
Capítulo 863
My House of Horrors
“Só preciso ser eu mesmo?” O diretor sentiu que o plano de Chen Ge não era tão confiável. Em vez de plano, era mais como uma provocação direta. Ele foi um homem honesto a vida toda, um homem de caridade, então era natural achar estranho o plano.
“Sim, faça o que deseja e diga o que quiser — não deve existir hesitação.” Chen Ge abriu a mochila para procurar pelas ferramentas: “Não podemos desistir de nenhuma criança, então serei o malvado desta vez. Faremos eles saberem seu erro ‘fisicamente’ e então resgatá-los psicologicamente.”
Chen Ge estava preparado. Ele pretendia fazer isso desde o começo.
“Yin Hong, você pode me ajudar com uma coisa?” Chen Ge agachou diante dela: “Você viveu aqui por muito tempo, então deve saber onde os locais e pessoas assustadoras estão na escola, certo?”
“Por que você me perguntaria?” As sobrancelhas fofas de Yin Hong vincaram.
“Porque você é uma estudante assustadora. Pelo menos, é assim que seus colegas te veem. Eles parecem ter medo de você.”
“Eu…” Yin Hong olhou seriamente para Chen Ge. Ela estava impotente diante dele: “Realmente existem muitos fantasmas e pessoas loucas nesta escola. Se quiser morrer, levarei até eles.”
“Temos tempo limitado, então começaremos com os alunos ruins. Já que os funcionários não cuidarão deles, a gente vai.”
Chen Ge foi firme, mas Yin Hong o tratou com condescendência.
“Mesmo que puna aqueles alunos, haverá novos para substituí-los… a menos que planeje ficar neste lugar para repetir isso para sempre. Contudo, você já considerou que, se realmente fizer isso, não será diferente dos valentões?” Yin Hong parecia saber de alguns segredos sobre a escola: “Além do pequeno número de alunos que teve a memória selada, a maioria dos valentões já foi vítima. No mundo atrás da porta, sua consciência foi alterada pela escola. Eles não estão intimidando, estão desabafando. Por causa disso, a equipe da escola ignora a maioria de suas ações. Isto é permitido pela consciência da escola, então como ousam intervir?”
“É permitido pela consciência da escola? A consciência da escola não é uma consciência coletiva? Ela sabe falar?” Chen Ge meio que entendeu por que os funcionários ignoravam a violência escolar — eles não queriam se envolver.
“Mesmo que não seja declarado explicitamente pela consciência da escola, é de consenso público.”
“Acredito que não seja o caso. A Escola do Além existe há vários anos e não selecionou um novo empurrador. Isso provavelmente é porque vocês confundiram seu verdadeiro propósito.”
Chen Ge passou por várias experiências sombrias, mas nunca se rendeu a elas. Mesmo quando estava escondido no local mais sombrio da noite, estaria antecipando a chegada do amanhecer.
“Não foi a consciência da escola que alterou aquelas crianças, mas sim as próprias crianças que fizeram isso. Ódio e ressentimento foram evocados pelas emoções negativas e elas se tornaram o que mais odeiam.” Chen Ge suspirou levemente: “Antes disto, tinha alguma hesitação, mas após ouvir o que você disse, meu desejo de ajudá-los aumentou. A violência escolar contra os mais fracos jamais levará à salvação; isto só os fará afundar mais.”
“Concordo com isso”, falou o diretor de repente. Seus olhos estavam brilhando com aprovação.
“Temos tempo limitado, vamos lá.” A missão dada pela Chang Wenyu era encontrar todos os Espectros que tinham as qualificações para se tornar o ‘empurrador de porta’. Chen Ge planejava ir além — ele planejava fazer todas aquelas ‘pessoas’ ficarem do seu lado. Chang Wenyu e o Pintor estavam brigando pelo controle da consciência da escola, mas Chen Ge mirou nos próprios alunos.
A consciência da escola é composta da consciência coletiva dos vários estudantes. Em outras palavras, qualquer um dos estudantes poderia afetar o resultado. Isto, o Pintor fez certo, mas seu método de fornecer outra realidade falsa não é diferente de desistir da maioria dos estudantes com ressentimento pesado.
Após caminhar por vários minutos ao centro da escola, Yin Hong parou fora de uma das classes. Ela apontou para a porta: “Os professores normalmente não vêm aqui. Se quer entrar ou não, é com você.”
A parede fora da classe parecia normal, mas havia um pedaço de papel branco colocado na janela. Tinha uma caligrafia torta nela — ‘Preparando para o teste, por favor, não perturbe’.
“Parece normal.” Logo após falar isso, houve um estouro alto na sala. Parecia que alguém havia sido empurrado e a mesa derrubada: “Estão brigando?”
O papel bloqueou a maioria da visão da janela. Chen Ge tentou olhar pela abertura antes de se virar para o velho diretor: “Senhor, entre depois.”
“Quanto tempo devo esperar?” O diretor não tinha ideia do que Chen Ge ia fazer, mas ficou preocupado.
“Avalie a situação você mesmo. Contanto que sua alma ainda esteja intacta.” Antes de o diretor entender Chen Ge, o último invocou o Xu Yin e a mulher sem cabeça.
“Yin Hong, me ajude um pouco.” Sem esperar por ela concordar, Chen Ge chutou a porta.
Bang!
O vidro da porta quebrou e o papel caiu com os pedaços.
“Tem alguém?” Chen Ge pisou no papel quando entrou. Havia vários estudantes na sala jogando cartas e outros três socando um estudante usando roupa de taekwondo no canto. Quando entrou, todos pararam o que estavam fazendo para olhar para ele.
“Yin Hong, eles intimidaram você?” Chen Ge pegou a mãozinha de Yin Hong e puxou a garota que planejava testemunhar de fora da sala. O sorriso alegre em seu rosto congelou: “Não fique com medo. Com seu irmãozão aqui, ninguém intimidará você de novo.”
Chen Ge beliscou a bochecha dela. Devido à raiva, não só seu rosto, até seus olhos ficaram vermelhos.
“Porra, qual é o problema com você?” Os alunos, jogando cartas, se levantaram. Um deles tinha um e noventa de altura e parecia musculoso. Durante todo esse tempo, eles vinham maltratando os outros — não esperavam que alguém entrasse voluntariamente no seu ninho. Manchas de sangue que liberavam um fedor apareceram na camisa do aluno mais alto.
“Um Espectro Meio Vermelho? Faz sentido os professores não virem aqui.” Era como se Chen Ge não conseguisse ver a raiva no rosto de Yin Hong. Ele a protegeu naturalmente e declarou: “Yin Hong, com seu irmãozão aqui, vou proteger você.”
A mulher sem cabeça e Xu Yin então entraram na sala e a cena ficou incrivelmente sangrenta. Chen Ge fechou a porta atrás dele e ajudou o garoto surrado: “Você está bem?”
O garoto usava almofadas de prática nos braços, mas seu rosto estava coberto de feridas. As pessoas não miraram nas almofadas, mas em seu corpo. O garoto foi violentado até não ousar falar. No final, olhou para Yin Hong com inveja e falou suavemente: “Estou bem.”
Yin Hong estremeceu ao olhar do garoto. Ela queria afastar a mão de Chen Ge, mas se lembrou do que ele falou. Mesmo que soubesse que fosse apenas atuação, se sentiu estranhamente confortável.