
Capítulo 244
Fui parar dentro de uma história de fantasma... e ainda tenho que trabalhar
Distância restante: 3
Os passageiros finalmente começaram a aceitar.
A verdade.
"Então, tem que ser uma pessoa mesmo?"
"Ah…"
"Não acredito, como é que…"
"Se não for, todos nós vamos morrer! O trem vai afundar!"
"Mas quem…?"
Distância restante: 2
"……"
"……"
Os olhares se desviaram.
O que queriam dizer estava claro.
‘Ele já não está em plena consciência, então por que não jogá-lo fora de novo?’
Um instinto reprimido e não dito, que emerge em situações de emergência.
O 'sacrifício do primeiro ciclo' começou a entrar em pânico.
"Poupa-me! Pelo amor de Deus, me poupeee! Eu não quero morrer! Eu não quero! Eu não quero!!"
"Calma, vai ficar tudo bem..."
Distância restante: 1
"Não! Nãããão!"
"Só se afaste da janela—hã? Hããã??"
Whoosh.
SPLASH—
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O túnel terminou.
O interior do trem clareou com a vista do mar azul retornando.
O texto roxo ameaçador encheu o display a bordo: ‘Um sacrifício foi feito’ ‘Abra o caminho do mar’.
Perto da janela, no chão, havia um par de óculos quebrados.
"……"
"……"
E o homem que tinha sido o primeiro sacrifício.
"O desgraçado que me empurrou está morto! Eu não morri! Eu não morri! E-EEU TO VIVOOOO!!"
Borrifando saliva, o homem de meia-idade cambaleou pelo corredor, caiu em um canto e começou a chorar descontroladamente.
O vagão do trem estava mergulhado em um silêncio gelado e sufocante.
A atmosfera parecia enlouquecer.
– O antigo líder virou o sacrifício! Um clichê, embora tenha acontecido um pouco rápido desta vez.
E então—
"Outro vai aparecer, né?"
Uma voz animada, que não combinava com a situação, ecoou pelo trem.
Supervisor Golfinho.
"O-Q-Que disse?"
"O segundo altar vai aparecer em breve, certo? Devemos nos preparar para isso."
"Cale a boca logo!!"
"Ack!"
As reações do estresse dos passageiros explodiram, mas Supervisor Golfinho parecia completamente despreocupada.
"Desta vez, vamos fazer direito. Procurem a pior pessoa e joguem ela fora!"
Ela apontou para a frente com o dedo.
"Vamos incluir a galera dos outros vagões também!"
"…!!"
"E olha… não tem garantia nenhuma de que vão morrer, né? O último cara voltou vivo, não foi? Então, não seria melhor jogar fora algum péssimo e deixar ele sofrer?"
Era insanidade.
Mas, em desastres incompreensíveis, às vezes a insanidade que soa atraente é justamente o que funciona.
Um pouco distorcida, claro.
"É! Até agora só jogaram gente do nosso vagão! Os outros também têm que fazer a deles!"
"É isso aí!"
Por que só o nosso vagão tinha que sofrer e borrar o angu nessa agonia?
Consumidos pela raiva e uma fúria estranha, os passageiros do Vagão 7 avançaram em massa.
Eu e os membros da equipe de elite seguimos, com Supervisor Golfinho praticamente liderando a investida.
"Com licença! Também tem uma janela aberta aqui, certo? Quando o trem caiu da última vez, parecia que ninguém caiu por aqui, então…"
Como era de se esperar, à medida que avançávamos, a maioria dos passageiros dos outros vagões nem fazia ideia do que estava rolando.
"Q-Que loucura é essa?"
"Quem são essas pessoas?"
"Ei, se não quiser encrenca, sai do caminho. Ou então."
"Ooong."
"…Por enquanto, vamos continuar e ver o que acontece."
Enquanto Supervisor Golfinho falava, ela encarava o último a falar como se fosse a candidata perfeita para sua lógica distorcida.
Ela se apressou para o próximo vagão.
Mas, no instante em que entramos no Vagão 3—
Entrada do Segundo Altar
Começou tudo de novo.
"Aaahh!"
"Alguém, joga alguém fora já!"
"O trem vai afundar! Waaahhh!"
"Joga alguém fora! Tem que jogar alguém pela janela!"
Os gritos de pânico vinham das pessoas do nosso Vagão 7 e ecoavam junto dos gritos confusos dos passageiros dos outros vagões que ainda não tinham entendido a situação.
Distância restante: 5
"Quem são essas pessoas?! De onde saíram??"
"Esses malucos são loucos!"
"Quem não quiser morrer, se apresente! Precisa de voluntário!"
"Então, por que você não pula, então?!"
"Já perdemos alguém do nosso vagão! Acham alguém de outro vagão!!"
"Beleza! Então, quem vai se voluntariar—"
Distância restante: 4
No meio do caos, uma voz clara e autoritária cortou o ar.
"Não tem voluntário, né?"
A assistente gerente Jin Nasol estendeu a mão.
‘…Não!’
Ela estava prestes a escolher a pessoa mais resistente e jogá-la fora.
‘E, se o ciclo recomeçar, ela só vai continuar usando as mesmas pessoas como sacrifício!’
Era eficiente, mas eu não podia permitir.
Jin Nasol era indiscutivelmente competente, mas claramente não entendia nada de lidar com o sentimento popular.
Levantei a mão imediatamente.
Distância restante: 3
"Eu me voluntario!"
"……"
Jin Nasol se virou para me olhar.
"O quê?"
Repeti firme.
"Eu vou ser o próximo a cair."
"…!!"
"Por quê…"
Distância restante: 2
"Não vai ser uma morte de verdade, certo? Eu vou aguentar e ver no que dá."
Então, me inclinei rápido e sussurrei para Jin Nasol.
"Precisamos descobrir o que realmente está acontecendo lá embaixo."
"Isso é necessário?"
"Não podemos confiar só nos relatos dos civis. Eu também preparei defesas mentais."
"Hmm…"
Distância restante: 1
"Faça como quiser."
"…! Obrigado."
Terminei a troca breve e me voltei para a multidão.
"Não temos muito tempo! Abre caminho — vou para a janela!"
"U-Uhhh…"
A multidão, tanto do nosso vagão quanto dos outros, hesitou, mas abriu passagem.
‘Bom.’
Mesmo falando calmamente, minhas mãos tremiam.
Mas eu não tinha escolha.
‘Segundo o plano, essa etapa é absolutamente necessária.’
Como o Plano A — identificar e assegurar imediatamente a pessoa com o Coração de Prata — falhou…
‘Tenho que seguir um caminho mais extremo.’
"Todo mundo, fiquem para trás!"
Agarrei a janela e tirei um analgésico do bolso.
Talvez não funcionasse, mas—
‘Melhor do que nada…!’
Enfiei a seringa do 'Feliz Fazedor' no meu braço.
Então, sem hesitar, me joguei pela janela.
Dentro do túnel carmesim.
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