água para seus companheiros.
Quando o Mankey pensou nisso, as outras criaturas também começaram a tirar suas garrafas e se molhar na água, tentando se refrescar do calor.
Por fim, o Mankey reuniu coragem e se aproximou dessas criaturas.
“Seres benevolentes… por favor… poupem água… para mim”, implorou, com a cabeça quase enterrada no chão.
Os HobMankeys olharam para ele e viram o estado deplorável em que se encontrava.
“Estou disposto… a me tornar… servo por água… por favor…”
Antes que pudesse continuar a implorar e se prostrar ainda mais, de repente sentiu uma sensação fresca na cabeça.
Olhou para cima e viu uma garrafa de madeira com água perto de sua testa.
“Você não parece bem. Aqui, beba toda a água que precisar”, disse o HobMankey.
Com cuidado, o Mankey pegou a garrafa e deu seu primeiro gole.
Era realmente água. E eles o entregaram sem pedir nada em troca!
Logo, o Mankey começou a se encher de água, não soltando nem as últimas gotas da garrafa, até beber tudo e, finalmente, soltar um suspiro de alívio.
“Haaa…”, exalou o Mankey, deitado no chão, completamente satisfeito. “Seres graciosos… obrigado a vocês!”
Os HobMankeys encolheram os ombros. Pareciam ter aprendido com Michael que esse era um gesto que significava “de nada”.
“Estou disposto… a dar minha vida… para servir seres benevolentes…” disse o Mankey.
Mas os HobMankeys balançaram as cabeças. “Não há necessidade disso. Temos água de sobra.”
Ao ouvir isso, o Mankey chegou a uma única conclusão: eles tinham encontrado a oásis mítica no meio do deserto!
Se ele pudesse levar sua vila até ali, seriam salvos da morte.
“Por favor… me diga… como conseguem essa água… preciso… salvar minha vila… por favor, diga… onde fica a… Oásis!”
O Mankey sabia que era uma esperança difícil. Afinal, se esses seres realmente encontraram a oásis, provavelmente não quereriam dividi-la com ninguém. Guardariam só para si.
Mesmo assim, ele precisava tentar.
Em resposta, os HobMankeys se olharam. Embora tivessem ido ao deserto apenas para procurar calcário, Lolo os instruíra a guiar qualquer Mankey perdido até a vila.
“Não conhecemos nenhuma oásis, mas temos um paraíso! É um lugar onde a água cai como chuva, onde a comida é abundante, e onde as estrelas descem ao chão à noite.
Podemos acolher você e toda a sua vila. Quer ver?”