Fui parar dentro de uma história de fantasma... e ainda tenho que trabalhar

Capítulo 170

Fui parar dentro de uma história de fantasma... e ainda tenho que trabalhar

‘Hah.’

No corredor pouco iluminado da escola, eles se alinhavam como manequins dos dois lados.

As entidades estudantis do quarto andar eram todas alunos do terceiro ano, com mais de cem confirmados em todos os registros de exploração daquele andar.

Só de ouvir isso, você já pensaria: “Então estamos mesmo perdidos.”

Mas.

“......Está tudo bem.”

O agente falou com voz firme, oferecendo uma informação crucial.

“Eles não podem sair do lugar onde estão.”

Isso mesmo.

O quarto andar é realmente estranho. Embora nunca tenhamos visto esses “alunos” se moverem, já notamos que suas posições mudavam.

Mas os alunos do quarto andar? Eles não se mexem nem um centímetro.

É como se os pés deles estivessem colados no chão da sala de aula.

—Trecho do Registro de Exploração #09

Enquanto eles não investirem contra nós e permanecerem imóveis, podemos evitar o perigo ficando fora do território deles.

Se tivermos que nos aproximar, podemos paralisá-los mantendo contato visual.

‘O problema é o quão fácil é perder eles de vista na escuridão.’

E eles são muito... muito astutos.

Frequentemente usam táticas psicológicas para te pegar desprevenido.

‘......Hum.’

Então é assim que funciona.

Confirmei que Jang Heo-un prendeu o crachá que pegara de um aluno da escola em seu blazer e falou com firmeza.

“Vamos avançar com cuidado e investigar minuciosamente o quarto andar.”

Não houve objeções.

Entramos entre os alunos que formavam uma barreira.

* * *

‘Huu.’

Jang Heo-un engoliu em seco.

O sentimento era extremamente perturbador.

Passar rozando as mangas daqueles “alunos” enquanto tremia de medo.

Mas ele cerrou os dentes.

‘Tenho que ser útil.’

Não conseguia tirar da cabeça o sentimento de que havia atrapalhado a exploração do colega gentil Kim Soleum.

O que ele pretendia conquistar acompanhando o agente?

‘Provavelmente buscava uma pontuação alta... uma limpeza perfeita.’

Segundo o manual, quanto mais tempo você sobrevive aqui e mais crachás coleta, maior a concentração de Essência do Sonho no coletor.

Mas era perigoso demais. Kim Soleum nem sequer olhou para os crachás dos alunos do quarto andar.

‘...Não entendo.’

Jang Heo-un decidiu não pensar demais.

Confiar no próprio julgamento não era seu forte.

Em vez disso, focou em observar cuidadosamente os alunos que se aproximavam.

Especialmente ao entrar em áreas onde as luzes estavam quebradas ou piscando — ele mirava a lanterna obsessivamente.

Passo, passo.

“Sr. Búfalo, cuide da retaguarda.”

“Sim.”

Sua voz tremia ligeiramente.

Jang Heo-un se virou para olhar para trás, andando de ré.

De onde haviam passado, dezenas de alunos viravam a cabeça e estendiam as mãos na direção deles...

“A sala de música está adiante. Vamos aguentar até chegar lá.”

Avançaram.

Logo chegaram a uma seção completamente sem luz.

‘Hoo.’

Na escuridão sufocante, os alunos permaneciam assustadoramente imóveis, observando-os em silêncio.

Avançaram com cautela, iluminando os espaços entre eles com as lanternas.

Então—

Piscou.

Uma luz piscou em algum lugar. Parecia que havia uma queda de energia...

‘Hã?'

Espere.

Algo estava errado.

‘Aqui não tem luz nenhuma. Como pode piscar?’

Jang Heo-un percebeu tarde demais.

Não era uma queda de energia.

A luz piscante...

...era a lanterna de alguém mais à frente.

Alguém havia perdido o controle do ambiente.

“......!”

Jang Heo-un quase se virou em pânico. Mas uma voz calma atrás dele o impediu.

“Não olhe para trás.”

“Você...!”

“Temos que continuar.”

A voz de Kim Soleum estava tensa, entrecortada por respirações pesadas.

E então—

O cheiro metálico de sangue.

Gotejar, gotejar...

Enquanto Jang Heo-un recuava, percebeu líquido vermelho pingando no chão.

Focado nos alunos, não conseguia ver direito, mas o chão sob seus pés estava escorregadio.

E então...

Viu a mão de um aluno estendida do meio do corredor, perto o suficiente para roçar sua cintura.

Estava encharcada de vermelho, sangue pingando das pontas dos dedos.

Jang Heo-un lutou contra o ânsia de vomitar.

“S-Sr. Cervo...!”

Quando finalmente saíram da multidão de alunos e se viraram,

Kim Soleum segurava o abdômen, o rosto pálido como folha.

A lanterna em sua mão piscou mais uma vez.

Com um sorriso fraco no rosto pálido, ele disse,

“...A bateria—”

– Tempo efetivo de iluminação: 60 minutos

Claro.

Lanternas de emergência não são feitas para durar muito.

‘Ah...!’

Embora tivessem suprimentos, os dois não haviam considerado o tempo restante na lanterna que o outro carregava...

“E-espere... Ugh.”

“N-não fale!”

Jang Heo-un lutava para conter o enjoo e tentar apoiar Kim Soleum. O agente instintivamente ajudou.

Juntos, o funcionário da Daydream Inc. e o agente da Defesa Civil o ajudaram apressadamente a entrar numa sala próxima.

Ainda ali, alguns alunos espiavam para dentro. Conseguiram sentar Kim Soleum logo fora do alcance dos alunos.

Sentado no chão, segurando o ferimento, Kim Soleum falou.

“Vocês dois.”

“......”

“Me deixem aqui.”

O homem com a máscara de chifres, com o rosto contorcido de dor, forçou um sorriso.

“Ah, um momento.”

Kim Soleum estendeu a mão livre e desfez completamente as amarras do agente.

“Quase esqueço. Agora vocês podem ir...”

O agente o ignorou e, em vez disso, puxou um crachá reserva do bolso e o enfiou no casaco de Kim Soleum.

Mas...

“Você não precisa me dar isso. Não vai precisar para outra coisa?”

“......”

“Vão em frente. Tem certeza que há outros neste andar. Se vocês se juntarem a eles, vocês—ugh—ficarão bem.”

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