
Capítulo 825
My House of Horrors
“Rápido, é perigoso dentro do prédio. Esta é a rota mais segura.” Chen Ge tinha muita experiência. Ele evitou todas as salas possíveis que poderiam ter algum perigo e escalou rapidamente até o terceiro andar. Pisando na caixa fora do ar-condicionado, Chen Ge agachou fora do prédio, esperando pelo resto alcançar: “O segredo será revelado logo. A chave para a fechadura está por aqui. Quando Zhou Tu entrar na sala de artes, tudo será respondido.”
Zhou Tu costumava ser uma criança obediente. Ele vivia nas regras impostas pelos professores e pais, e nunca saiu do limite. Ele estava bem protegido do perigo e por isso foi poupado das ‘cenas ruins’ que eram privadas para as crianças malvadas. Quando chegaram no terceiro andar, os braços de Zhou Tu já estavam tremendo. Ele não ousou olhar para baixo e seu rosto estava pálido. “Senhor, já chegamos?”
“Está no quarto andar.” Suas mãos estavam segurando a beirada do parapeito. Chen Ge escalou até a parte externa da sala de artes e olhou pela abertura da cortina. A sala de artes voltou ao normal, mas as cores nas pinturas a óleo pareciam ter ficado mais vibrantes, como se tivessem sido terminadas, e a tinta ainda estava molhada. O parapeito era muito pequeno para uma pessoa. Chen Ge estava preocupado de que Zhou Tu perdesse o controle quando visse as pinturas a óleo, então, após garantir a segurança, sinalizou para ele subir até a sala ao lado da sala de artes.
“Entre primeiro. Não se preocupe, estarei atrás de você.” O quarto andar era muito alto. O vento noturno soprou contra seus corpos. Zhou Tu forçou um aceno e subiu, seguindo a direção dada por Chen Ge. Após entrar na sala, Chen Ge acenou para os outros seguirem.
“Um, dois, três, quatro?” Além de Zhou Tu, quatro sombras entraram no quarto andar.
“Tem um extra?” Chen Ge foi o último a entrar. Ele olhou ao redor com uma carranca. A sala não era grande e as únicas pessoas lá eram do seu clube: “Quando entraram, vocês sentiram algo de estranho?”
“Não tem nada fora do lugar, mas quando vi o prédio, havia este desconforto e agora que entramos, a sensação só aumentou”, Zhang Ju falou e as cicatrizes em seu rosto começaram a mexer como serpentes. Ele parecia estar muito ansioso. A camisa de Zhang Ju estava quase toda vermelha. Ele estava a um passo de ser um Espectro Vermelho. Para deixá-lo desconfortável, só de estar na vizinhança do prédio significava que provavelmente havia mais de um Espectro Vermelho no prédio. Este local era mais perigoso do que Chen Ge pensava. Combinado com a sombra extra que viu, lembrou-se para ter mais cuidado.
“Após entrarmos na sala de artes, teremos que sair deste lugar, independente de Zhou Tu recuperar a memória ou não”, Chen Ge falou. Após todos concordarem, eles saíram da sala. O corredor do quarto andar não havia mudado muito desde a hora em que esteve lá. Era estranho e escuro, como se não tivesse usado por anos.
“Zhou Tu, o clube de artes que está procurando, fica no quarto andar e a cena do seu sonho está ao lado.” Chen Ge sentiu o fedor no ar quando saiu da sala. Ele sabia muito bem que os monstros de cabeça para baixo estavam patrulhando a área. Até agora, não chamaram sua atenção, mas quanto mais tempo ficasse, maiores as chances de serem expostos. Desta vez, Chang Gu pode não aparecer para salvá-los, então precisavam se mover rápido.
“Pare de olhar em volta e vá lá. Você não esteve querendo entrar no clube de artes? Abra aquela porta e a memória do seu sonho será desbloqueada!” Chen Ge já tinha perdido muito tempo ali. Quanto mais ficasse, mais inseguro se sentia. A aparência de Chang Gu lhe deu esperança de concluir o cenário de outra maneira.
“Está bem aqui?” Zhou Tu saiu da sala e parou diante da porta. Ele segurou a maçaneta, mas não teve coragem de abrir.
“Por que está hesitando? A resposta que procura está na sua frente! Não importa o resultado, contanto que deseje recuperar a memória, não hesite! Abra!” Chen Ge tinha perdido a paciência. A sombra extra parecia ter sumido. O fedor ao redor engrossou e a ansiedade aumentou. Zhou Tu era o último membro que faltava recuperar a memória. Ele testemunhou o que aconteceu com o resto, sabia da dor iminente, então estava sob grande pressão. Viver num mundo falso e seguro, ou recuperar a memória dolorosa e verdadeira — qualquer um lutaria para escolher. Zhou Tu foi pego num impasse. Ele rangeu os dentes e seu peito elevou-se. Suas juntas ficaram brancas antes de finalmente abrir a porta!
BANG!
Como abriu com muita força, a porta bateu na parede, causando um barulho alto. O membro do clube se encolheu na porta e olhou a sala.
“Esta parece com uma sala de artes normal.”
“Pode parecer sangrenta, mas não tem cheiro de sangue. Aquelas cores vermelhas devem ser de tinta.”
“Estas pinturas foram feitas por alunos? Por que pintariam algo assim?”
Os outros membros se amontoaram. Eles estavam curiosos sobre a sala de artes. Apenas Chen Ge e Zhou Tu ficaram quietos. Chen Ge esteve lá antes, então poderia ficar calmo. No entanto, Zhou Tu parecia ter perdido a capacidade de falar devido ao choque.
“Não fiquem parados aí. Seremos localizados.” Chen Ge acenou para todos entrarem. Ele entrou por último.
“Sr. Bai…” Ouvindo a voz de Chen Ge, Zhou Tu pareceu sair do seu transe. Ele apontou para a sala de artes com muita descrença: “Isto… é igual ao meu sonho.”
“Eu sei. Agora você entende como fiquei surpreso quando ouvi sua descrição, e é por isso que prometi te trazer aqui.” Chen Ge tinha um sorriso caloroso, como se fosse um irmãozão que poderia perdoar tudo: “Vá dar uma olhada. Procure pelo seu passado. Pense sobre o motivo de estar aqui. Não importa a escolha que faça, espero que se lembre disto — não somos inimigos.”
Zhou Tu poderia ser um Espectro Vermelho, então Chen Ge tinha que estar preparado para garantir que não ficasse surpreso pela traição repentina. Entrando na sala de artes, tudo era vermelho. As paredes eram vermelhas; o piso era vermelho; a tinta era vermelha; até a mancha na parede era vermelha. Este era um mundo vermelho. Era como um inferno vivo, mas, ao mesmo tempo, colorido com um senso artístico indescritível.
Zhou Tu olhou para os treze cavaletes na sala, atordoado. Seus olhos se moveram de um para outro antes de pararem no quarto.
“Vi esta sala antes, eu dei estes passos.” Caminhando lentamente até o quarto cavalete, quando Zhou Tu olhou para a pintura nele, congelou.
“Zhou Tu?” Não importa quanto o cutucassem, ele não respondeu. Houve uma onda de vermelho vindo do fundo de seus olhos. Sua alma parecia ter sido sugada na pintura.
“Consigo ver. O eu na pintura clamando por mim.”