
Capítulo 29
Renascido como o Gênio da Família Mais Rica
Após as aulas matinais com sua mãe, Michael passava as tardes construindo o relógio que daria de presente ao pai.
Como não era a primeira vez que fazia essa engenhoca, ele conseguiu construir o relógio um pouco menor, fazendo-o parecer com aqueles antigos relógios de torre que ele tinha visto em sua vida anterior. Ainda era grande, mas não tão volumoso quanto um armário.
Seu pai, ao ouvir o tique-taque rítmico do relógio, não conseguiu conter a excitação.
— Uau! Incrível! — exclamou o homem, abandonando qualquer pretensão de ser digno.
Ver o pêndulo balançando para frente e para trás parecia tê-lo hipnotizado. Ele não conseguia evitar balançar a cabeça também.
Michael observava seu pai ficar obcecado com o relógio, a ponto de parecer um tanto tolo.
— Você gostou tanto assim, pai? — perguntou Michael, rindo sozinho. Ele nunca tinha visto o pai agir daquela maneira.
Sempre viu seu pai como um sujeito sério, tratando tudo com uma atitude pragmática. Mas agora, ele o estava vendo sob uma luz completamente diferente.
— Eu ainda não entendo como funciona e como você criou isso, mas é incrível, filho! Obrigado. Mal posso esperar para instalá-lo no meu escritório — disse Bart, bagunçando o cabelo de Michael.
— Agora que você tem isso, não tem desculpa para chegar tarde em casa, certo, querido? — Lylia soou como se estivesse brincando, mas pai e filho sabiam que era uma ameaça real.
— Ah, veja só a hora. É melhor irmos agora para chegarmos a Kingsbridge antes do almoço, hahaha!
Parecia que Michael havia herdado do pai a habilidade de se esquivar das perguntas assustadoras de Lylia.
Hoje era o dia em que iriam para Kingsbridge visitar a Torre de Magia. A única razão pela qual demoraram cerca de uma semana para ir a Kingsbridge foi porque a mãe de Michael queria aprimorar um pouco mais sua magia da Terra antes que ele fosse avaliado.
Não importava, porque Michael finalmente teria a chance de ver magos de perto.
Ei, ChatJK1, pronto para analisar mais feitiços mágicos?
— [Sou totalmente capaz de escanear feitiços mágicos que forem realizados em sua vizinhança.]
Era isso que ele queria ouvir.
Algumas horas depois, Sebastian parou os cavalos que puxavam a carruagem e espiou pela janela.
— Senhor, senhora, jovem mestre, chegamos a Kingsbridge.
Michael tinha ouvido muito sobre Kingsbridge depois de ouvir o relatório diário de Castelle sobre a empresa Reborn.
Segundo ela, Kingsbridge era uma cidade grande cujos cidadãos eram um pouco mais ricos do que o cidadão médio. Os habitantes normais deste lugar consistiam em comerciantes ricos, famílias famosas de espadachins e até mesmo membros da realeza.
Essa era a razão pela qual eles podiam vender sabonete e shampoo Reborn por uma moeda de ouro o par. A maioria das pessoas não teria condições de pagar por isso, mas o povo de Kingsbridge era mais do que rico o suficiente para gastar para se manter feliz.
Michael olhou pela janela e viu os altos muros de pedra que cercavam a cidade, com arqueiros e soldados estacionados em cada torre de vigia.
— [As paredes são feitas de pedra e argamassa para fornecer força e estabilidade à estrutura. Elas têm uma altura estimada de 20 metros ou equivalente a um prédio de seis andares. Gostaria de saber mais?]
— Não. Estou bem, obrigado.
Como esperado de uma cidade rica, eles não economizaram em armar seus soldados até os dentes. Os guardas que protegiam o portão estavam vestidos com armaduras de aço completas, com revestimento de ouro para emanar uma aura "real" aos soldados.
— Presto minhas homenagens aos Vanderbilt — disse o soldado ao se curvar para a carruagem.
Eles não foram questionados nem tiveram suas carruagens inspecionadas como todas as outras pessoas que entravam na cidade. Eles foram autorizados a entrar puramente por causa do emblema Vanderbilt em sua carruagem.
A propósito, o emblema deles era o símbolo de duas mãos segurando uma coleção transbordante de moedas de ouro, com a imagem do planeta abaixo dela.
Michael achou que era demais, considerando que eles colocavam ouro de verdade em seu emblema apenas para exibir sua riqueza.
Depois que foram liberados, Sebastian continuou a conduzir sua carruagem em direção à grande torre preta à distância.
Enquanto isso, Michael colocou a cabeça para fora da janela.
Esta era a primeira vez que ele testemunharia uma verdadeira cidade medieval com seus próprios olhos. Ele tinha uma ideia abstrata de como elas eram, já que frequentemente assistia a animes e programas de TV retratando esta era, mas vê-la na vida real parecia mais surreal.
Os homens usavam túnicas finas, enquanto as mulheres usavam vestidos bufantes como se fosse normal.
Parecia que eles estavam fazendo cosplay, mas não estavam. Esta era sua verdadeira vestimenta para o dia.
Enquanto a carruagem continuava a balançar pelas ruas de paralelepípedos de Kingsbridge, a observação tranquila da cidade por Michael foi interrompida por um cheiro horrível que encheu seus sentidos.
— Urgh!
Ele teve que pinçar o nariz. Ele não aguentava mais.
— O que é iddo? (O que é isso?)
No entanto, seus pais não pareciam notar nada de errado.
— O que foi, querido?
Michael olhou para eles como se estivessem loucos.
— Vocês não estão sentindo esse cheiro?
Lylia e Bart se entreolharam. Eles não sabiam o que estava cheirando tão mal.
Então, Bart finalmente se lembrou de que esta era a primeira vez que Michael visitava Kingsbridge.
— Ah, você deve estar sentindo o cheiro do rio Dames — explicou Bart.
Logo, a carruagem chegou a uma ponte larga que levava à próxima parte da cidade. Michael olhou pela janela e finalmente percebeu o que estava cheirando tão mal.
O rio Dames estava cheio de poluição! Não apenas qualquer poluição, era poluição humana, ou seja, dejetos humanos!
Este mundo ainda estava preso na época medieval, quando os dejetos humanos eram simplesmente jogados no rio, sem qualquer preocupação com a limpeza! Michael estava vivendo com instalações sanitárias modernas na mansão por tanto tempo que ele se esqueceu desse fato. Só agora essa realidade o atingiu em cheio.