
Capítulo 561
Filho de Hades: A Linhagem do Monarca da Morte
Neo sentiu uma força puxando-o.
Era como se a "Vontade" estivesse sendo arrancada dele.
Ele cerrava os dentes e resistia à força.
Cada parte de sua alma e mente estava ao limite. Começou a sangrar pelo nariz e pelos olhos.
Um único momento de recuo, e ele perderia tudo.
Ele resistia o máximo que podia à força que o puxava.
A expressão da mulher era de choque total.
"Que… força de vontade. Posso ver que você não possui o Elemento de Vontade, mesmo assim consegue resistir à Minha Manipulação de Vontade. A força de vontade que você tem é a mais pura e profunda que já vi."
"Como você treinou sua força de vontade para alcançar tamanha altura?" ela perguntou.
"Olhar para a cara da sua mãe horrenda todas as manhãs já era o suficiente para treinar minha força de vontade." Neo cuspiu.
Já sabia que esses seres o tratavam como um bicho exótico de zoológico.
Eles eram tão poderosos que nem precisavam de sua permissão, podendo fazer o que quisessem com ele.
Mas se Neo se rendesse em silêncio, ele não seria Neo.
"O que…?" perguntou a mulher, seu choque se transformou em raiva e ela murmurou: "Muito bem, se você não quer conversar, então que seja."
Ela balançou a mão, e o corpo de Neo foi sendo desmembrado camada por camada.
Primeiro, a pele, depois os músculos, nervos, órgãos e, por fim, os ossos.
Apenas sua alma ficou para trás.
A mulher exerceu uma enorme pressão sobre a alma dele.
Era forte o suficiente para dividir sua alma ao meio, mas ela se certificou de que sua alma mantivesse sua forma forçadamente.
A dor invadiu a mente de Neo.
A alma é mais sensível que o corpo físico, e a mulher parecia saber exatamente como infligir uma dor terrível na alma.
Nesse estado de paralisia mental, Neo mal percebeu uma invasão em sua mente.
A mulher… ela tentava checar suas memórias…
Os pensamentos de Neo estavam destruídos e incoerentes.
Mas ele sabia que não podia deixar que ela tocasse suas memórias. A ideia de perdê-las novamente fez seu Consciência arder.
Enquanto sua alma era repetidamente destruída e reparada, ele criou uma quantidade titânica da intenção de Loucura para atacar a percepção de si da mulher, invadindo sua mente.
Dessa vez, a mulher veio preparada.
Sua mente conseguiu resistir à Intenção de Loucura.
Porém, isso desacelerou sua velocidade de invasão à mente de Neo.
Era uma oportunidade para Neo.
Ele envolveu suas memórias com Energia Mundial e… as rasgou, enviando-as ao seu Cosmo.
A dor de rasgar suas memórias fez a dor da alma parecer piada.
Isso levou ■ a pensar que….
Hum?
Quem era ■?
Qual era o nome do homem?
■.
Ele tentou se lembrar do nome.
Mas tudo o que conseguiu foi uma resposta minguante.
Ele… quem era ele?
Ele não podia ser sem nome, podia?
"Você destruiu suas memórias ao invés de me deixar vê-las?" perguntou a mulher, incredula.
Ela rapidamente usou Chronomancia para voltar no tempo antes que Neo destruísse suas memórias.
Mas….
"Hum? Por que… por que suas memórias não estão retornando? Eu revi o tempo! Que técnica você usou?"
O homem sem nome olhou para a mulher, incapaz de entender o motivo de sua raiva.
No entanto, por alguma razão, uma sensação de nojo e raiva surgiu do coração dele ao continuar a olhar para ela.
O homem sem nome balançou a cabeça.
Ele precisava se lembrar de suas próprias memórias.
Ele era ■.
Uma dor pulsante invadiu sua cabeça enquanto tentava recordar seu nome.
Viu a mulher observando-o, esperando que ele recuperasse suas próprias memórias, mas aquilo não importava ao homem sem nome.
Ele se observou.
Quem era ele?
Com o que tinha mais familiaridade?
Sua existência respondeu a ele: 'Morte'
Algo lhe dizia que ele nasceu da Morte.
Ele deveria ser a Morte.
Uma existência perfeita. Uma Morte suprema, superior a todas as outras mortes.
Mas…
Ele foi imperfeito.
Isso não importava para seu pai – seu Criador.
Se fosse imperfeito, o Criador bastava criar outra Morte, melhor que esta. E continuaria criando assim até alcançar a morte perfeita.
E assim, ele foi descartado.
Sem nome.
Sem identidade.
O Criador não lhe deu um nome porque não estava bravo com ele, apenas não se importava com uma falha.
A Morte Sem Nome foi instruída por seu Criador a partir, e fazer o que bem entendesse.
A Morte Sem Nome—
"O que é isso? São essas memórias falsas que você criou para esconder as verdadeiras?" questionou a mulher. "Ih, vai ser complicado de lidar."
Ela esmagou sua alma, semeou a existência nele, e partiu.
Sabendo que não podia morrer, era melhor manter a Morte Sem Nome em uma estase, garantindo que ele não pudesse fazer mais truques como apagar memórias.
Ela retornou à sua base e continuou tentando roubar a força de vontade da Morte Sem Nome ou reparar suas memórias.
Durante um tempo desconhecido, a Morte Sem Nome foi forçada a viver como uma Consciência.
Não lhe era permitido reviver, e sempre que tentava, seu corpo, alma e semente de existência eram destruídos.
Nessa condição, a Morte Sem Nome mal conseguia pensar.
Mas ele continuava resistindo às tentativas da mulher de roubar sua força de vontade.
"Droga, já faz cem anos! Que tipo de força de vontade insano essa pessoa tem que não consegue ser quebrada ou dobrada!"
A mulher precisava daquela força de vontade quase divina.
No entanto, ela precisava quebrar essa força, tornando mais fácil tirá-la.
Deveria ser simples.
Não havia como um ser do Estágio-3, com alguns milhares de anos de vida no máximo, resistir a ela, que tem centenas de bilhões de anos.
Mas a Morte Sem Nome parecia desafiar toda lógica.
"Huff! Hufff! Vamos ver por quanto tempo você consegue resistir. Se cem anos não forem suficientes, continuarei por cem mil anos!"
A dor se tornou uma companheira constante de ■.
Ao longo daquele tempo nebuloso, ele ouviu vários sons.
Alguns dizendo que a mulher precisava ir para a linha de frente. Outros dizendo para ela parar de teimosia e deixar a Morte Sem Nome, já que ela não podia tirar sua força de vontade.
Aquelas palavras só aumentaram a raiva da mulher.
Ela não pararia até quebrar a força de vontade da Morte Sem Nome.
Porém, um dia, uma mudança apareceu.
"Saúdo o Descendente do Grande A, Sua Majestade," falou uma voz que a Morte Sem Nome nunca tinha ouvido antes.
"O que deseja?" respondeu a mulher.
"Sua Majestade, recebi a notícia de que o senhor não entrou na guerra há mais de um século porque estava ocupado com um brinquedo?"
"Kria'vyne! Está dizendo que negligenciei meu dever—"
"Não ouso dizer isso, Sua Majestade." A voz era escorregadia. "Admiro suas ações ao encontrar uma alma que possa ser transformada em um Verdadeiro Berserker."
"O quê…?"
"O homem possui uma força de vontade quase divina, correto? Se for ele, poderemos finalmente criar um Verdadeiro Berserker! Com isso, conseguiremos retomar a vantagem na guerra!"
"Kria'vyne, não vou te dar esse homem para que o transforme num Berserker. Ele é meu, pois foi eu quem o encontrou."
"Conforme suas palavras, Sua Majestade. No entanto, a Aliança está desesperada por uma arma capaz de virar uma maré na batalha."