
Capítulo 64
Renascido como o Gênio da Família Mais Rica
Usando o automóvel, Michael e os recém-evoluídos Mankeys amarelos viajaram pelo deserto em busca de sua vila. As rodas pulavam pelas rachaduras no chão e manobravam entre os cactos enquanto Kong tentava se lembrar da localização da aldeia.
Finalmente, os olhos de Michael avistaram uma grande concentração de mana de Vida ao longe. Usando um feitiço simples de 1 estrela chamado [Visão Telescópica], ele conseguiu confirmar a localização da vila.
Curiosamente, a vila ficava sobre uma enorme cratera, o que a tornava quase imperceptível na vasta planície do deserto.
Assim que parou o automóvel, todos os Mankeys saíram correndo e olharam para a sua vila.
A antiga e vibrante coleção de casas feitas de barro e argila estava agora completamente coberta por um estranho líquido negro.
Esse era o motivo pelo qual a vila precisava de ajuda urgente. Esse estranho líquido negro havia invadido as suas casas e destruído seu refúgio seguro.
Significava que eles teriam que se mudar para um lugar mais seguro. Contudo, uma migração tão grande de Mankeys exigiria muitos recursos, principalmente água. Foi por isso que Kong e os outros Mankeys saíram de sua vila. Eles precisavam de recursos para se reassentar.
Kong, Anne e o restante dos Mankeys pularam do carro, surpreendendo os outros habitantes que estavam escondidos dentro das casas embutidas nas laterais da grande cratera.
Crianças gritavam, enquanto os pais tentavam fazê-las ficar quietas e evitar fazer barulho.
Eles pensaram que estavam sendo invadidos.
O poder e a magia emanando dessas cinco figuras estranhas eram diferentes de qualquer espécie que eles já tinham visto antes. Mesmo com pelos amarelos e semblantes semelhantes a macacos, eram completamente diferentes dos Mankeys normais.
Eles se erguiam altos, com orgulho, com força—completamente estranho para os Mankeys amarelos.
"Nós nos rendemos… imploramos por misericórdia…"
Um idoso Mankey, com seus cabelos amarelos quase brancos e uma coluna vertebral ainda mais curvada do que um círculo, saiu das casas e enfrentou os cinco estranhos.
Mas ao olhar para esses cinco seres, o velho Mankey sentiu como se estivesse diante de algo antigo, algo transcendente.
E de alguma forma, eles pareciam familiares. Mas isso não era possível.
"Somos nós", disse Anne, mas suas palavras não convenceram o velho. Afinal, ela parecia até mais bela do que a maioria dos humanos.
Kong sabia que palavras não convenceriam o velho. Então, aproximou-se dele, segurou as mãos do idoso e colocu-as respeitosamente sobre sua testa. Era um gesto cultural que apenas Mankeys conheciam.
Foi então que os olhos do velho brilharam em reconhecimento.
"Você!... mas como?" a empolgação do velho fez os outros Mankeys escondidos nas casas finalmente saírem de seus esconderijos.
À medida que mais Mankeys saíam, mais deles reconheciam os cinco 'estranhos'. Uma comemoração se iniciou, com abraços e pulos espalhados entre os Mankeys.
Quando eles não voltaram após alguns dias, pensaram que todos tinham morrido.
Mas, de algum modo, eles não apenas sobreviveram, como se transformaram nesse novo e poderoso Mankey, com força e talento que eram completamente incomuns para a raça mais fraca do mundo.
"Como... como isso… aconteceu?" eles todos perguntaram.
Kong e Anne sorriram enquanto apontavam para o céu.
Justo então, a vila dos Mankeys olhou para o céu e viu a silhueta de um menino humano de dez anos flutuando no ar. Com as mãos nos bolsos e um sorriso casual.
Michael lentamente floatou até a cratera, apresentando-se aos Mankeys com um simples "Olá".
"Ele nos salvou!" disse Kong, demonstrando sua admiração e respeito por Michael só pelo tom de voz.
"Ele nos deu água, nos deu comida. Nos deu tudo que precisávamos para sobreviver, sem pedir nada em troca," disse Anne, com os olhos brilhando ao falar de Michael.
Contaram a toda a vila que seus poderes permitiram que eles passassem de um Mankey comum para essa forma nova e melhor, cheia de talento e magia.
O velho Mankey olhou para Michael, com descrença estampada no rosto. Como o mais velho da vila, tinha conhecido muitos humanos antes, incluindo os magos mais poderosos, mas nunca tinha ouvido falar de alguém capaz de fazer isso.
"Senhor…" disse o velho, "Por que veio… até a nossa vila? Como pode ver… estamos à beira da extinção… a maldição das terras… tomou conta do nosso lar…"
Mais da metade das casas estava inundada por esse estranho lodo negro. Algumas estavam completamente submersas, impossibilitando a habitação.
Esses Mankeys viam isso como uma maldição.
Mas, ao olhar para essa substância negra, Michael não viu uma maldição. Ele viu ouro líquido.
Era petróleo! A vila ficava exatamente sobre um poço de petróleo, com tanto óleo que transbordava para a superfície.
Se a América existisse neste mundo, já teriam invadido essa terra.
Michael, claro, não ia deixar essa oportunidade passar.
"Vim aqui por um motivo único," disse Michael, dirigindo-se a todos da vila. "Vim oferecer uma chance de viverem sem se preocupar com comida, água ou moradia."
O velho Mankey balançou a cabeça. "Não podemos… oferecer nada…"
Michael apontou para o líquido negro atrás deles. "Se vocês estiverem dispostos a me ceder a propriedade desse líquido negro, eu posso fornecer tudo que vocês precisam para sobreviver e muito mais."
Eles queriam apenas sobreviver, beber água e comer todos os dias. E Michael era a pessoa capaz de proporcionar isso.
Eles estavam prontos para fazer qualquer coisa por Michael. Dispostos a se tornarem seus escravos.
Porém, ele só queria o líquido negro, algo que eles consideravam uma maldição.
Era bom demais para ser verdade.
Para convencer totalmente que tinha boas intenções, Michael bateu as mãos e cinco grandes barris de água flutuaram no ar, caindo na vila.
O velho Mankey lentamente se aproximou de um dos barris.
Ao ver que estava cheio de água fresca e revigorante, o corpo do velho Mankey começou a tremer.
Ele tremia até não aguentar mais e mergulhou sua cabeça inteira no barril, bebendo toda a água que quis.
Os demais Mankeys logo seguiram o exemplo, celebrando enquanto encheram a barriga com a água que salvou suas vidas.