
Capítulo 44
Renascido como o Gênio da Família Mais Rica
— Você acha que conseguimos fazer isso? — perguntou Michael.
Bart esfregou o queixo, pensando na viabilidade do projeto. — São muitas barreiras, filho. Primeiro, a questão do dinheiro. Uma construção de grande escala como essa precisaria de um volume gigantesco de recursos. Afinal, o sistema de esgoto vai atravessar toda a cidade, e isso exige muita mão de obra também.
Mais importante, precisaremos da ajuda da Torre Mágica para emprestar alguns magos especializados em construções.
Michael levantou a mão. — Não precisamos nos preocupar com isso. Eu conversarei com o Mestre da Torre e convencê-lo a nos ajudar.
Uma pequena aposta com uma partida de xadrez deve ser suficiente, pensou ele.
— Tudo bem, — assentiu Bart. — A parte mais importante que precisamos considerar é o apoio da cidade. Mesmo que tenhamos o dinheiro e a mão de obra para construir o sistema de esgoto, isso será inútil se não conseguirmos a permissão dos governantes de Kingsbridge.
Michael olhou para o pai. — Não temos influência suficiente para isso? Afinal, somos Vanderbilt.
Bart suspirou. — Sim, temos influência com as altas autoridades da cidade. Mas isso é só uma parte do problema. Também precisamos cuidar da percepção pública, e, infelizmente, isso não se resolve apenas ostentando o nosso estandarte familiar.
Michael franziu o rosto. Achava que a família mais rica do mundo teria apoio da cidade.
— Por quê? — questionou.
— É minha culpa, filho. Ainda não consegui controlar a percepção pública sobre os negócios Vanderbilt. No momento, toda a cidade está do lado de uma nova empresa emergente chamada Reborn. A menos que consigamos ajuda deles para convencer os cidadãos a aceitarem uma grande obra que vai interromper a rotina deles, não conseguiremos iniciar o sistema de esgoto, — explicou Bart.
Michael não pôde deixar de rir consigo mesmo. Se a Reborn fosse a peça final do quebra-cabeça necessário para começar o projeto da rede de esgotos, então era mais fácil do que ele pensava.
— Acho que posso ajudar com isso. — disse Michael.
Ele conduziu os pais de volta ao carruagem e ordenou que Sebastian fosse até um determinado prédio no centro da cidade.
…
…
…
Após alguns minutos de viagem, finalmente chegaram a um prédio recém-construído no centro do distrito comercial da cidade.
Na lateral do edifício, havia uma grande tipografia escultural com o nome REBORN.
Michael não sabia exatamente quanto gastou para construir aquilo, mas deve ter custado mais de meio milhão de moedas de ouro, o que justificava o fato de todo o lucro que obteve com a empresa ter sido investido na própria sede.
Ele saiu da carruagem, com os pais logo atrás.
— Michael, essa é a sede principal da Reborn. Não podemos simplesmente entrar assim, sem marcar uma reunião adequada, — disse Bart, puxando a barba de Michael para pará-lo.
A Reborn estava no auge de sua popularidade, com seu produto inovador, o Fosfato Reborn, tornando-se o item mais vendido daquele inverno.
Mesmo na profunda estação do inverno, as pessoas ainda formavam filas nas lojas da empresa para comprar seus produtos.
Embora a maioria evitasse tomar banho no inverno, muitos acreditavam que, usando o sabão e o shampoo Reborn, tinham menos chances de contrair doenças.
Agora, era só um boato e uma lenda, mas eles não sabiam que isso tinha base científica.
Por causa da fama, as pessoas não podiam simplesmente entrar e exigir uma audiência com seus administradores, especialmente porque ninguém os tinha visto desde o início da empresa.
Isso virou até fonte de fofoca e intriga na cidade.
Mesmo sendo Vanderbilt, Bart tinha certeza de que não poderia usar sua influência para tentar se encontrar com o chefe da Reborn.
Ele tentou abrir as portas novamente, mas Bart segurou firmemente seus ombros.
— Invadir pela porta de uma empresa assim não é uma boa primeira impressão, — disse Bart.
— É melhor escrever uma carta explicando a situação e pedir uma audiência. Ouvi dizer que o dono da Reborn é uma pessoa magnânima, que não se preocupa apenas com dinheiro. Aposto que ele vai querer ajudar com o sistema de esgoto, já que isso beneficiará toda a cidade, — explicou Bart.
Lylia tentou impedir Michael de se impor. — Querido Michael, está frio lá fora. Melhor voltarmos para a carruagem, — disse ela, tremendo, com o chapéu de inverno coberto de neve.
— Não se preocupa, mãe, pai. Eu mostro pra vocês. — respondeu Michael.
Finalmente, Michael avançou, abriu as portas e entrou, revelando os atendentes e assistentes ocupados em seus trabalhos.
Todos pararam o que estavam fazendo e olharam para o garoto de dez anos que tinha acabado de entrar.
Antes que pudessem dizer algo, a porta do escritório do chefe se abriu de repente, com Castelle saindo do recinto e encarando Michael.
— Jovem Mestre? — ela disse, enquanto seus olhos passavam por ele e encontravam Lylia e Bart atrás dele.
Imediatamente, ela percebeu que era hora de revelar a verdade. Caminhou rapidamente pelas escadas do escritório e fez uma reverência para Michael e sua família.
— Bem-vindos, Jovem Mestre. Espero que o escritório seja do seu agrado, — disse Castelle, ignorando as olhadas de Vanderbilt.
— Está ótimo. Você fez um bom trabalho, Castelle. — respondeu Michael casualmente, inspecionando o interior do escritório.
— Por que você veio até aqui, Jovem Mestre? Viemos retomar o controle da sua empresa? —
Assim que falou isso, Bart e Lylia entraram também, confusos com a cena.
— Castelle? O que está acontecendo aqui? —
Bart apontou para um dos funcionários ao lado e perguntou: — Quem é ela? — indicando Castelle.
— Ela é a Sra. Castelle, senhor, gerente da Reborn. — respondeu o funcionário.
Bart olhou para Castelle, com a testa carregada de confusão. Parecia que ele sabia a resposta na cabeça, mas não conseguia encaixar aquilo na realidade.
— Boa tarde, senhora, senhor, — falou Castelle com respeito. — Isso mesmo. Sou a gerente atual da Reborn. No entanto, o verdadeiro dono do negócio é o Jovem Mestre. Ele é a verdadeira força que levou essa empresa ao sucesso de hoje. —