
Capítulo 394
Fui parar dentro de uma história de fantasma... e ainda tenho que trabalhar
Algumas horas depois.
“Droga…!”
O funcionário com a máscara de joaninha estava escondido no banheiro ao lado do saguão do resort, ofegante enquanto limpava o suor do pescoço.
Sua visão girava.
‘O que é isso.’
Que diabos estava acontecendo.
Se fosse uma nova versão do Escuridão sem manual, ao menos ele conseguiria se preparar mentalmente, mas tudo ali era tão repentino que ele não acompanhava…
‘Eu, eu definitivamente entrei como hóspede!’
Aquela maldita aberração da Equipe de Segurança virou mascote e os arrastou para essa história de fantasma...!
E logo, essa área do Resort Parque Temático Alegre começaria a funcionar.
O funcionário da joaninha engoliu em seco.
‘…Não tem algum jeito de fugir?’
Roubar o carimbo, carimbar a passagem e correr para o portão.
‘Se ao menos eu pudesse me livrar da corda que aperta o pescoço…’
Naquele momento.
Rangeu.
“…!”
A porta do banheiro se abriu e alguém entrou.
…Dois funcionários da Equipe de Exploração de Campo com uniformes do resort.
“Aí está você. Sai daí e pega isso.”
O funcionário com máscara de camundongo da colheita agitava um pedaço de papel.
Depois do terror absoluto causado por aquele monstro da Equipe de Segurança, eles mudaram completamente ao ver que o monstro realmente carimbou o ticket do passeio. Mesmo lhes mandando esperar e se aprontar antes da abertura, eles seguiram as ordens!
Era como se, pensando que talvez fugir desse jeito fosse possível, eles tivessem desistido de resistir.
‘Idiotas!’
Enquanto tentava rir sarcasticamente da mentalidade de escravo deles, o funcionário da joaninha conseguiu esticar a mão e pegar o papel…
Regulamento de Trabalho do Flower Golden Resort
“…!!”
Bem-vindo ao nosso espaço dos sonhos recém-reformado, nosso resort luxuoso e aconchegante, onde você trabalhará como uma grande família.
Antes do início das atividades hoje, por favor, leia e compreenda os seguintes itens.
“Estas são as diretrizes de trabalho, empilhadas na sala dos funcionários… Assistente?”
O funcionário da joaninha engoliu seco e olhou para o documento.
1- Por favor, cumpra seu horário de trabalho designado.
2- Não abandone seu posto durante o expediente sem permissão.
3- Em caso de emergência, informe educadamente o mascote. O mascote cuidará de tudo.
4- Durante os intervalos, você pode circular livremente pelo resort, mas tente manter seu laço do uniforme com você.
Em caso de emergência, ele servirá como sua identificação.
5- O escritório do mascote é uma área restrita. Entretanto, para entrevistas de saída, você pode entrar após bater educadamente. A menos que seja convidado pessoalmente pelo mascote, nunca entre por conta própria.
6- Todos os pedidos dos hóspedes devem ser atendidos e, se necessário, rasgue sua própria pele e ofereça seus órgãos como cortesia.
7- Não ataque o mascote. Todos os danos serão cobrados como hora extra.
O regulamento pode ser revisado ou alterado sem aviso prévio. Recomenda-se fortemente que os funcionários revisem as regras constantemente para evitar respostas ou procedimentos inadequados.
Expressões frias e bizarras.
Uma história de terror escrita em forma de regulamento.
‘Puta que pariu…’
O suor frio escorreu pelas costas do funcionário da joaninha.
Ele agarrou o documento com a mão trêmula, relutante. Como um supervisor que já lidava com Escuridões semelhantes em seu próprio time, sabia que havia uma pista ali em algum lugar.
Mas ainda havia muitas incertezas. Como sempre com os Escuridões. Então…
‘...Vou ter que fazer alguém quebrar as regras e ver no que dá.’
Ele precisava conferir aquilo.
Escondendo um olhar calculista, o funcionário observou os outros.
Então, com um tom sugestivo, falou.
“E aí, o que vocês acham?”
“Como assim?”
“Quero dizer, essas regras apareceram do nada, certo? Será que… é só aquele mascote da Equipe de Segurança improvisando na hora?”
A voz dele baixou ainda mais.
“Vocês também têm a impressão de que esse cara tá contagiado, só inventando as coisas conforme vão acontecendo…?”
“…!”
Provocando-os, o funcionário continuou.
“Ei, hum, você é o Sr. Bison, né? O que acha disso?”
“Como assim?”
“Sobre o estado do mascote.”
“Ah…”
Jang Heowoon, usando a máscara de bisão, abaixou a cabeça silenciosamente enquanto lia o regulamento.
“Olha, como é que eu digo… Hum, acho que ele não é uma pessoa má.”
“…?!”
“O que você disse?”
Será que esse rejeitado já estava contaminado?
Os dois funcionários trocaram olhares por um momento, pensando que, se precisassem, poderiam usar esse estranho funcionário da filial como isca.
Jang Heowoon, perdido em pensamentos, falou.
“Essa é a minha segunda vez visitando esse lugar. Mesmo antes, as áreas do parque tinham mascotes assustadores e mascotes amigáveis.”
“……”
“Em outras explorações registradas no manual, parecia que os mascotes perseguiam vários, hum, valores também…”
“Então você acha que esse é amigável?”
“Não exatamente amigável, mas… se você pensar num mascote como o Coelho Mágico… aff.”
Lembrando dessa ocasião, o rosto de Jang Heowoon ficou pálido e ele engasgou. O funcionário da joaninha riu silenciosamente dele.
‘Típico de quem saiu de um time de encerramento.’
Inútil.
Sobreviver e ainda ser promovido com essa atitude só pode ser sorte.
“E-Então… acho que é até gentil da parte dele fornecer regras assim…”
“Ah, entendi.”
Boa.
Dê uma olhada nesse otimismo inútil.
‘Ele deve cometer um erro logo, assim eu posso ver o resultado.’
Escondendo esses cálculos sombrios, o funcionário da joaninha saiu do banheiro por enquanto.
Nesse caso, ele também deveria conseguir seu próprio carimbo.
Era melhor aproveitar o que desse.
Se ele tivesse que passar a noite nessa Escuridão, ficar ali parecia lhe dar a maior chance de sobrevivência.