O Mago Supremo

Volume 27 - Capítulo 2988

O Mago Supremo

Tradução Automática | Revisado por KW 37


‘Não, você era uma pessoa terrível. Há diferença. E, além disso, Menadion era uma peça rara.’ Lith respondeu, deixando as duas mulheres boquiabertas. ‘Primeiro, ela se afogou na própria dor pela morte de Threin por tanto tempo que afastou Elphyn.

‘Depois, deixou o conflito interno entre ser uma boa mentora e esconder seus segredos azedar a relação com os aprendizes. Não é surpresa que ninguém tenha procurado o assassino dela, as pessoas só se importaram com a torre.’

‘Não me entenda mal, a antiga Bytra era um monstro, mas Menadion contribuiu para isso. Em vez de dar aos aprendizes um gostinho de um poder que jamais poderiam alcançar, ela deveria ter mostrado apenas aquilo que estava disposta a compartilhar.’

‘A torre já era tentação suficiente. Revelar o Conjunto de Menadion além disso era como brincar com fogo.’ Rivalidade e segredos podem gerar ressentimento, e ele pode apodrecer por séculos devido à longevidade dos Despertos.

‘Era só questão de tempo até ela se queimar.’

Bytra refletiu sobre aquelas palavras, mas permaneceu em silêncio, com medo de soar como se estivesse tentando se absolver. Solus, por outro lado, mergulhou em pensamentos profundos, comparando o método de ensino de Menadion com o de Lith.

Aran e Leria sabiam da existência da torre, mas não o que ela fazia nem o quão difícil era criar uma. Sempre que Lith lhes ensinava algo, ele mostrava tanto a dureza do início quanto a recompensa no fim da jornada.

Menadion, em vez disso, deixava as pessoas acreditarem que haviam cruzado a linha de chegada, apenas para revelar que era só uma etapa, e que o caminho ainda era longo. Isso ajudava seus discípulos a focarem no presente, mas também fazia suas conquistas parecerem vazias.

‘Será que eu cheguei a usar o Conjunto completo?’ Solus ponderou. ‘Recuperei muitas memórias ao segurar a Fúria, mas quando obtivemos os Olhos, as Mãos e a Boca não senti nada. Por que a mãe…’

“Cuidado! Algo pequeno e fedido está vindo.” O aviso de Zoreth arrancou Solus de seus pensamentos.

“Pode ser mais específico?” Strider desembainhou as lâminas e começou a tecer um conjunto equilibrado de feitiços.

“Sim. São menores que um punho e cheiram a lixo.” O Dragão das Sombras respondeu com desdém. “Está um breu e o eco atrapalha minha audição, imbecil.”

A Visão do Fogo de Strider não alcançava mais que dez metros, e seus ouvidos felinos não eram melhores que os de Xenagrosh. Mesmo que um Dragão de Rocha estivesse avançando por baixo deles, ele só perceberia quando fosse tarde demais.

Felizmente, os descendentes de Leegaain tinham coisas melhores a fazer do que perseguir ratos em túneis estreitos. O que vinha em direção ao grupo era uma nuvem de morcegos voando tão compactados que pareciam uma única criatura gigantesca à Visão do Fogo.

“Estamos mortos! Todos mortos!” O Zouwu disse em falso pânico, guardando as espadas de volta nas bainhas.

O grupo exalava uma intenção assassina poderosa o suficiente para afastar qualquer animal selvagem, ou causar um ataque fulminante caso ousassem se aproximar demais. Ainda assim, os morcegos pareciam não notar a luminescência azul-violeta e continuaram investindo.

Lith manteve a guarda alta e a paranoia em alerta enquanto os Olhos analisavam os oponentes.

‘Núcleo vermelho-escuro, força vital insignificante, nenhum encantamento.’ Ele franziu a testa ao ler o relatório. ‘Então como resistem a essa pressão? Zoreth conseguiu paralisar a Mão do Destino com seu Medo de Dragão.’

Apenas Solus e Bytra compartilhavam seus pensamentos, e suas dúvidas. O restante do grupo lançou os primeiros feitiços contra os morcegos. Eram principalmente lâminas de vento e estacas de gelo, mais do que suficientes para dizimá-los.

As pequenas criaturas caíam como moscas, mas os sobreviventes continuavam avançando implacavelmente, como se estivessem em frenesi.

“Talvez estejam fugindo de alguma coisa.” Xenagrosh usou Magia do Caos de círculo zero para disparar projéteis de energia que abriram buracos profundos na nuvem viva. “Algo tão assustador que perderam a razão.”

“Mais assustador que um Dragão Eldritch?” Strider respondeu, achando improvável.

“Justo. Mas qual é a alternativa? Que ameaça eles representam para nós? Se há uma mente por trás desse “ataque‘, qual é o objetivo?” Ela perguntou e ninguém soube responder.

Nada fazia sentido. Os morcegos morriam muito antes de alcançar o grupo, seus corpos mutilados sendo rapidamente disputados por insetos e necrófagos que rastejavam pelo chão da caverna em busca da próxima refeição.

O grupo retomou o avanço, sem que o faro de Zoreth ou os Olhos detectassem novas ameaças próximas. Deram apenas alguns passos quando aconteceu.

“Au!” Ryka estava no centro da formação, e no meio dos restos da nuvem de morcegos. “Algo me mordeu!”

Os pequenos cadáveres soltaram um guincho aterrador enquanto se contorciam na não-vida. A luz vermelha de seus olhos tornava o corredor ainda mais sangrento do que já era. Os morcegos mortos-vivos saltaram sobre a presa cercada por todos os lados.

Arranhavam, mordiam e dilaceravam com uma força absurda para seu tamanho. Um único morcego morto-vivo não seria nada para Despertos tão poderosos e seus equipamentos, mas havia centenas.

‘Isso não faz sentido.’ Xenagrosh e os demais pensaram. ‘Feitiços de necromancia exigem proximidade com o cadáver e conhecimento exato da posição. Não há ninguém além de nós aqui, e nosso inimigo não tinha como saber onde os morcegos cairiam mortos.’

Lith também não conseguia acreditar no que via, mas confiava nos artefatos de Menadion.

O artefato mostrava que a assinatura energética do feitiço que animava os mortos-vivos era a mesma do homem que estavam caçando. Os Olhos não conseguiam explicar como Maergron lançava magia a quilômetros de distância, apenas que ele estava fazendo isso.

E isso nem era a pior parte das leituras.

“Não subestimem! O Jardim está fortalecendo eles!”

Suas palavras eram tão inacreditáveis quanto a necromancia à distância, mas a realidade não deixava espaço para dúvidas.

Os morcegos mortos-vivos estavam ferindo todos, apesar dos equipamentos mágicos, até mesmo Xenagrosh. Os dentinhos atravessavam metal e carne com a mesma facilidade, e as garras raspavam Adamant como se fosse madeira.

Num espaço tão confinado, usar magia poderosa significaria atingir os próprios aliados, e a força bruta também não era opção. Um único golpe amplo de Lith, Solus ou Zoreth mataria dezenas de morcegos… e qualquer companheiro azarado no caminho.

“Todos, mantenham posição e não usem magia!” Strider ordenou, enquanto seu corpo desaparecia num raio de eletricidade viva.

Suas lâminas gêmeas se moveram como um borrão, transformando o ar ao redor em um liquidificador de alta velocidade. Através dos Olhos, Lith pôde ver o segredo da velocidade do Zouwu, e a diferença entre sua habilidade de linhagem e a de Bytra.

A Raiju usava sua conexão com o elemento ar para dar ao chão uma carga oposta à sua, galopando tão rápido quanto um trem de levitação magnética. Ela anulava o atrito com o solo e utilizava o efeito repulsivo para continuar acelerando enquanto aumentava a corrente.

No entanto, para usar tal técnica, precisava de espaço para manobrar, tempo para ganhar velocidade e preparar as cargas ao longo do trajeto.

Strider, por outro lado, não corria.

Ele executava investidas curtas, supercarregando a si mesmo, o ponto de partida e o de chegada.

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