O Mago Supremo

Volume 27 - Capítulo 2977

O Mago Supremo

Tradução Automática | Revisado por KW 37


“O que você acha que está fazendo?” Strider tentou arrancar o amuleto das mãos de Lith, mas asas e cauda afiadas como lâminas chicotearam em sua direção, forçando o Zouwu a recuar.

Mesmo em forma humana, o Tiamat ainda possuía a massa de uma Besta Divina, e a mera pressão do ar gerada por seus movimentos atingia como uma tempestade. Strider desviou de tudo, ainda assim pequenos hematomas e cortes surgiram em suas mãos e rosto.

“Sou especialista em rastrear pessoas, não um Inspetor”, respondeu Lith. “Mas conheço uma muito boa, e gosto de entender em que tipo de bagunça estou me metendo antes de me envolver.”

“Obrigada pela ligação, Lith. Eu estava realmente entediada e precisava de companhia.” A imagem de uma mulher loira e petite, deitada em um sofá, apareceu no meio da sala. “Eu teria gostado de ser avisada de que haveria outras pessoas presentes.”

Lady Jirni Ernas sentou-se ereta, limpando o bigode de chocolate do rosto e muitas migalhas do vestido. Ela comia bastante por causa dos desejos e, na privacidade de sua casa, não se importava com aparências.

“É, você tem razão. Eu devia ter pensado nisso.” Lith pigarreou, constrangido. “Pode me ajudar com um caso?”

“Um caso?” Os olhos de Jirni brilharam de interesse. “Querido, você nem deveria perguntar. Sabe que sempre estou aqui para você em momentos de necessidade. Conte-me tudo.”

Ela falava com voz amável e sorriso caloroso, mas Lith podia ver em seus olhos uma conta de “você me deve” com o nome dele escrito no rodapé.

Quando Lith terminou de relatar os acontecimentos e mostrar o cômodo, Jirni estava mergulhada em pensamentos.

“É inacreditável”, disse ela.

“Eu sei, não faz sentido”, respondeu Lith, e o restante da equipe assentiu.

“Não, quero dizer que é inacreditável que depois de cinco meses este caso ainda esteja em aberto.” Jirni resmungou como quando precisava lidar com um Inspetor novato em seu primeiro dia de trabalho. “Imagino que os Despertos estejam tão acostumados a usar magia para resolver seus problemas que deixaram o cérebro apodrecer.”

“Não sei quem a senhorita é, mas asseguro que somos profissionais. Cobrimos todas as possibilidades e investigamos todos os envolvidos”, disse Strider em seu tom mais profissional e distante.

Ele não gostava de Jirni por ela ser amiga de Lith, mas descontar sua raiva em uma humana inocente, e grávida, ainda por cima, estava fora de cogitação.

“Estou vendo isso”, Jirni assentiu. “Por isso acho incrível que vocês tenham parado um passo antes da linha de chegada. Seja um querido, Lith, e pergunte ao Zouwu com problemas de raiva quem era a pessoa responsável por fornecer os ingredientes a Nem Limbell.”

Tanto Lith quanto Strider ficaram atônitos.

O primeiro pensava que talvez a morte de Pharek estivesse ligada à sua mais recente teoria mágica, o que significaria procurar o culpado entre aqueles que buscavam os mesmos recursos mágicos. A fonte era irrelevante.

O segundo tinha dificuldade em acreditar que não só a humana reconhecera uma Besta Imperador de Zima à primeira vista, como também enxergara através de sua melhor expressão impassível.

“O nome do comerciante é Eeram Zeth”, disse Strider, tentando e falhando em esconder o choque.

“O nome dele é irrelevante, senhor.” Jirni balançou a cabeça. “O que me interessa é saber qual era a relação de Zeth com a vítima.”

“Eles eram amigos há séculos, e ele também tem álibi. Está além de qualquer suspeita”, respondeu o Zouwu.

“Então eu estava certa. Vocês não são muito bons no que fazem.” Jirni suspirou. “Deveriam considerar Despertar alguns Inspetores. Não se improvisa alguém nessa função, e até as melhores ferramentas são inúteis se você não sabe interpretar os resultados.”

Na verdade, ninguém ali era detetive. Os membros da Mão do Destino se revezavam constantemente e recebiam casos com base na disponibilidade, não na especialidade.

“Você tem o nome e a descrição do culpado?” perguntou Lith com expressão severa, que Jirni acompanhou ao assentir, fazendo todos ofegarem de espanto.

“Você realmente precisa trabalhar com pessoas tão ingênuas, Lith?” Jirni riu ao ver os Despertos caírem numa mentira tão óbvia. “Brincadeiras à parte, tenho mais algumas perguntas. Esse Limbell era muito velho e poderoso, correto?”

Lith assentiu para que ela continuasse.

“Existe alguma chance de ele ter algum segredo obscuro que não quisesse que ninguém soubesse, mesmo após sua morte?”

“Muito provável. Você não vive mil anos sem alguns esqueletos escondidos no armário.” O rosto de Lith parecia esculpido em pedra, assim como o de Zoreth.

Os membros da Mão do Destino ficaram perplexos, enquanto Solus e Bytra demonstraram mais nervosismo do que curiosidade, revelando a Jirni mais sobre a natureza do caso do que pretendiam.

“Então tenho quase certeza de que vocês estão lidando com um discípulo das sombras”, disse Jirni.

“Um discípulo o quê?” perguntou Lith, confuso, enquanto os rostos dos membros da Mão do Destino se iluminavam em compreensão.

“Um discípulo das sombras, querido”, respondeu Jirni. “Alguém que não vai herdar o título, a casa e as riquezas. Apenas os segredinhos sujos que o verdadeiro herdeiro foi considerado incapaz de guardar ou que o mestre simplesmente não quer impor a ele.”

“Tem certeza?” perguntou Strider, com um novo respeito pelos humanos em sua voz.

“É a única explicação possível”, disse Jirni. “Limbell não enviou Nem atrás de ingredientes, ele o enviou para longe. Aposto que Zeth teve que ficar de olho em Nem e avisar Limbell caso o herdeiro voltasse mais cedo.

“Limbell precisava de tempo para encontrar seu discípulo das sombras em segredo e fazer os arranjos finais. Ele não podia se dar ao luxo de morrer e deixar Nem descobrir a sala secreta antes de esvaziá-la.

“Os itens desaparecidos não foram roubados. Foram confiados ao assassino e organizados cuidadosamente para ele. É por isso que não há sinais de pilhagem ou saque.”

“Espere um segundo.” Lith levantou a mão para interrompê-la. “Mesmo que você esteja certa, o discípulo das sombras também não teria motivo. Se ele recebeu livros, materiais, uma Forja e os ensinamentos de Limbell, por que matar seu mentor moribundo?”

“Posso esclarecer isso”, disse Strider com um suspiro. “Como a senhorita disse, um discípulo das sombras não herda a riqueza nem a fama do mestre. É forçado a começar do zero e construir sua própria reputação para que ninguém jamais o associe ao professor.

“Até mesmo suas técnicas e feitiços precisam passar por muitas modificações para parecerem inspirados na obra do mestre, e não transmitidos diretamente. Isso pode gerar muito ressentimento, especialmente no fim da relação mestre-aprendiz.

“Enquanto o mestre está vivo, o discípulo das sombras ainda tem acesso aos recursos e à riqueza de que precisa. Aprende com o mentor e se orgulha de saber que o herdeiro oficial não terá acesso àqueles segredos.

“É algo especial, apenas para ele. Mas, à medida que o mestre envelhece, há cada vez menos a aprender, e o discípulo sabe que acabará sozinho e perderá o acesso a tudo aquilo que tomou como garantido até então.”

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