Filho de Hades: A Linhagem do Monarca da Morte

Capítulo 72

Filho de Hades: A Linhagem do Monarca da Morte

"Eu… estou bem."

Ele mordeu os lábios.

A dor aumentava com o tempo.

Começou a ouvir vozes.

Ele achou que a gente falhou, que a gente falhou, que a gente falhou, ele NÃO percebeu, ele NÃO percebeu, ele NÃO percebeu.

O barulho da Escuridão aumentava cada vez mais.

Neo tentou suprimir os gritos.

A Tela de Status começou a apresentar glitches.

Ela tremeu.

Os ruídos ficaram caóticos.

Ele manteve o foco na Tela de Status.

E.

Ela mudou.

[Uma pilha de Imortais restante]

[Tempo até +1 pilha: 16 horas e 15 minutos.]

De duas para uma.

HEhehehehehHEhehe Você nos achou, nos achou, foi divertido, foi divertido, vamos jogar de novo, de novo, de novo.

Os ruídos desapareceram.

Neo ficou sem ar, resmungando.

Suas roupas estavam encharcadas de suor.

Ele levantou os olhos e olhou para Charlotte.

"A… aura de… escuridão… que eu estava liberando… Ainda a tenho?"

"Acabou de desaparecer." (Charlotte respondeu)

Resposta dela deixou Neo horrorizado.

Ele tinha, desde o momento em que entrou na montanha, sido enganado pela Ilusão da Escuridão.

Seria mesmo que ele se matou duas vezes, pensando que tinha duas pilhas restantes, quando na verdade, só restava uma…?

Neo respirou fundo para se acalmar.

Levou alguns minutos.

"Desculpe por agir estranho," ele disse.

"Você se acatou?" Charlotte perguntou.

"Sim."

"Pode me falar o que aconteceu?"

"Eu estava sob influência da Escuridão até agora."

"Entendi." O olhar de Charlotte se intensificou. "Voltando ao assunto, como suas maestrias aumentaram?"

Paimon falou antes que Neo pudesse responder.

"Assuntos do Submundo não podem ser revelados às almas dos vivos."

Charlotte e Elizabeth se voltaram para Paimon.

…Eles podiam vê-la.

"Você foi a causa da morte espiritual dele?" Elizabeth perguntou.

"Em parte, sim." (Paimon respondeu)

Elizabeth gemeu com a língua.

E.

De repente, o corpo de Paimon explodiu.

Neo ficou impressionado, boquiaberto.

"Por que você fez isso?"

"Porque ela me deixou bravo."

Elizabeth ignorou o receio de Neo e olhou diretamente nos olhos dele.

"Ela te ameaçou quando você foi ao Submundo—"

"Oh, meu Deus, temos uma criança brava aqui."

Paimon apareceu no outro ombro de Neo.

"Se eu estivesse realmente ameaçando o Neo, o atacar de repente o colocaria em perigo, se você não puder me derrotar com um ataque—"

Elizabeth cerrava o punho.

Um pequeno buraco negro surgiu sobre o umbigo de Paimon.

Ele sugou todo o corpo dela para dentro.

"Só preciso te matar com um ataque."

"Você não pode matar o que não está vivo."

A boneca de esqueleto apareceu acima da cabeça de Neo.

Parecia que ela sempre estivera lá.

Paimon sorriu.

"Criança, você precisa pensar antes de agir. Ou suas ações podem te matar algum dia."

A sobrancelha de Elizabeth se remexeu.

Ela estava prestes a atacar novamente até Charlotte a deter.

"Eliz, para."

A palavra de Charlotte fez Elizabeth se voltar para ela.

"Precisamos pensar com calma antes de fazer qualquer coisa. Essa entidade vem do Submundo."

Suas palavras não mudaram nada.

Elizabeth ainda estava pronta para agir.

De repente, ela olhou para Neo, percebendo que ele seria pego se lutassem sem se poupar, e voltou à sua cadeira com um olhar ardente.

"Obrigada por parar."

"Antes que você mal interprete, todas as minhas ações foram feitas a pedido do Neo," Paimon explicou.

"Ele pediu para ser morto?" Elizabeth questionou.

"Não, e eu também não o matei."

"Fui parcialmente responsável, sim, mas ele sabia dos riscos desde o começo, e sempre teve a opção de recuar," Paimon respondeu.

Uma aura pesada preencheu a sala enquanto Elizabeth tentava controlar a raiva.

Ela se virou para Neo.

"Por que você não recuou?"

"Eu estava treinando."

As palavras dele fizeram ela ficar em silêncio.

Ela perguntou após alguns segundos.

"Quantas vezes você já morreu enquanto 'treinava'?"

"Algumas vezes? Não lembro exatamente o número."

"…"

De repente, Neo sentiu como se alguém estivesse observando-o como uma presa.

Sua costa estava encharcada de suor, e seus dentes martelavam.

"Neo…."

Elizabeth falou.

Não havia calor nos olhos dela.

Era o olhar de uma tirana.

"Você deixou que a menor dica de talento fosse para sua cabeça?"

Neo não conseguiu se mover.

Tinha dificuldade para respirar.

"Pare com o seu treinamento."

"Eu… não vou…"

"Se recusar, vou te matar."

Neo suportou a pressão enorme e sorriu.

"Bom, eu sou Imortal."

"Você acha que isso consegue enganar alguém?"

A pressão que pesava sobre ele dobrou.

"Tem que ter uma condição para essa sua Imortalidade."

"Um limite para o número de ressurreições? Ou precisa sacrificar algo?"

"Talvez precise fazer tarefas para os Ceifadores e eles te ressuscitam em troca?"

Sangue escorreu pelos cantos da boca de Neo.

Seus ossos rangeram.

"Seja lá qual for, sua Imortalidade não é invencível."

"Só preciso te matar o suficiente de vezes para garantir que você fique morto."

"Então,"

"Diga logo."

"Você vai parar ou não com o seu treinamento?"

"Sempre podemos tentar se eu realmente sou imortal ou não," Neo respondeu.

Justo quando pensou que seria esmagado completamente, a pressão desapareceu.

"Então, faça o que preferir."

Elizabeth se levantou e virou-se para sair.

"Espera," Neo chamou. "A mochila. Ela tem o item que eu pedi?"

"Essa mochila?"

Ela apontou para a mochila.

"Sim, o tridente está dentro dela."

"Obrigado por trazê-lo até mim—"

"Quem disse que vou te dar isso?"

"…Era o acordo."

"Era, mas você já viu algum tirano cumprir seu lado do trato?"

Neo ficou pasmo.

Por que ela estava sendo tão cabeça dura?

Ao ver sua figura se afastando, Neo percebeu que ela estava mais irritada do que imaginava.

'Talvez eu devesse faltar à aula dela hoje.'

Elizabeth parou na porta.

Ela girou o colar no pescoço e voltou à sua disfarce de Anna.

"Nem pense em faltar."

"Vou te ajudar a treinar o quanto quiser. Então, fique de olho na aula."

Ela saiu.

Neo levou a mão ao rosto.

Charlotte deu uma risadinha.

"Como confirmei o motivo da sua Morte Espiritual, não vou mais me intrometer nos teus assuntos."

"Vou partir."

Ela se virou próxima à porta, prestes a sair.

"A Eliz gosta de bichinhos de pelúcia."

"…?"

Após Charlotte sair, Neo ficou massageando as têmporas.

"Ela está querendo que eu dê bichinhos de pelúcia para Elizabeth?"

De jeito nenhum.

Isso não daria problema?

Ele se imaginava sendo atingido por um ataque de gravidade logo após decidir presentear Elizabeth com uma pelúcia.

"Melhor eu ir logo pra aula."

Neo se levantou.

Caminhou pelo corredor e falou com Paimon,

Comentários