
Capítulo 428
Filho de Hades: A Linhagem do Monarca da Morte
Hehe, quem sabe?
Ela bateu as asas e voou em direção ao céu a uma velocidade vertiginosa.
Neo ficou congelado de surpresa.
‘Ela vinha agindo de forma tão amistosa até agora.’
‘Será que aquela é a verdadeira personalidade dela?’
Não, de jeito nenhum ela seria burra o suficiente para se colocar em perigo por alguém que acabou de ver.
‘Elizabeth estar aqui e ela não fazer parte da Expedição deve ter deixado claro que ela está comigo e com os outros do meu mundo.’
‘Ela não tem ligação com a Grande Expedição. Por que Zera está tentando salvá-la?’
Bondade?
Compaixão por uma companheira presa no pesadelo?
Um rugido ensurdecedor ecoou no céu enquanto as vinhas arrebentaram Zera contra o chão novamente.
— Pare com isso — disse Neo. — Não preciso da sua ajuda.
— Haha, agora você está sendo teimoso — ela respondeu, cambaleando e tentando levantar o corpo.
Seus membros tremiam, e sangue jorrava de suas feridas em grande quantidade. — Se você realmente quer salvá-la, não deveria pedir minha ajuda?
— Sou cem vezes mais forte do que você.
— E você também está ferida. Se continuar assim, não vai saber quando morreu—
Uma onda de choque explodiu antes que Neo pudesse terminar suas palavras.
Zera decolou rumo ao céu.
Seus olhos fixos na figura de Elizabeth.
A Lança de Vinha desceu do céu novamente e atacou Zera.
Neo, incapaz de assistir por mais tempo, pulou para cima.
Uma força poderosa o arremessou ao chão antes que ele pudesse subir mais.
— O que você está fazendo? — perguntou Neo.
Zera não respondeu. Ela voou pelo céu desviando das vinhas e usou sua Afinidade com o Ar para impedir que Neo chegasse perto.
Seus intenções eram claras.
Ela queria garantir que Neo não fosse ferida.
Ele rangeu os dentes.
Embora quisesse gritar que não precisava da ajuda dela, sabia que não era hora de ser teimoso.
Precisava da ajuda de Zera para salvar Elizabeth.
— Use seu Domínio! Não se preocupe comigo! Eu tenho uma forma de sobreviver a isso!
Zera virou levemente a cabeça, olhando para Neo.
Seus olhos pareciam penetrar em sua alma.
Como líder doclã, Zera sempre se preocupou com as pessoas sob seus cuidados.
Elizabeth, agora com eles, também era membro da Grande Expedição.
Zera acreditava que era seu dever como líder proteger todos que estavam subordinados a ela.
‘Se Tyr estivesse aqui, teria me repreendido por colocar a vida de um único membro acima da minha,’ pensou Zera consigo mesma, sorrindo por dentro.
— Zera! — Neo gritou novamente. — Use seu Domínio!
Zera entendeu que não tinha tempo a perder, especialmente por já estar ferida.
Decidiu confiar em Neo, acreditando que ele tinha uma carta na manga.
O Domínio
Um imenso espaço se formou ao redor de Zera, do tamanho de um planeta de Nível 2.
Normalmente, os despertadores podiam transformar sua Energia (Mana/Energia Divina) em Elementais dentro do seu Núcleo.
Isso causava um atraso na execução de suas técnicas.
No entanto, os Deuses não eram impedidos por essa fraqueza.
[O Domínio] permitia que eles transformassem a área ao redor em seu território.
Podiam criar Energia Elemental sem atraso dentro do [Domínio].
Torres enormes de tornado roxo se formaram no céu.
Elas giraram em direção à Lança de Vinha, atacando-a.
Zera rugiu e aumentou a intensidade de seu Domínio.
Os Elementais do Vácuo no ar começaram a corromper a Lança de Vinha.
Ela aproveitou o momento de oportunidade e passou pela Lança de Vinha.
Sua forma voou mais alto no céu.
De repente, outro ataque de vinha caiu vindo do céu em direção à sua cabeça.
Ela foi impedida por um instante de reagir.
Justo quando Zera achou que seria atingida e arremessada ao chão, percebeu que os Elementais do Tempo ao seu redor estavam diminuindo rapidamente.
Seus olhos se arregalaram, e ela olhou para baixo.
Um lagarto descansava sobre o ombro de Neo.
O pequeno ser devorava os Elementais do Tempo como se fosse um buraco negro.
No entanto, isso quase não desacelerou as vinhas.
Eles eram fortes demais, e o lagarto não conseguiu extrair muito tempo deles.
— Obrigada, minha querida! — gritou Zera.
As vinhas reduziram a velocidade, ainda que quase imperceptivelmente.
Isso deu tempo suficiente para Zera reagir.
Neo proporcionou a Zera tempo suficiente para agir.
Ela rugiu e usou vento corrompido para desviar as vinhas e alcançar Elizabeth.
Milhares de vinhas começaram a descer do céu.
Como se estivessem enfurecidas.
Zera não esperou elas chegarem até ela e agarrou a vinha presa na cabeça de Elizabeth com a boca.
Ela a arrancou com uma puxada poderosa.
Depois, desceu rapidamente do céu.
Ela caiu de ponta cabeça, incapaz de aterrissar com segurança por causa de seus ferimentos.
— Prepare-se. Agora que resgatamos alguém à força, podem atacar—
Zera parou de falar ao perceber que as vinhas não a seguiram de volta ao chão.
Elas pairavam no céu, irritadas, mas nada mais.
— Zera! — chamou Neo correndo em sua direção.
— Volte à forma humana! Um tamanho assim consome energia demais para manter!
Zera obedeceu suas palavras, transformando-se na sua forma humana.
Estava coberta de sangue e feridas.
Sua aparência estava mais próxima de um cadáver semi-decomposto do que de uma pessoa viva.
Ela tossiu e mal conseguia ficar de pé.
Neo criou uma cama simples com elementos imitados e a deitou nela.
Fez o mesmo com Elizabeth.
— Você foi bastante imprudente — disse Neo.
— Não tem algo mais que você queira dizer? — ela sorriu de lado.
— Obrigado. Agora descanse — disse Neo.
Por mais que quisesse curar Zera, não podia fazer isso.
Ele não só era fraco, como seu elemento sagrado também agravaria as feridas dela.
Se tivesse domínio elevado em força sagrada, talvez pudesse curá-la sem piorar sua condição demasiado, mas seu domínio em elementos sagrados e de vida era lamentavelmente baixo.
‘Que droga,’ pensou, rangeu os dentes. ‘Ela me ajudou sem pedir nada, e eu não consigo aliviar sua dor.’
Zera tentou se levantar após alguns minutos.
— Toss! Toss! — tossiu ela.
— Aguarde, não mexa agora — pediu Neo.
— Está tudo bem — ela sorriu e acenou com a mão, tentando tranquilizar Neo. — Dragões, e Dragões Divinos, ainda mais, são mais resistentes do que vocês pensam.
Sua braço quase desprendido dizia o contrário.